Agenda de eventos do time Ambipar em 2023

Confira a agenda de eventos nacionais e internacionais com a participação do time Biofílica Ambipar no primeiro trimestre.

 

 

O ano da descarbonização começou, e a partir em março, a equipe Biofílica Ambipar estará presente nos eventos mais importantes do mercado, apresentando nossos projetos de carbono e contribuindo com a nossa expertise. 

 

Confira os eventos que participaremos: 

 

O maior evento de Certificados de Energia Renovável do país terá como patrocinadora a nossa parceira GoNetZero, plataforma de soluções para descarbonização, onde é possível encontrar créditos de carbono provenientes do nosso Projeto REDD+ RESEX Jacundá.

 


 

 

A IETA (International Emissions Trading Association) é uma associação de organizações que buscam desenvolver o mercado íntegro de carbono. A Biofílica Ambipar é a primeira empresa brasileira membro da associação. O objetivo do webinar é reunir e compartilhar perspectivas do mercado da América Latina.

 


 

 

Esse tradicional evento do mercado de carbono americano, em sua 20ª edição, reúne profissionais de todo o mundo para trocar experiências, colaborar e ampliar o network.

 


 

 

Organizado pela Environmental Finance, um dos mais importantes veículos de comunicação com ênfase em mercados de ativos ambientais, o Natural Capital Investment 2023, discutirá os desafios e oportunidades do mercado de carbono, levando em consideração sua importância e complexidade.

 


 

 

O ECS 2023 reunirá os principais especialistas do setor público e privado de todo o mundo para analisar e discutir o desenvolvimento e desafio atuais do mercado de carbono para avançar nas ações para conter o avanço das mudanças climáticas por meio das políticas net zero.

 


 

Nós, que sempre participamos ativamente dos debates que envolvem o mercado voluntário de carbono, estamos certos que a participação nesses e em próximos eventos enriquecerá nossa experiência e trajetória em uma troca enriquecedora com outras organizações preocupadas com o desenvolvimento sustentável do planeta. 

 

 

Capacitação: moradores da RESEX Rio Preto-Jacundá têm Curso de Identificação Botânica — Parte 1

Redução de desmatamento, proteção da biodiversidade e acesso à educação são as bases do Projeto REDD+ RESEX Jacundá.
Moradores envolvidos com o manejo florestal sustentável receberam capacitação de coleta e identificação botânica dentro da Reserva. Curso foi incluído no plano de atividades do Projeto REDD+ RESEX Jacundá a partir da necessidade identificada pelos próprios moradores.

Quando a comunidade é constantemente envolvida nas atividades de proteção à floresta e combate ao desmatamento, ela entende sua importância, parte dela o interesse em aprender mais para desempenhar um trabalho cada vez maior.

Viabilizar e incentivar o acesso à educação é uma das bases do Projeto REDD+ RESEX Jacundá e, a partir da necessidade identificada pelos próprios moradores envolvidos no manejo sustentável da região, foi incluído no Plano de Atividades de 2022 o Curso de Identificação Botânica.

Para realizar o curso, a Biofílica Ambipar, ASMOREX da RESEX Jacundá, proponentes do Projeto, uniram forças com o parceiro operacional Centro de Estudos Rioterra, a UNIR (Fundação da Universidade de Rondônia) e o Jardim Botânico de Nova York para ensinar sobre a identificação de árvores a partir de suas folhas, frutos e sementes.

 

“Essa semana estamos com a atividade de Curso de Coleta e Identificação Botânica, onde estamos aprendendo cada parte de uma árvore, folhas, frutos, sementes e está sendo uma atividade muito promissora. A gente tem aprendido bastante.” comenta Denise Viana, presidente da ASMOREX.

 

Em primeiro lugar, o objetivo com o curso é capacitar pessoas para que elas almejem cada vez mais melhorar suas condições de vida e econômicas. Pensando além, essa base de informação é fundamental para que as pessoas que moram e vivem da floresta sejam aliadas no processo de conhecer, coletar e identificar as plantas para que, consequentemente, conduzam o manejo sustentável com o conhecimento técnico necessário.

 

“Sem essa linha de base que é conhecer as plantas, nós não conseguimos manejar ou restaurar uma área. Como restaurar uma área sem saber quais são as plantas que ocorriam naquela área antes de ser degradada? Por isso, temos que capacitar as pessoas que vivem na floresta, que estão na floresta constantemente, para que se tornem nossos aliados no processo de conhecer, coletar e identificar as plantas.” diz Flávio Obermuller, Biólogo do Jardim Botânico de Nova York.

 

A área do projeto possui extrema importância para a permanência dos ambientes naturais dentro e fora de seus limites. Em nossa visão, a capacitação da comunidade contribui para dois importantes propósitos do projeto:

  1. Promover a redução do desmatamento e conservação da floresta em pé e proteção da biodiversidade, garantindo a manutenção de serviços ecossistêmicos e preservando os modos de vida tradicionais dos moradores da RESEX.
  2. Acesso à educação de qualidade que possibilitam melhores condições de emprego e diversificação de renda.

 

Essas atividades contribuem para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU (4 e 15) e colaboram para a manutenção do Selo Ouro para Comunidade (CCBS), já conquistado pelo Projeto REDD+ RESEX Jacundá.

 

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Assista ao vídeo e veja os depoimentos de alguns membros da Associação sobre a ação:

 

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Quer saber mais sobre o projeto e como sua empresa pode ajudar a dar continuidade a esse trabalho
enquanto compensa suas emissões de carbono?

 

Projeto REDD+ RESEX Jacundá concluiu 2ª verificação de créditos de carbono

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O Projeto REDD+ RESEX Jacundá concluiu a verificação VCS e CCBS referente ao período 2015–2020 e gerou mais de 151 mil créditos de carbono premium com certificação Ouro para Comunidade e Biodiversidade.

