REDD+ Manoa: 1º da América Latina com VCS, CCB e SD VISta

Projeto REDD+ Manoa emite mais de 2 milhões de novos créditos de carbono e torna-se o primeiro da América Latina certificado pelos padrões VCS, CCB e SD VISta

A aprovação das safras de 2023 e 2024 garante a emissão de mais de 2 milhões de novos créditos de carbono ao Projeto REDD+ Manoa, que passa oficialmente a ser o primeiro da América Latina certificado simultaneamente pelos padrões VCS, CCB e SD VISta.

Projeto REDD+ Manoa - 1º da América Latina com VCS, CCB e SD VISta

O Projeto REDD+ Manoa (Verra ID 1571) acaba de alcançar um marco inédito para o mercado voluntário de carbono. Nesta sexta-feira, 3 de julho de 2026, o projeto tornou-se oficialmente o primeiro da América Latina certificado simultaneamente pelos padrões VCS (Verified Carbon Standard), CCB (Climate, Community & Biodiversity Standards) e SD VISta (Sustainable Development Verified Impact Standard).

A conquista é acompanhada pela aprovação das safras de 2023 e 2024, que resultaram na emissão de mais de 2 milhões de novos créditos de carbono certificados, consolidando o Projeto REDD+ Manoa entre as principais referências globais em integridade climática, conservação da biodiversidade e geração de impactos socioambientais positivos.

Desenvolvido pela Biofílica em parceria com a Manoa Florestal, o projeto amplia agora sua relevância internacional ao demonstrar, por meio de auditorias independentes, que é possível aliar geração de créditos de carbono de alta integridade à proteção da Amazônia, ao fortalecimento das comunidades locais e à promoção do desenvolvimento sustentável.


Um marco para o mercado voluntário de carbono

A certificação SD VISta reconhece projetos que demonstram, por meio de critérios rigorosos e auditorias independentes, contribuições mensuráveis para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas.

O Projeto REDD+ Manoa foi o primeiro projeto do Brasil a atender aos requisitos desse padrão, comprovando contribuições verificadas para sete Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Agora, ao combinar essa certificação com os padrões VCS e CCB, torna-se também o primeiro projeto da América Latina a reunir os três principais referenciais internacionais para geração de créditos de carbono com alta integridade climática, ambiental e social.

Mais do que reconhecer a redução de emissões de gases de efeito estufa, a certificação SD VISta evidencia que o projeto gera benefícios concretos para as pessoas, para a biodiversidade e para o desenvolvimento sustentável da região onde atua.

Projeto REDD+ Manoa certificado pelos padrões VCS, CCB e SD VISta

Ao integrar três dos mais reconhecidos padrões internacionais de certificação, o Projeto REDD+ Manoa fortalece sua posição como uma referência em soluções baseadas na natureza, oferecendo ao mercado créditos de carbono associados não apenas à mitigação das mudanças climáticas, mas também à conservação da biodiversidade e à geração de benefícios sociais mensuráveis.


Contribuições verificadas para sete Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

A certificação SD VISta reconheceu contribuições verificadas do Projeto REDD+ Manoa para sete Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), reforçando que seus impactos vão além da conservação florestal e da mitigação das mudanças climáticas.

Projeto REDD+ Manoa - 1º da América Latina com VCS, CCB e SD VISta


ODS 4 – Educação de Qualidade

O Projeto REDD+ Manoa amplia o acesso ao conhecimento por meio de palestras, treinamentos em técnicas de manejo florestal de baixo impacto e ações de educação ambiental.

Em parceria com a Universidade Federal de Rondônia (UNIR), apoia pesquisas científicas com suporte logístico, fortalecendo a produção de conhecimento sobre a Amazônia.

Além disso, com recursos do projeto, foi iniciada a construção da Creche Manoa, ampliando o acesso à educação infantil de qualidade e contribuindo diretamente para o desenvolvimento das crianças do município de Cujubim.


ODS 6 – Água Potável e Saneamento

As atividades de manejo florestal protegem integralmente as Áreas de Preservação Permanente (APPs), evitando intervenções e garantindo a conservação de aproximadamente 5.119 hectares, contribuindo para a manutenção dos recursos hídricos e dos serviços ecossistêmicos.


ODS 8 – Trabalho Decente e Crescimento Econômico

O projeto promove a geração de empregos formais e de qualidade, priorizando mão de obra local do município de Cujubim e região, sempre em conformidade com a legislação trabalhista e as normas de saúde e segurança.