Projeto REDD+ RESEX Jacundá

Para reduzir os impactos sociais e ambientais nos municípios de Machadinho d’Oeste e Cujubim, em Rondônia, o Projeto REDD+ RESEX Jacundá tem como foco o fortalecimento das comunidades locais, a conservação da floresta e o monitoramento contínuo da biodiversidade.

O trabalho desenvolvido junto à comunidade sempre foi um dos grandes diferenciais da iniciativa. Construído em parceria com a ASMOREX – Associação dos Moradores da Reserva Extrativista Rio Preto Jacundá, o projeto conquistou reconhecimento internacional por seus benefícios sociais e ambientais, recebendo o selo Climate, Community & Biodiversity Standards (CCBS).


Resultados gerados ao longo de 10 anos de atuação

Educação e capacitação comunitária

Ao longo de uma década de implementação, o projeto contribuiu para a geração de benefícios concretos para a comunidade da Reserva Extrativista Rio Preto Jacundá.

  • Incentivo à educação por meio da realização de cursos técnicos e profissionalizantes voltados à gestão financeira, administração e organização social;
  • Implantação de um centro educacional para jovens e adultos, ampliando o acesso à capacitação profissional, geração de renda e novas oportunidades de trabalho.

Infraestrutura comunitária

  • Melhoria da infraestrutura local por meio da construção e implementação do centro educacional, centro comunitário e ambulatório;
  • Ampliação do acesso à tecnologia e à informação através da aquisição de equipamentos de informática e da instalação de infraestrutura para acesso à internet.

Participação comunitária

Todas as atividades promovidas pelo projeto são abertas à participação dos moradores da Reserva, com atenção especial ao engajamento de mulheres e jovens, fortalecendo a inclusão social e a construção coletiva das decisões.


Certificação internacional e geração de créditos de carbono

O sucesso dessa parceria foi reconhecido durante a segunda verificação do projeto nos padrões Verified Carbon Standard (VCS) e Climate, Community & Biodiversity Standards (CCBS), conduzida pela Verra para o período de monitoramento entre 2015 e 2020.

Como resultado desse processo, o Projeto REDD+ RESEX Jacundá gerou mais de 151 mil créditos de carbono premium, certificados com o selo CCBS Gold Level para os critérios de Comunidade e Biodiversidade.

Essa certificação reconhece iniciativas que, além de contribuírem para a mitigação das mudanças climáticas, promovem impactos positivos mensuráveis para as comunidades locais e para a conservação da biodiversidade.

Os créditos de carbono gerados pelo projeto encontram-se disponíveis para comercialização e podem ser utilizados por empresas e organizações que desejam compensar suas emissões de gases de efeito estufa com segurança, rastreabilidade e benefícios socioambientais comprovados.


Certificações VCS e CCBS

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Conhecer para saber cuidar: a importância da Xiloteca do Grupo Jari

Conheça mais sobre uma das maiores xilotecas do mundo – a parte do Museu do Jari que reúne espécies arbóreas localizadas e catalogadas da região.

 

Você sabe qual a importância de registrar e catalogar espécies? 

Muito mais que saber a quantidade de espécies que pertencem àquele ecossistema, o conhecimento possibilita que sejam identificadas as necessidades daquela área, além de quais espécies estão em extinção para tentar salvá-las.

Pensando nisso, em 1968, Nilo Thomas da Silva criou a Xiloteca do Jari, parte do Museu Jari, com o objetivo de preservar e aumentar o conhecimento sobre o patrimônio da Floresta Amazônica. Desde o início, a iniciativa contou também com o apoio dos técnicos do Museu Paraense Emílio Goeldi e da Embrapa Amazônia Oriental (projeto Dendrogene).

Quando o Programa REDD+ Vale do Jari chegou na região, em 2014, o levantamento apontou a existência de 620 amostras de madeira, um herbário com 3.513 amostras botânicas e uma coleção de insetos com 2.322 amostras, o que faz a Xiloteca do Jari ser uma das maiores do mundo 

Desde então, o Grupo Jari vem prestando uma grande contribuição para o conhecimento científico da biodiversidade da região, gerando oportunidades de consolidação de trabalhos que reúnam todas as informações disponíveis sobre a biodiversidade e disponibilizá-los para a sociedade. 

 

Manutenção da Xiloteca

Um dos papéis do projeto é apoiar a manutenção da Xiloteca do Grupo Jari ao longo do tempo. Isso é feito estimulando e promovendo a conscientização da importância dessas coleções para preservação da floresta e suas espécies.  

Desde o início do projeto foram realizadas visitas de moradores locais, turistas, escolas da região, universidades e institutos de pesquisa, mostrando que a Xiloteca vem cumprindo seu objetivo inicial de preservar e aumentar o conhecimento sobre o patrimônio da Floresta Amazônica, tanto para fins científicos quanto para educação ambiental. 

Na prática, o trabalho também vem sendo contínuo, com o registro e contagem anual de novas amostras incluídas na coleção. O último monitoramento realizado mostrou que de 2014 a 2020 houve aumento do número de amostras, fruto do recebimento de um inventário de Itapeva, no interior de São Paulo, em 2018.

Não vamos parar por aqui. Em busca de mais ações que contribuam para a manutenção da Xiloteca, desde o final de 2021 a Fundação Jari vem caminhando com um acordo de parceria com o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amapá (IFAP), com o objetivo de aprimorar ainda mais o acervo. 

A parceria possibilitará também a realização de capacitações de instituições públicas e privadas, moradores das comunidades da região e de projetos de pesquisas de extensão junto ao Instituto.