ODS 12 – Consumo e Produção Responsáveis

O manejo florestal sustentável fortalece cadeias produtivas responsáveis, apoiando 26 indústrias locais e promovendo o uso de matéria-prima de origem sustentável.

As certificações FSC® e PFSC reforçam a rastreabilidade da produção e o compromisso com a responsabilidade ambiental.


ODS 13 – Ação Contra a Mudança Global do Clima

A conservação da floresta amazônica permite ao projeto contribuir diretamente para a mitigação das mudanças climáticas, com expectativa de evitar a emissão de aproximadamente 6.374.227 toneladas de CO₂ equivalente ao final do segundo período de linha de base (2023–2028).

Nesse período, estima-se a redução do desmatamento em cerca de 16.206 hectares, evitando, em média, 1.062.371 tCO₂e por ano, contribuindo significativamente para a preservação do clima regional e para o cumprimento das metas climáticas globais.


ODS 15 – Vida Terrestre

O projeto conserva mais de 72 mil hectares de floresta amazônica, protege Áreas de Alto Valor de Conservação (AAVCs) e mantém monitoramento contínuo da fauna e da flora.

Os estudos realizados já registraram mais de 410 espécies, incluindo espécies ameaçadas de extinção, reforçando a importância da área para a conservação da biodiversidade amazônica.


ODS 17 – Parcerias e Meios de Implementação

O Projeto REDD+ Manoa fortalece parcerias com universidades, órgãos públicos e instituições locais, promovendo pesquisas científicas, capacitações, educação ambiental e iniciativas voltadas ao desenvolvimento regional.

Ao integrar impactos climáticos, sociais e ambientais verificados, o projeto reforça o papel das Soluções Baseadas na Natureza como ferramentas essenciais para acelerar a transição para uma economia de baixo carbono.


Uma trajetória construída com consistência

A conquista de 2026 é resultado de mais de uma década de trabalho contínuo, pautado pelo rigor técnico, pela transparência e pela consistência na entrega de resultados.

Com a aprovação das safras de 2023 e 2024, o Projeto REDD+ Manoa passa a disponibilizar ao mercado mais de 2 milhões de novos créditos de carbono certificados, ampliando sua contribuição para empresas comprometidas com estratégias climáticas de alta integridade.

Essa nova emissão se soma a uma trajetória sólida construída ao longo dos anos:

  • Dez safras consecutivas creditadas (2013–2022), sem interrupções;
  • Certificações VCS, CCB, SD VISta e manejo florestal certificado FSC® e PFSC, auditadas por organismos independentes;
  • Mais de 90 documentos públicos disponíveis no Verra Registry, garantindo total transparência;
  • Contribuições verificadas para sete Objetivos de Desenvolvimento Sustentável;
  • Período de crédito vigente até 2052.

Esses elementos consolidam o Projeto REDD+ Manoa como uma das iniciativas mais robustas e transparentes do mercado voluntário de carbono na América Latina.


Um refúgio para a biodiversidade amazônica

Localizado em Rondônia, o Projeto REDD+ Manoa protege mais de 72 mil hectares de floresta amazônica, desempenhando papel estratégico na formação de corredores ecológicos conectados às Unidades de Conservação da região.

Em um contexto de forte pressão causada pelo avanço do desmatamento e da expansão agropecuária, a área do projeto se destaca por manter sua cobertura florestal praticamente intacta ao longo dos anos, contribuindo para a conservação da Amazônia e para a estabilidade climática regional.

Essa conservação contínua transformou a região em um importante refúgio para a biodiversidade amazônica. Estudos de campo já registraram mais de 410 espécies da fauna, incluindo espécies ameaçadas de extinção, além de diversos Atributos de Alto Valor de Conservação (AAVCs) e ecossistemas raros essenciais para o equilíbrio ambiental.

Além dos benefícios ambientais, o projeto também gera impactos positivos para o município de Cujubim, promovendo empregos, fortalecendo a economia local e incentivando cadeias produtivas sustentáveis.

Projeto REDD+ Manoa protege mais de 72 mil hectares da Amazônia


Uma conquista construída por muitas pessoas

A certificação SD VISta e a aprovação das safras de 2023 e 2024 refletem um intenso trabalho técnico conduzido ao longo de meses por diferentes equipes da Biofílica.

O processo envolveu revisões documentais extensas, análises técnicas detalhadas, auditorias independentes e alinhamentos contínuos para assegurar conformidade com os mais elevados padrões internacionais de qualidade, transparência e integridade.

Cada etapa exigiu precisão, colaboração e comprometimento com a excelência técnica. O resultado alcançado é reflexo direto da dedicação de profissionais que atuam diariamente no desenvolvimento de Soluções Baseadas na Natureza capazes de gerar impactos climáticos, ambientais e sociais reais, mensuráveis e verificáveis.


Um novo capítulo para o Projeto REDD+ Manoa

Ao se tornar o primeiro projeto da América Latina certificado simultaneamente pelos padrões VCS, CCB e SD VISta, o Projeto REDD+ Manoa estabelece um novo patamar para iniciativas REDD+ de alta integridade na região.

Mais do que um marco técnico, essa conquista demonstra que conservação florestal, geração de créditos de carbono, proteção da biodiversidade e desenvolvimento sustentável podem caminhar juntos com transparência, rigor científico e resultados comprovados por auditorias independentes.

Para a Biofílica, esse resultado reafirma sua missão de desenvolver Soluções Baseadas na Natureza que unem ciência, inovação, tecnologia e excelência técnica para gerar valor para o clima, a biodiversidade e as pessoas.

Hoje celebramos não apenas a emissão de mais de 2 milhões de novos créditos de carbono certificados ou uma certificação inédita na América Latina, mas a consolidação de um projeto que demonstra, na prática, que manter a floresta em pé é uma das estratégias mais eficazes para enfrentar a crise climática e promover o desenvolvimento sustentável.


Sobre a Biofílica

Fundada em 2008, a Biofílica desenvolve Soluções Baseadas na Natureza para apoiar empresas em suas jornadas de descarbonização. A empresa atua com projetos de carbono, restauração florestal, inventários de emissões de gases de efeito estufa e estratégias de redução e compensação, integrando ciência, tecnologia, inteligência territorial e sistemas próprios para gerar impacto positivo para o clima, a biodiversidade e a sociedade.

Biofílica no Natural Resources & ESG Summit 2026

Biofílica apresenta soluções de geotecnologia e inteligência territorial no Natural Resources & ESG Summit 2026

Tecnologias geoespaciais, monitoramento inteligente e sistemas proprietários foram destaque na participação da Biofílica no evento promovido pela Imagem Geosistemas, distribuidora oficial da Esri no Brasil.

Biofílica no Natural Resources & ESG Summit 2026

A transformação digital tem redefinido a forma como empresas monitoram territórios, gerenciam ativos ambientais e conduzem projetos voltados à sustentabilidade. Nesse cenário, a integração entre GIS (Geographic Information System), inteligência territorial e análise de dados geoespaciais tornou-se um dos principais diferenciais para organizações que atuam com recursos naturais e Soluções Baseadas na Natureza (Nature-based Solutions – NbS).

Foi com esse olhar que a Biofílica participou do Natural Resources & ESG Summit 2026, realizado no Rio de Janeiro. Promovido pela Imagem Geosistemas, distribuidora oficial da Esri no Brasil, o encontro reuniu especialistas para compartilhar experiências sobre a aplicação de tecnologias geoespaciais, inteligência artificial e análise territorial em projetos ambientais, operações e estratégias ESG.

Representando a Biofílica, Nayra Nicolau, Quality and Intelligence Coordinator in NbS Projects, e Felipe Negrelli, Tech Lead | Especialista em GIS, apresentaram como a empresa utiliza inteligência territorial para impulsionar projetos de carbono, otimizar processos e desenvolver soluções tecnológicas próprias para gestão ambiental.


Inteligência territorial aplicada aos projetos de carbono

Durante sua apresentação, Nayra Nicolau destacou como a Biofílica integra tecnologias geoespaciais aos seus projetos de carbono baseados na natureza, fortalecendo atividades de planejamento, monitoramento, rastreabilidade e análise territorial.

O uso de dados geográficos permite acompanhar continuamente áreas monitoradas, identificar riscos ambientais e apoiar decisões com maior precisão, contribuindo para a integridade e a eficiência dos projetos de carbono.

Entre os destaques esteve o Sistema de Alertas e Focos de Calor, solução desenvolvida pela Biofílica para monitorar ameaças em áreas de projeto.