Dentre as principais ações, teremos: 

– A reabertura do museu para visitação da sociedade em geral; 

– Digitalizar, criar, indexar o herbário, xiloteca e insetário Jari, com intuito de divulgar o museu para toda comunidade em geral, via online; 

– Envolver os alunos e comunidade em geral nas atividades de reconhecimento, identificação, coleta e depósito de material botânico no herbário Jari das espécies florestais da região. 

O apoio a Xiloteca é uma das ações do Programa REDD+ Vale do Jari, que tem como objetivo evitar o desmatamento e minimizar impactos socioambientais, promovendo benefícios para o clima, biodiversidade e comunidades da região do município de Almeirim. Em 30 anos, serão 61.550 hectares de desmatamento evitados.

 


 

Sua empresa pode contribuir para o desenvolvimento
socioeconômico e cultural da Amazônia enquanto neutraliza
emissões por meio dos créditos de carbono.

 

 

10 anos do Novo Código Florestal: a evolução da regulamentação ao longo do tempo

O Novo Código Florestal, criado com o intuito de conciliar os interesses de proteção ao meio ambiente e produtor rural, completa 10 anos neste dia 25 de maio. Confira na linha do tempo os acontecimentos importantes durante esse tempo.

 

O Novo Código Florestal está completando 10 anos desde sua promulgação, no dia 25 de maio de 2012. A Lei nº 12.651 substituiu o antigo Código Florestal (Lei nº 4.771/1965) para atender às necessidades climáticas, combater crimes ambientais e conciliar os interesses dos produtores rurais.

Entre as principais mudanças que foram implementadas após a atualização estão:

  • O percentual de reserva legal exigível nos imóveis;
  • Proteção de vegetação nativa e delimitação dos marcos temporais;
  • Controle e retenção dos altos índices de desmatamento ilegal;

Embora tenha sofrido resistência no início pelas novas obrigações do produtor rural, a lei significou um importante avanço para garantir segurança jurídica e beneficiar os proprietários que têm seus imóveis regularizados.

Ao longo desse tempo, pudemos observar o progresso que foi possível a partir de sua implementação. Confira na linha do tempo:

 


 

2012

Publicação do código Florestal (Lei Federal nº 12.651/2012) e do decreto que dispõe sobre o Sistema de Cadastro Ambiental Rural – CAR (Decreto federal nº 7.830/2012)

Após tramitar por 13 anos no Congresso Nacional, a lei é implementada. Com ela, passam a ser exigidos do produtor rural:

  • Registro CAR – Sistema eletrônico que reúne informações sobre as características ambientais dos imóveis rurais.
  • Proteção e manutenção de Áreas de Preservação Permanentes (APP)
  • Reserva Legal: uma porcentagem da área do imóvel rural deve ser de mata nativa ou essa área deve ser compensada em outros imóveis.

 


 

 

2014

Entra em vigor o PRA – Programa de Regularização Ambiental (Decreto federal nº 8.235/2014)

Um importante passo para a implementação das mudanças previstas na lei.

O programa reúne as ações necessárias para regularizar o imóvel após o Cadastro Ambiental Rural.

Ao cumprir as obrigações exigidas por ele, o produtor rural tem direito a:

  • Suspensão de penalidades
  • Acesso ao crédito rural
  • Compensação de reserva legal em outro imóvel.

 


 

2018

Regulamenta a Cota de Reserva Ambiental (Decreto federal nº 9.640/2018)

Mais um avanço!

A regulamentação das Cotas de Reserva Ambiental – títulos que representam áreas de vegetação nativa – deixou o produtor rural mais próximo de ter acesso a essa opção vantajosa de Compensação de Reserva Legal.

 


 

2022

Institui o Plano Nacional de Regularização Ambiental de Imóveis Rurais (Decreto Federal Nº 11.015/2022)

A mais recente atualização.

O Serviço Florestal Brasileiro (SFB) propôs a edição de um decreto para construção do Plano Nacional de Regularização Ambiental de Imóveis Rurais – RegularizAgro.

O objetivo é avançar na agenda da regularização ambiental em todos os biomas brasileiros, em conformidade com o Código Florestal.

Estamos sempre por dentro das novidades e atualizações para oferecer as melhores soluções e auxiliar você na regularização do seu imóvel.

 


 

 

Tire suas dúvidas e conheça as melhores
soluções para regularizar o seu imóvel.

 

 

Ambipar e Minerva, joint-venture para projetos de carbono na cadeia do agronegócio.

Assinamos junto com a Minerva Foods um memorando de entendimentos para a formação de uma joint-venture que vai atuar nos mercados do Paraguai, Argentina, Colômbia e Uruguai.

AMBIPAR PARTICIPAÇÕES E EMPREENDIMENTOS S/A

Sociedade Anônima Fechada

CNPJ nº 12.648.266/0001-24

 

COMUNICADO AO MERCADO

A Ambipar Participações e Empreendimentos S.A. (“Ambipar” ou “Companhia”), por meio de sua subsidiária Biofílica Ambipar Environmental Investments S.A. (“Biofílica Ambipar Environment”), empresa brasileira focada em Soluções Baseadas na Natureza (Nature-based Solutions), informa aos seus acionistas e ao mercado em geral que celebrou na presente data um Memorando de Entendimentos com a Minerva S.A. (“Minerva”), líder em exportação de carne bovina na América do Sul, em linha com sua estratégia de sustentabilidade e na busca por uma cadeia pecuária de baixa emissão de carbono.

 

O Memorando de Entendimentos tem como objetivo estabelecer os principais termos e condições para uma parceria entre a Biofílica Ambipar Environment e a Minerva no desenvolvimento de projetos de carbono na cadeia do agronegócio da Minerva em toda a América do Sul, com exceção ao Brasil e Peru.