A plataforma utiliza informações geoespaciais para detectar focos de calor e outros eventos que possam representar riscos às áreas monitoradas. A partir dessas análises, o sistema envia alertas automáticos por e-mail e WhatsApp aos parceiros envolvidos, permitindo respostas rápidas e contribuindo para a proteção dos territórios.

Essa integração entre tecnologia, monitoramento contínuo e comunicação automatizada amplia a capacidade de gestão dos projetos e reforça a segurança das áreas conservadas.

Tecnologias GEO utilizadas pela Biofílica


Sistemas próprios para uma gestão ambiental mais inteligente

Na sequência, Felipe Negrelli apresentou soluções tecnológicas desenvolvidas internamente pela Biofílica para apoiar operações que dependem da organização e interpretação de informações territoriais.

Entre elas está o SGA (Sistema de Gestão Ambiental), plataforma criada para integrar informações ambientais, otimizar processos e facilitar a gestão de dados ao longo das diferentes etapas dos projetos.

Também foi apresentado o SIGT, sistema voltado à gestão territorial e ao controle de propriedades rurais, com aplicações em projetos ambientais e em operações dos setores de energia, infraestrutura e petróleo e gás.

As plataformas demonstram como o desenvolvimento de soluções próprias permite integrar dados geográficos, informações ambientais e processos operacionais em um único ambiente, tornando a gestão mais eficiente, segura e orientada por dados.

Sistemas desenvolvidos pela Biofílica


Tecnologia e inovação para acelerar a descarbonização

A participação da Biofílica no Natural Resources & ESG Summit 2026 reforça como a geotecnologia e a inteligência territorial vêm ampliando a capacidade das organizações de monitorar áreas, antecipar riscos e tomar decisões estratégicas para a conservação ambiental e o mercado de carbono.

Ao investir continuamente em inovação, desenvolvimento de sistemas próprios e tecnologias geoespaciais, a Biofílica fortalece sua atuação na criação de soluções que conectam território, dados e sustentabilidade, contribuindo para uma gestão ambiental mais eficiente, transparente e preparada para os desafios da transição climática.

Tecnologias GEO utilizadas pela Biofílica


Sobre a Biofílica

Fundada em 2008, a Biofílica desenvolve Soluções Baseadas na Natureza para apoiar empresas em suas jornadas de descarbonização. A empresa atua com projetos de carbono, restauração florestal, inventários de emissões de gases de efeito estufa e estratégias de redução e compensação, integrando ciência, tecnologia, inteligência territorial e sistemas próprios para gerar impacto positivo para o clima, a biodiversidade e a sociedade.



Confira os principais momentos da participação da Biofílica no Natural Resources & ESG Summit 2026, promovido pela Imagem Geosistemas, distribuidora oficial da Esri no Brasil.


CDP 2026: transforme o reporte em estratégia

CDP 2026: por que sua empresa deve tratar o reporte climático como uma estratégia de negócios

O CDP deixou de ser apenas um reporte ambiental e tornou-se uma ferramenta estratégica para fortalecer a governança, a gestão climática e a competitividade das empresas.

Empresas que ainda enxergam o CDP apenas como uma obrigação de reporte podem estar deixando passar uma importante oportunidade estratégica.

Nos últimos anos, o CDP consolidou-se como uma das principais referências globais em transparência climática e ambiental. Investidores, clientes, instituições financeiras e grandes cadeias de valor utilizam as respostas da plataforma como parâmetro para avaliar maturidade ESG, gestão de riscos climáticos e comprometimento corporativo com sustentabilidade.

Nesse contexto, responder ao CDP deixou de ser apenas um exercício de compliance. Hoje, o processo pode gerar ganhos relevantes para a gestão interna, a governança corporativa e o posicionamento estratégico das empresas.


O que é o CDP?

O CDP é uma organização internacional sem fins lucrativos que administra um dos maiores sistemas globais de divulgação de informações ambientais.

Por meio de questionários padronizados, empresas reportam informações relacionadas às mudanças climáticas, segurança hídrica e florestas. As respostas são utilizadas por investidores, instituições financeiras, clientes e demais stakeholders para avaliar riscos, oportunidades e desempenho ambiental.


Por que o CDP se tornou estratégico?

Empresas que apresentam respostas estruturadas, consistentes e baseadas em evidências conseguem gerar benefícios que vão muito além da divulgação de informações.

Entre as principais vantagens estão:

  • Maior transparência perante investidores;
  • Fortalecimento da reputação ESG;
  • Melhoria dos processos internos de gestão climática;
  • Identificação de riscos e oportunidades relacionados ao clima;
  • Aumento da competitividade em cadeias globais de fornecimento;
  • Preparação para futuras exigências regulatórias.

Além disso, o próprio processo de elaboração das respostas costuma revelar oportunidades de evolução em governança, gestão de dados e definição de metas climáticas.


Os principais desafios das empresas

Apesar da crescente importância do CDP, muitas organizações ainda enfrentam dificuldades durante o processo de resposta.

Entre os desafios mais comuns estão:

  • Descentralização das informações;
  • Falta de indicadores consolidados;
  • Baixa integração entre áreas;
  • Ausência de uma governança climática estruturada;
  • Dificuldade na interpretação técnica dos questionários.

Nesses casos, o apoio especializado contribui para tornar o processo mais eficiente, consistente e alinhado às melhores práticas internacionais.


Como a Biofílica apoia empresas nas respostas ao CDP

A Biofílica oferece assessoria técnica e estratégica para empresas em diferentes níveis de maturidade climática, transformando o processo de resposta ao CDP em uma ferramenta de gestão e evolução corporativa.

O trabalho contempla:

  • Diagnóstico inicial da organização;
  • Estruturação e consolidação das informações;
  • Construção colaborativa das respostas;
  • Apoio metodológico durante todo o processo;
  • Gap analysis;
  • Recomendações para evolução da maturidade climática.

Mais do que apoiar o preenchimento do questionário, a proposta é fortalecer a gestão climática, a governança ESG e a capacidade da empresa de responder às demandas crescentes do mercado por transparência e desempenho ambiental.


CDP 2026: o momento de começar é agora

A preparação antecipada é um dos fatores mais importantes para garantir qualidade, consistência e alinhamento estratégico das respostas.

Com prazos cada vez mais desafiadores e uma pressão crescente do mercado por transparência climática, empresas que iniciam esse processo com antecedência conseguem organizar seus dados, envolver as áreas estratégicas e desenvolver uma resposta mais robusta e consistente.

Se sua empresa deseja transformar o CDP em uma oportunidade para fortalecer sua estratégia ESG, aprimorar sua gestão climática e gerar valor para investidores e stakeholders, este é o momento ideal para começar.

Consulta Pública do Projeto ARR Corredores de Vida

Consulta Pública do Projeto ARR Corredores de Vida é aberta pela Verra durante auditoria VCS + CCB

Projeto de restauração florestal na Mata Atlântica avança em sua primeira auditoria de verificação nos padrões internacionais VCS e CCB, reforçando transparência, integridade e participação dos stakeholders.

O Projeto ARR Corredores de Vida, desenvolvido pela Biofílica em parceria com o IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas, iniciou oficialmente seu processo de consulta pública junto à Verra como parte da primeira auditoria de verificação nos padrões VCS (Verified Carbon Standard) e CCB (Climate, Community & Biodiversity Standards).

A consulta pública permanecerá aberta até 27 de junho de 2026 e representa uma etapa importante do processo de certificação, permitindo que stakeholders, especialistas, comunidades locais e demais interessados analisem os documentos do projeto e apresentem comentários, sugestões ou manifestações.

Resultado da parceria entre a Biofílica e o IPÊ, o projeto combina restauração florestal, conservação da biodiversidade e geração de créditos de carbono de alta integridade. A iniciativa tem como objetivo restaurar áreas degradadas da Mata Atlântica no oeste do estado de São Paulo, promovendo benefícios mensuráveis para o clima, as comunidades locais e a biodiversidade.


Impacto climático com remoção de carbono

Baseado em atividades de Afforestation, Reforestation and Revegetation (ARR), o projeto possui potencial estimado para remover mais de 20 milhões de toneladas de CO₂ equivalente ao longo de seu ciclo de desenvolvimento.

A iniciativa integra estratégias de restauração florestal em áreas prioritárias do Pontal do Paranapanema, contribuindo para a mitigação das mudanças climáticas e para a geração de créditos de carbono de alta integridade.

Até o momento, mais de 8 milhões de árvores foram plantadas com recursos provenientes dos créditos de carbono, acelerando a recuperação de áreas degradadas e ampliando a conectividade da paisagem na região.


Impacto climático e remoção de carbono


Benefícios para comunidades locais

Alinhado aos princípios do padrão CCB, o projeto também gera benefícios socioeconômicos relevantes para as comunidades da região.