 

Por meio da constituição de uma Joint-Venture (“JV”), a Biofílica Ambipar Environment e a Minerva atuarão na avaliação e implementação de projetos de carbono nas propriedades conectadas a cadeia de fornecedores da Minerva, com foco na adoção de práticas aprimoradas de manejo para a intensificação sustentável na produção agropecuária. Também serão avaliadas outras oportunidades, como a conservação das áreas excedentes de reserva legal, iniciativas de reflorestamento e implementação REDD+ (Redução de Emissões provenientes de Desmatamento e Degradação floresta somado [+] a conservação dos estoques de carbono florestal, manejo sustentável de florestas e aumento de estoques de carbono florestal).

 

Como resultado dos projetos a serem desenvolvidos junto a cadeia de fornecedores da Minerva Foods, serão gerados créditos de carbono, e/ou Reduções Verificadas de Emissão (“RVE’s”), os quais poderão ser comercializados em mercados apropriados, inclusive junto a própria base de clientes da Companhia.

 

A iniciativa reforça o preparo da Biofílica Ambipar Environment em oferecer soluções para empresas, governos e indivíduos que pretendem neutralizar as emissões de carbono das suas atividades, inclusive as da sua cadeia produtiva, em busca de conter o aquecimento global, rumo a um futuro Net-Zero.

 

A Companhia se compromete a manter os acionistas e o mercado em geral informados acerca do andamento deste e de qualquer outro assunto relevante.

 

Para obter mais informações sobre a Minerva, acesse: www.minervafoods.com

E para saber mais sobre a Biofílica Ambipar Environment, acesse: www.biofilica.com.br

 


 

 

 

 

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Grilagem, você sabe o que é?

O termo grilagem surgiu da prática onde as pessoas colocavam documentos falsos em uma caixa com grilos, e eles ficavam parecendo documentos legítimos. E como verificar a legitimidade de documentos de propriedades rurais? A Biofílica explica.

 

 

O que é grilagem de Terra? 

O termo grilagem de terras surgiu de uma prática bem rudimentar, onde as pessoas colocavam documentos falsos em uma caixa com grilos. Em pouco tempo a documentação ficava amarelada e cheia de buracos, trazendo a aparência de um documento legitimo. O grande problema é que essas terras geralmente são públicas. Como uma forma de regularizar a situação e evitar a grilagem, foi instituída a Lei 6.766/79 para regulamentar o parcelamento do solo e punir as práticas ilícitas contra a Administração Pública de lotear, desmembrar ou fazer propostas sobre terras públicas. 

A situação em regiões florestais no Brasil é tão preocupante que muitas terras ocupadas por grileiros foram desmatadas ilegalmente por meio de queimadas, que abrem clarões nas florestas.

A Biofílica dentro de seu portfólio de serviços, atua na área de Compensação de Reserva Legal e consegue verificar a legitimidade da parte documental de propriedades rurais.

 



Quais os riscos para uma negociação de compra e venda?

A grilagem acontece até hoje devido às deficiências encontradas no sistema de controle de terras no Brasil. Apesar das diversas propostas, o governo ainda não implementou um registro único de terras ou ao menos um cadastro específico para as grandes propriedades.

Também não há articulação e cruzamento de dados entre os órgãos fundiários nos três níveis de governo (federal, estadual e municipal). 

Some-se a isto a existência de diversos títulos de propriedade para uma mesma área e fiscalização ineficiente junto aos Cartórios de Registro Imobiliário. 

Nesse contexto, multiplicam-se as terras de papel e leva-se a uma situação em que as propriedades privadas podem chegar a uma dimensão maior do que a própria Amazônia.

O exemplo é a ação desenfreada dos grileiros e a venda de milhões de hectares de floresta que não existem pela internet.

Hoje há uma grande oferta de terras na Amazônia que só existem no papel. São oferecidos, via internet, mais de 11 milhões de hectares de floresta nos estados do Amazonas, Pará, Rondônia e Roraima, movimentando quase R$1 bilhão.

 


 

Como evitar?

Para evitar a aquisição de terras griladas é necessário estar atento a toda documentação do imóvel. 

A Biofílica realiza uma verificação minuciosa de toda a documentação das áreas ofertadas. Verificamos toda a cadeia sucessória dos imóveis do nosso Banco de Áreas junto aos Cartórios de Registro de Imóveis, refazendo a cadeia dominial desde o proprietário atual até o título que deu origem ao imóvel. Consultamos os órgãos fundiários, ambientais e órgãos públicos de terras para comprovação da legitimidade da origem dos nossos imóveis 

Além dos documentos do imóvel também consultamos a regularidade dos proprietários dentro do âmbito cível, fiscal e criminal. 

 


 

 

Converse com o nosso time e tenha a oportunidade de escolher
a melhor opção para você regularizar o seu imóvel.

 

 

Compensação de Carbono em Grande Escala

Em entrevista, nós da Ambipar Environment falamos um pouco sobre Compensação de Carbono em Grande Escala, nossos projetos e os benefícios para empresas que neutralizam as emissões de CO2.

 

 

01 – Sobre a Ambipar Environment e Compensação de Carbono em Grande Escala

Desde 2008, a Ambipar Environment tem como missão a criação de um sólido e confiável mercado de serviços ambientais no Brasil, através da geração e comercialização de créditos de carbono de Nature-Based Solutions (NBS), ou Soluções Baseadas na Natureza. Desenvolvemos projetos que promovem a redução e o sequestro de emissões de carbono por meio da conservação florestal e do reflorestamento valorizando florestas em pé e seus serviços ambientais e protegendo a biodiversidade. Além disso, investimos em pesquisa científica e no desenvolvimento socioeconômico das comunidades que vivem nessas áreas.