Atualmente, a iniciativa gera 364 empregos diretos, envolvendo equipes técnicas, viveiros comunitários e empresas florestais responsáveis pelas atividades de produção de mudas, plantio e manutenção das áreas restauradas.

O fortalecimento da cadeia da restauração florestal contribui para a geração de renda, o empreendedorismo local e o desenvolvimento sustentável dos municípios participantes.


Benefícios para comunidades locais


Conservação da biodiversidade da Mata Atlântica

Os resultados do projeto também contribuem diretamente para a conservação da biodiversidade. A restauração promove a conexão entre fragmentos florestais e unidades de conservação, criando corredores ecológicos fundamentais para a fauna da região.

Entre os principais beneficiados está o mico-leão-preto (Leontopithecus chrysopygus), espécie ameaçada de extinção e símbolo do Pontal do Paranapanema. Os corredores florestais restaurados ampliam a conectividade entre habitats e favorecem o deslocamento de diversas espécies da fauna nativa.

O monitoramento realizado nas áreas restauradas e nas unidades de conservação conectadas pelo projeto já registrou 174 espécies de aves e 29 espécies de mamíferos, incluindo cinco espécies ameaçadas de extinção, evidenciando os benefícios da restauração para a biodiversidade regional.


Conservação da biodiversidade e mico-leão-preto


Participe da Consulta Pública

A consulta pública da Verra é uma oportunidade para ampliar a transparência e fortalecer a participação dos stakeholders no acompanhamento dos resultados e impactos do Projeto ARR Corredores de Vida.

Os documentos do projeto estão disponíveis para consulta na plataforma da Verra até 27 de junho de 2026.

Convidamos todos os interessados a conhecer a iniciativa, analisar a documentação disponibilizada e contribuir para o aprimoramento contínuo de um projeto que gera benefícios concretos para o clima, a biodiversidade e as comunidades locais.


Participe da consulta pública do Projeto ARR Corredores de Vida

PARTICIPE DA CONSULTA PÚBLICA

A consulta pública permanecerá aberta até 27 de junho de 2026

Guia de Monitoramento – Projeto REDD+ Jutaituba

O Guia de Monitoramento do Projeto REDD+ Jutaituba é uma ferramenta estratégica que consolida conceitos, processos e responsabilidades essenciais para a governança e gestão eficaz do projeto. O documento foi elaborado para incentivar o envolvimento ativo e a colaboração das partes interessadas, promovendo um monitoramento contínuo e eficiente das atividades e indicadores estabelecidos.

 

 

 

Localizado no estado do Pará, o Projeto REDD+ Jutaituba faz parte do portfólio de projetos REDD+ da Biofílica, pioneira no Brasil em soluções baseadas na natureza (Nature-based Solutions – NbS). A iniciativa promove a conservação florestal em uma região reconhecida internacionalmente por sua biodiversidade e por abrigar populações significativas de aves e espécies ameaçadas.

Além de proteger a fauna e flora amazônica, o projeto contribui diretamente para o fortalecimento das comunidades quilombolas da região do Baixo Tocantins, que há gerações desenvolvem práticas tradicionais como a produção de farinha de mandioca, pimenta-do-reino e o extrativismo florestal não madeireiro. A abordagem do Projeto REDD+ Jutaituba incentiva que essas atividades sejam realizadas de forma sustentável, garantindo benefícios socioeconômicos e ambientais duradouros.

O guia do projeto detalha procedimentos de governança e indicadores de desempenho que permitem monitorar sua evolução e assegurar impactos positivos no combate às mudanças climáticas. Além disso, o documento será periodicamente revisado de forma colaborativa, promovendo atualizações constantes para garantir sua relevância e eficácia a longo prazo.

Por meio desse esforço contínuo, a Biofílica reafirma seu compromisso com a conservação florestal, o desenvolvimento sustentável e o envolvimento comunitário, alinhando-se às melhores práticas internacionais.

 

 


ou entre em contato com o nosso time de especialistas.

 

Dia Mundial do Solo: Celebrando o Suporte da Vida

por Marcos Siqueira-Neto, Especialista em Projetos de Carbono na Agropecuária

Hoje (05/12) comemoramos o Dia Mundial do Solo, nessa data devemos lembrar a profunda importância desse recurso para a vida no planeta. O solo é fundamental para todas as formas de vida, é o verdadeiro alicerce do planeta. Ele sustenta vastas florestas ou pequenas hortas urbanas, em diferentes ambientes e paisagens é essencial para o equilíbrio dos ecossistemas e o bem-estar humano.