 

02 – Como é feita a geração de créditos de carbono?

Diferentes ações podem levar a uma redução ou remoção de carbono. Na Ambipar Environment, implementamos diferentes tipos de projetos, que geram créditos de carbono utilizando 3 principais abordagens:

  • REDD+: mecanismo que propõe um conjunto de ações de combate ao desmatamento por meio de atividades sociais, de clima e biodiversidade, resultando na Redução de Emissões provenientes de Desmatamento e Degradação Florestal somada ao manejo sustentável, a conservação e aumento dos estoques de carbono florestal;
  • AR (Afforestation / Reforestation) abordagem baseada no armazenamento de carbono na biomassa por meio do plantio de novas árvores em áreas onde não havia floresta (afforestation) e em áreas onde houve desmatamento (reforestation), recuperando ou criando uma nova floresta.
  • ALM (Agricultural Land Management) abordagem na qual projetos de intensificação sustentável na pecuária de corte e em áreas agrícolas levam a uma redução de carbono.

Além disso, nosso time técnico está em fase de implementação de mais uma abordagem, o Blue Carbon, que gera créditos de carbono por meio da conservação e restauração de ecossistemas costeiros, como os mangues, marismas, apicuns e seagrass — pradarias marinhas.

É importante notar que todos nossos projetos são auditados e certificados por um padrão internacional de mercado. Utilizamos os padrõesõ VCS (Verified Carbon Standard) e  CCB (Climate, Community & Biodiversity Standard) do VERRA (www.verra.org), o padrão de certificação mais utilizado no mercado voluntário de carbono global. Atualmente contamos com 11 projetos em desenvolvimento e em operação.

 

03 – A neutralização de emissões pela compra de créditos de carbono é uma solução internacionalmente reconhecida para empresas, pessoas e governos.
Como a Ambipar Environment oferece essa solução em grande escala?

Utilizando a abordagem REDD+, prospectamos áreas da Amazônia que estão sob pressão por desmatamento e investimos em atividades com foco na gestão e conservação de florestas a partir de metodologias internacionalmente reconhecidas. Uma vez que nossos projetos estão estruturados, auditores externos validam e verificam nossas atividades a fim de originar os créditos de carbono. Somos responsáveis pela comercialização dos créditos no Brasil e no exterior, desenvolvendo soluções para empresas que desejam neutralizar as suas emissões. Além disso, desenvolvemos parcerias no setor público e privado para expandir nossos projetos de carbono para outros biomas, utilizando as abordagens AR (Afforestation/Reforestation), ALM (Agricultural Land Management) e Blue Carbon.

A Ambipar Environment é capaz de oferecer essa solução em larga escala por já atuar a quase 15 anos no mercado e possuir um portfólio robusto de soluções; atualmente, temos quase 1,7 milhões de hectares de floresta sob conservação, representando aproximadamente 2 milhões de toneladas de dióxido de carbono que deixam de ser emitidas na atmosfera todo ano.

 

04 – Quais são os benefícios das empresas em neutralizar suas emissões de carbono?

A prática de neutralizar emissões através da compra de créditos de carbono é internacionalmente reconhecida e traz benefícios para as empresa como: proporcionar o reconhecimento e solução dos impactos ambientais nas operações; aumento dos índices de Meio Ambiente, Social e Governança (ESG); diferenciação  e aumento da reputação da marca no mercado na perspectiva da temática ambiental; engajamento de funcionários e clientes; atração de investidores, entre outros. Adicionalmente, as empresas que neutralizam emissões de carbono com projetos da Ambipar Environment não só combatem diretamente as mudanças climáticas, como também evitam o desmatamento, promovem a preservação da biodiversidade e o desenvolvimento socioeconômico sustentável local, contribuindo para diversos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

 

05 – Qual o processo para uma empresa neutralizar suas emissões de carbono?

Para uma organização neutralizar as suas emissões, três etapas devem ser trabalhadas: mensuração de suas emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE), definição de uma estratégia de redução dessas emissões e, por fim, a neutralização.

De forma mais detalhada:

1° passo – Calcular emissões

O cálculo de emissões é feito por um Inventário de Emissões de GEE, uma ferramenta para a quantificação das emissões e avaliação da pegada de carbono das operações da empresa. A prática comum das empresas é realizar o inventário uma vez por ano, mensurando as emissões do ano anterior.

2° passo – Reduzir o que puder

Com os dados inventariados em mãos, os focos para definir onde ocorrerão as reduções de emissões das operações estão mapeados. Alguns exemplos mais praticados para mitigar emissões são a diminuição do uso de combustíveis fósseis ou a sua troca por combustíveis renováveis, aumento da eficiência energética nos processos, troca das fontes de iluminação por lâmpadas LED, entre outros.

3° passo- Neutralizar as emissões remanescentes
Tomar ações para reduzir as emissões de carbono faz parte do caminho, e neutralizar as emissões que restam pela compra de créditos de carbono é a solução para se tornar uma empresa carbono neutro.

 

06 – Como são precificados os créditos de carbono?

Diversos fatores têm influência no preço dos créditos de carbono. Abaixo detalhamos os principais:

Fator 1) Localização do projeto

A Floresta Amazônica Brasileira, por exemplo, é a maior floresta tropical do mundo e um dos principais reservatórios de carbono do planeta. Sua importância para a biodiversidade conduz a uma valorização de créditos provenientes de projetos nesta região. O mesmo é válido para florestas tropicais e biomas em outros continentes.

Fator 2) Tipo de projeto

Os aspectos além do clima contam na hora de precificar um crédito de carbono.

O projeto desenvolve trabalhos sociais com comunidades? Pesquisa e protege a biodiversidade? Caso sim, os investimentos necessários para desenvolver essas atividades implicam em custos operacionais maiores e, consequentemente, isso é refletido no preço. Essas atividades são encontradas com maior facilidade em projetos florestais quando comparados a projetos de carbono de energia renovável e biogás – o que também explica o menor preço no mercado destes.

Fator 3) Idade do crédito de carbono – a chamada “safra” dos créditos de carbono

Safra é o ano em que ocorreram as atividades que levaram à redução ou ao sequestro das emissões de carbono. As safras são anuais e o mercado comprador avalia a permanência e operação ativa de projetos de carbono se este apresenta “safras novas”. O comprador tende a pagar mais nestas safras (2016 a 2020 – 5 anos retroativos do ano corrente). É importante reforçar que “safras antigas” não perdem a validade e continuam aptas para neutralização de emissões – e geralmente apresentam preços menores.

Fator 4) Faixa de volume

Existe também o fator volume: quanto menor o volume da compra, os preços são maiores. Os desenvolvedores costumam dar descontos para compras acima de 100.000 toneladas de créditos de carbono, mas isso pode variar de acordo com a estratégia de cada desenvolvedor de projeto.

 

07 – Como esse tipo de projeto pode garantir transparência na sua implementação a fim de evitar “greenwashing”?

Os projetos de carbono da Ambipar Environment são certificados e utilizam rigorosas ferramentas de Monitoramento, Reporte e Verificação (MRV), que asseguram a acurácia, veracidade e transparência dos processos de gestão estabelecidos pelos proponentes e nos projetos, sempre seguindo as normas e padrões de certificação.

Do lado dos desenvolvedores de projetos, estes podem e devem sempre apresentar relatórios técnicos e de atividades, permitindo ao comprador monitorar a implementação do projeto do qual comprou os créditos de carbono.

 

08 – Como os projetos garantem a permanência das reduções de emissões verificadas e evitam reversões?

É exigido pelos padrões de certificação que projetos de carbono façam uma análise de risco de não permanência das reduções de emissões. Esta análise e o valor de risco quantificado também são auditados por uma terceira parte. O risco estimado é subtraído do total líquido de reduções/remoções de emissão geradas e este resultado define justamente a quantidade de créditos de carbono (RVEs) comercializáveis. Além disso, todos os nossos projetos possuem uma duração de longo prazo (em torno de 30 anos) para que possamos evitar reversões e implementar medidas duradouras de manjeo sustentável.

 


 

 

Neutralize as emissões da sua empresa com Créditos de Carbono da Ambipar Environment.

 

 

Progresso da Ambipar Environment e expectativas para 2022

Car@s parceiros e clientes,

Com o fim de 2021 e a chegada de 2022, não poderia deixar de compartilhar o progresso da Ambipar Environment e nossas expectativas para o próximo ano. Assim como em 2020, passamos por um ano complexo, com a pandemia demandando resiliência e adaptabilidade. Mas 2021 foi também um ano de grandes conquistas para a Ambipar Environment.

 

 

A Biofílica em 2021

 

Em 2021 passamos a ser Ambipar Environment após nos juntarmos ao Grupo Ambipar. Com essa união vamos acelerar nosso crescimento, proporcionando novas soluções aos nossos clientes e ampliando o portfólio de serviços ambientais da maior empresa de Gestão Ambiental do Brasil.

2021 foi um ano de crescimento para a Biofílica. Integramos um novo time e expandimos o nosso próprio. Mais que dobramos a nossa equipe, que contava com 13 colaboradores em janeiro e agora representa um time de mais de 30 excelentes profissionais. Adicionamos uma área focada somente em tecnologia, que começou o trabalho de implementação da Plataforma Biofílica, uma ferramenta robusta para gerenciar nossos projetos de carbono, e também construir uma imobiliária digital de Compensação de Reserva Legal (CRL) e outros serviços ambientais.

 

Equipe Biofílica 2021
Confraternização da equipe Ambipar Environment 2021 no IPÊ (Instituto de Pesquisas Ecológicas)

 

Na área de CRL, mais que dobramos o número de hectares dos contratos que negociamos. Isso foi proporcionado por avanços na implementação do Código Florestal, que teve a data de 31 de dezembro de 2020 como a de corte para o proprietário rural registrar seu imóvel no Cadastro Ambiental Rural (CAR), ainda com a possibilidade de realizar o Programa de Regularização Ambiental (PRA) para conseguir todos os benefícios previstos na legislação. Em 2021 também tivemos o lançamento do Modulo de Regularização Ambiental, ferramenta que permite o proprietário inserir seu projeto de Programa de Regularização Ambiental (PRA), principalmente a sua proposta de Compensação de Reserva Legal.

Também ampliamos o nosso propósito – o que começou com projetos de conservação na Amazônia de REDD+, agora representa uma parte do nosso portfolio de NBS (Nature-based Solutions) ou Soluções Baseadas na Natureza. Em 2021, iniciamos nosso primeiro projeto de restauração florestal em parceria com o Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ), o Projeto Corredores de Vida. Iniciamos o plantio dos primeiros 500 hectares e esperamos alcançar a marca de 30 mil hectares nos primeiros 10 anos. Além de incluir projetos de AR (Afforestation/Reforestation) em nosso portfólio, iniciamos junto à Minerva Foods o desafio de desenvolver o primeiro projeto de carbono voltado para cadeia da pecuária no Brasil. Em breve também iniciaremos nossos primeiros projetos de conservação e restauração dos ecossistemas costeiros e marinhos, ou Blue Carbon.

Ainda em 2021 iniciamos dois novos projetos REDD+ que serão certificados em 2022, o Projeto REDD+ Jutaituba e o Projeto REDD+ Ararajuba. Tivemos avanços importantes com a realização de duas auditorias de verificação, no Projeto REDD+ RESEX Jacundá e Projeto REDD+ Manoa, que juntos devem levar mais de 1 milhão de créditos de carbono ao mercado.