 

 

Solo: mais do que uma camada superficial

Embora frequentemente usados como sinônimos, “terra” e “solo” possuem significados distintos: Conforme a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO)[1], a terra representa o território, a massa sólida ou a porção física que compõe a crosta do planeta, com suas rochas, minerais e outras camadas que nos sustentam fisicamente.

O solo é muito mais do que uma superfície, é uma camada ativa, resultado de processos naturais de transformação das rochas, denominado intemperismo. Esse processo é influenciado pelo clima, relevo, material de origem (elementos e minerais presentes nas rochas), atividade de organismos e o tempo. A complexa combinação entre minerais, matéria orgânica, ar, água e organismos vivos confere características que diferencia os tipos de solo. O solo ainda pode assumir diversos significados, dependendo da perspectiva:

  • Para o Geólogo, o solo é o produto de milhões de anos de processos geológicos de decomposição e sedimentação. Ele vê o solo como a camada resultante da interação física, químicas e biológicas entre rochas, clima e organismos, que conecta a crosta terrestre com a vida na superfície[2].
  • Para o Agrônomo, o solo é uma ferramenta de trabalho, um recurso vivo e produtivo, onde sementes se tornam plantações, e colheitas geram alimentos e riqueza. É um meio que fornece nutrientes, água e suporte para o cultivo das plantas, e que deve ser conservado para garantir a sustentabilidade da produção agrícola[3].
  • Para o Ecólogo, o solo é muito mais do que uma camada de material mineral e orgânico, é um ecossistema em si. Uma matriz que abriga uma enorme biodiversidade, e um regulador de processos ecológicos que recicla nutrientes, armazena água e filtra contaminantes, além de contribuir para a regulação do clima, especialmente, por meio do sequestro de carbono[4].
  • E para o Artista, o solo é um tecido sagrado, útero da Terra, um lugar de mistério e fecundidade. É o guardião das histórias, onde sementes florescem, dando origem ao próprio homem, um símbolo de crescimento, pertencimento e renascimento.

 


As Classes de Solos no Brasil

O Brasil possui uma vasta extensão territorial e possui uma grande diversidade de solo[5]. Entre as principais Classes de Solo podemos destacar:

  • Latossolos cobrem cerca de 39% do território, com extensas áreas na Amazônia e no Cerrado. São solos profundos, bem drenados, em sua grande maioria com baixa fertilidade natural, e ocorrem em áreas de pequena declividade, em relevo plano a suave ondulado. Apresentam elevada aptidão para o uso agropecuário, são favoráveis a mecanização, e podem ser altamente produtivos com manejo adequado.
  • Argissolos ocupam cerca de 24% do território e são comuns nas regiões Sul e Sudeste. Esses solos apresentam textura argilosa em subsuperfície e textura média em superfície. Quando esse gradiente textural é acentuado, esse solo torna-se mais suscetível à erosão, exigindo práticas de manejo conservacionistas.
  • Neossolos que estão em 13% do território, são solos pouco desenvolvidos, com uma camada superficial fina que é condicionada por seu conteúdo de matéria orgânica. São solos considerados de baixa aptidão agrícola, pois apresentam baixa retenção de água e nutrientes. Práticas de manejo que mantenham ou aumentem os teores de matéria orgânica podem reduzir esse problema.

Outras classes com menor ocorrência ainda incluem: Plintossolos[6] (6% do território brasileiro); Gleissolos[7] (4%); Luvissolos[8] (3%); Cambissolos[9] (2,5%); Espodossolos[10] (2%); Planossolos[11] (2%); Vertissolos[12] (2%); Nitossolos[13] (1,5%); Chernossolos[14] (0,5%); e Organossolos[15] (ocorrência dispersa).

Cada classe de solo apresenta características que influencia seu uso e manejo. No Brasil, o zoneamento e a aptidão do uso do solo possuem legislação própria, que visa alinhar o desenvolvimento urbano e rural com a preservação ambiental e a sustentabilidade, de forma a assegurar uso consciente dos serviços ecossistêmicos e a capacidade de suporte de cada tipo de solo.