Somente com nossos projetos REDD+, terminamos o ano com 1,7 milhões de hectares sob conservação, representando, em média, 2 milhões de toneladas de dióxido de carbono que deixam de ser emitidas na atmosfera todo ano.

 


 

Uma visão unificada

 

Nosso crescimento só foi possível por termos parceiros e clientes que compartilham da mesma visão de futuro e que colocam a “mão na massa” implementando ações, projetos e programas voltadas ao desenvolvimento sustentável. Esse ano, vimos um número recorde de empresas que se comprometeram a ser Net Zero até 2050. Vimos esse comprometimento pessoalmente, com mais de 100 clientes compensando suas emissões com a Ambipar Environment. Comparado com 2020, tivemos um crescimento de mais de 65% na venda de créditos de carbono REDD+, e um aumento total de 187% em volume de créditos de carbono transacionados de parceiros, com projetos de biogás e energia renovável.

Vimos também uma reafirmação de comprometimentos globais para mitigar as mudanças climáticas. A Ambipar Environment acompanhou pessoalmente a COP26, que finalizou o Livro de Regras do Acordo de Paris. O que já estava claro no mercado voluntário agora ficou formalizado em âmbito global: mercados de carbono são ferramentas essenciais para cooperação internacional que busca a mitigação de emissões de gases de efeito estufa

 

2021 também foi um ano de grandes colaborações, com parceiros que trabalharam juntos para proporcionar um mercado cada vez mais transparente, confiável e robusto. Cofundamos esse ano a Aliança Brasil NBS, que reúne os maiores desenvolvedores de projetos de carbono no Brasil. Também nos tornamos apoiadores estratégicos do Ecosystem Marketplace, uma plataforma global de informações sobre finanças, mercados e pagamentos por serviços ambientais.

Lançamos um Guia para Compra Responsável de Créditos REDD+ no Brasil, contribuímos com nossos posicionamentos juntos a Coalizão Brasil e fomos convidados pelo Verra para integrar o time de autores do Diálogo Global do Mercado Voluntário. Foi um ano de grandes parcerias e muitas realizações.

 

 


 

Um 2022 de muita ação

Para esse ano, esperamos poder continuar avançando com o nosso principal objetivo: nos tornar a maior empresa de Nature Based Solutions do mundo. Seguiremos implementando novas soluções, aumentando nosso time de colaboradores, expandindo os projetos em outros países da América do Sul e transacionando volumes recorde de créditos de carbono.

Dito isso, finalizo com um agradecimento especial ao time e ao conselho da Ambipar Environment, clientes e parceiros por termos concluído mais esse ciclo e por terem tornado possíveis todas essas conquistas. Ainda temos um longo caminho à nossa frente, mas contamos com todos ao nosso lado para continuarmos a fazer a diferença no Brasil e no mundo.

Desejo a tod@s um excelente 2022 e que nossas esperanças e forças possam ser renovadas para encararmos mais um ano de novos desafios, crescimento e co-evolução.

Um abraço virtual,

Plínio Ribeiro
Head of Carbon Solutions
Ambipar Environment

 


 

 

 

Ambipar celebra regulamentação dos mercados de carbono e dá boas-vindas ao Pacto Climático de Glasgow

Pacto climático assinado e regras afirmadas para osmercados de carbono – Confira os principais avanços obtidos nCOP26 

 

 

No último sábado (13), líderes globais assinaram o Pacto Climático de Glasgow no fechamento da 26a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP26). O evento começou há duas semana e havia uma atmosfera de impasses nos bastidores de Glasgow sobre a criação do mecanismo do mercado de carbono, previsto no artigo 6 do Acordo de Paris.  

 

Após duas semanas de negociações e mais de seis anos de espera, 190 países assinaram o novo documento que definiu as regras e o mecanismo de funcionamento para os mercados de carbono do artigo 6 do Acordo de Paris, o último elemento que faltava para finalizar o chamado Paris Rulebook.  

 

De acordo com Plínio Ribeiro, Head of Carbon Solutions da Ambipar Environment, isso representa um novo marco para o mercado. Está claro que os esforços do setor privado foram reconhecidos. “Agora, haverá muito mais investimento por parte da iniciativa privada via os mercados de carbono”, esmiúça. 

 

Plínio Ribeiro, CEO da Biofílica Ambipar Environment na COP26 em Glasgow, Escócia.
Plínio Ribeiro da Ambipar Environment na COP26 em Glasgow, Escócia.

 

Os pontos chaves consistem em assegurar a melhor cooperação internacional com foco na mitigação dos GEE (gases de efeito estufa). Confira alguns pontos principais do artigo 6o que foram acordados:

  • Novas oportunidades para os países no mercado internacional de carbono foram criadas por meio de acordos bilaterais (artigo 6.2) e em trocas que envolvem entes privadas (artigo 6.4). Ou seja, ficaram estabelecidos diferentes opções de transações para os países que querem utilizar mercados de carbono para atingirem suas metas, também conhecidas como NDCs (Contribuições Nacionalmente Determinadas).
  • Antes de Glasgow, não estava claro como os países teriam que “ajustar” suas NDCs se transacionassem créditos internacionalmente. Agora, os artigos 6.2 e 6.4 criaram os chamados “ajustes correspondentes”, evitando assim uma dupla contagem de créditos. A Ambipar acredita que esse é uma salvaguarda importante para manter a integridade de um crédito de carbono, que só deve ser utilizado uma única vez.
  • Os antigos créditos do mecanismo de MDL (Mecanismos de Desenvolvimento Limpo), do Protocolo de Kyoto, poderão ser utilizados somente para a primeira meta de NDC e para créditos emitidos entre 2013 e 2020. Isso representou uma mudança de postura do governo brasileiro que, nas últimas duas COPs, era mais rígida. Antes, o governo federal queria créditos contabilizados a partir de 2005, mas o novo posicionamento permitiu que o acordo fosse feito.

 


 

Porque definir o artigo 6 era essencial?

Um acordo sobre qual seriam as regras de um mercado global de carbono já estava atrasado–a pandemia do Covid-19 retardou a última COP e as de Madrid (2019) e Katowice (2018) deixaram vários pontos do artigo 6 em aberto.

Apesar de mercados regulados e voluntários de carbono já estarem estruturados em várias partes do mundo, a COP26 iria definir como diferentes países poderiam participar desse mercado. Diferentes análises, inclusive pela ONU, já demonstravam a importância de estruturar esse mecanismo para uso nacional.

 

Biofílica na COP26 - Líderes mundiais discutem em painel sobre a importância de jovens no combate às mudanças climáticas
Ambipar na COP26 – Líderes mundiais discutem em painel sobre a importância de jovens no combate às mudanças climáticas

 

Isso porque o mecanismo possibilita custos mais baixos de mitigação global, levando a uma ambição ainda maior de redução de gases de efeito estufa. Ou seja, países que fossem além das suas metas poderiam agora ser recompensados por seus esforços transacionando créditos de carbono excedentes. Já os países mais poluentes terão que pagar pelo seu impacto comprando créditos.

Por isso, a questão de ajustes correspondentes era chave para se chegar a um acordo. Sem definir como os créditos seriam contabilizados, uma redução de emissão poderia ser contada mais de uma vez, minando esforços de mitigação.

Para o mercado voluntário de carbono, créditos de carbono não serão regulados pelo artigo 6, já que esse mercado cobre ações voluntárias e não se enquadram em uma regulamentação da Convenção do Clima, a chamada UNFCCC. Possíveis ajustes correspondentes podem ser requeridos, mas o mercado voluntário em si não deve se enquadrar dentro do artigo 6. O mercado voluntário serve para complementar, e até mesmo introduzir, novas práticas sustentáveis enquanto políticas públicas ainda estão sendo desenvolvidas. Esse é o mercado que vai ajudar as empresas a alcançar a neutralidade de emissões, muito conhecido por “Net Zero”.

 


 

O que isso representa para o Brasil?

De acordo com a líder da área de Advocacy da Biofílica, Annie Groth, “regras mais claras para um mercado mundial de carbono são importantes para trazer ainda mais investimento para esse mecanismo de combate as mudanças climáticas.” Conforme estudo da Associação Internacional de Comércio de Emissões (IETA) e a Universidade de Maryland, o mercado de carbono enquadrado no artigo 6 pode trazer receitas entre USD 10-20 bilhões até 2030 para o Brasil.

 

Annie Groth, da Ambipar Environment, Carlos Cordova, do IETA, Milena Plata, da BIOFIX e Juan David Duran Hernandez, da EcoRegistry participam do painel “Desafios e Oportunidades do Mercado Voluntário de Carbono Florestal” durante a COP26

 

Isso se deve ao fato do Brasil ter um potencial enorme de geração de créditos de carbono. Projetos de conservação na Amazônia, restauração em áreas desmatadas, manejo sustentável agrícola e projetos blue carbon em manguezais no Nordeste são apenas alguns dos mecanismos existentes no mercado.

Os créditos de carbono oriundos de projetos brasileiros são atrativos para países mais desenvolvidos, que não possuem o mesmo potencial de geração de créditos. Segundo o Panorama do Mercado Voluntário de Carbono 2021 da Ecosystems Marketplace, essa dinâmica já estava clara no mercado—93% dos créditos do mercado voluntário em 2021 vieram de projetos na América Latina, Africa e Ásia, comparado com 7% da Europa e Estados Unidos.

Essa projeção inclui o crescimento em todos os mercados de carbono em 2021, com uma quase duplicação das transações voluntárias de mercado e o lançamento do ETS (sigla em inglês Esquema de Transações de Emissões) da China. Os mercados regulados na Europa, Califórnia, Quebec, Nova Zelândia, Austrália e RGGI também tiveram preços recordes em 2020 e agora também em 2021.

 


 

A continuação de uma grande batalha 

O Pacto de Glasgow representa um importante passo em atingir as metas do Acordo de Paris de limitar o aquecimento global a 1,5oC. Ele traz segurança a um mercado que já vem se estruturando há duas décadas. E agora ganha regras mais claras de funcionamento.

Apesar de ser um marco importante, ainda existe muito espaço para aumentarmos nossa ambição climática.

 

“Vi em Glasgow uma quantidade absurda de participantes do setor privado na comparação com outras COPs. Já víamos há alguns anos a participação de empresas mais demandantes de créditos, ou aquelas que têm a oferecer soluções para reduzir emissões. Mas agora o que me chamou a atenção foi a presença maciça do setor financeiro e também de CEOs de grandes empresas, querendo investir na originação de créditos de carbono”, reitera Ribeiro.

 

A Ambipar tem acompanhado as últimas 11 COPs e viu a COP26 como importante para reconhecer principalmente o papel do setor privado em trazer financiamento e soluções inovadoras para combater as mudanças climáticas. A Ambipar esteve presente em painéis importantes para a consolidação desse novo mecanismo de crédito de carbono e conservação de nossos ecossistemas, e parabeniza todos os negociadores da COP26.

“Mantemos a nossa postura de sempre—o mercado de carbono é e será uma das soluções chave para um futuro descarbonizado”, finaliza o CEO.

 

Plínio Ribeiro
Head of Carbon Solutions
Ambipar Environment