 

Mapa de solos do Brasil
Fonte: https://www.embrapa.br/tema-solos-brasileiros/solos-do-brasil


 

Mapa Potencial de uso agrícola
Fonte: https://www.aen.pr.gov.br/sites/default/arquivos_restritos/files/documento/2022-12/0512mapa.pdf

 


Os Serviços Ecossistêmicos e o Uso do Solo

O solo é um dos principais provedores de serviços ecossistêmicos, fundamentais para a saúde e o bem-estar humano. Entre tantos, podemos destacar o solo como o meio para o estabelecimento das construções e as culturas agrícolas; o ciclo biogeoquímico de nutrientes e carbono, a produção de alimentos, materiais e energia; fonte de minerais; purificação e regulação do ciclo da água; regulação climática; habitat de uma vasta diversidade de organismos; e ainda, seu valor como paisagem, recreação, cultural e espiritual. Diante de tantos serviços ecossistêmicos, é correto afirmar que o solo é um valioso recurso econômico.

A agropecuária é um setor de grande importância econômica, gerando empregos, renda e exportações. Assim, o uso adequado do solo por meio de práticas de manejo sustentáveis garante uma boa saúde do solo, e a sua conservação gera valor econômico. Por outro lado, o uso intensivo sem cuidados causa a degradação dos atributos físicos, químicos e biológicos, levando ao esgotamento do solo, consequentemente, a perda da capacidade produtiva. Dessa forma, é necessário encontrar um equilíbrio para que a atividade produtiva contribua para a economia sem comprometer a saúde do solo.

Além disso, o solo armazena carbono na forma de matéria orgânica, ajudando a equilibrar as emissões de carbono da atmosfera. Quando o solo é bem manejado, sua matéria orgânica é preservada, e ajuda a mitigar as mudanças climáticas. No entanto, práticas agrícolas inadequadas e o desmatamento podem liberar o carbono estocado de volta para a atmosfera, contribuindo para o aquecimento global.

 

Serviços Ecossistêmicos do solo.
Fonte: https://openknowledge.fao.org/server/api/core/bitstreams/eaecf793-d0cb-4ac4-a4fc-b98dbe0065f0/content

 


O Manejo Adequado do Solo é uma Solução Baseada na Natureza

O solo é o maior reservatório terrestre de carbono, armazenando três vezes mais carbono que a atmosfera e a vegetação juntas[16]. Dessa forma, desempenha um papel central na mitigação das mudanças climáticas e seu adequado manejo é considerado uma potente Solução Baseada na Natureza (SBN).

O uso consciente desse recurso como uma SBN está associado a adoção práticas de manejo que visam melhorar a saúde do solo[17], com aumento da quantidade de matéria orgânica, garantindo a sustentabilidade da produção agrícola. A adoção de práticas de manejo conservacionistas que reduzem a movimentação da camada superficial e incluem a cobertura permanente do solo, maximizam o sequestro de carbono e aumentando sua resiliência[18].

Nesse sentido, recomendamos técnicas de manejo como plantio direto, rotação de culturas, adubação orgânica/verde, adoção de sistemas integrados (e.g., lavoura-pecuária-floresta) e/ou agroflorestais que ajudam a enriquecer o solo, promovem o sequestro do carbono, reduzindo o CO₂ atmosférico, ao mesmo tempo, que favorecem a produção agrícola[19]. Além disso, a restauração produtiva dos solos degradados, principalmente em pastagens, também é uma estratégia poderosa para capturar carbono, enquanto restaura a biodiversidade e a produtividade[20], e com efeito indireto de “salva floresta”.

Entre os desafios vemos que a falta de metodologias padronizadas e o elevado custo para medir e monitorar o carbono no solo dificultam a implementação de iniciativas como créditos de carbono agrícolas. Ainda assim, novas tecnologias para análise de solo estão sendo desenvolvidas para facilitar esse processo. Acreditamos que uma estrutura regulatória e incentivos adequados, como créditos de carbono e pagamentos por serviços ambientais, é possível impulsionar a adesão dos produtores rurais em promover o solo como aliado estratégico na mitigação climática, além de favorecer a segurança alimentar e econômica[21].

 

Agregado de solo cheio me material orgânico
Fonte: https://brasil.mapbiomas.org/wp-content/uploads/sites/4/2023/08/MapBiomas_Solo_JUNHO_2023_21.06_OK_Alta__1_.pdf

 


Considerações Finais

A conservação do solo é essencial para a segurança alimentar e para a manutenção dos ecossistemas. O Brasil, com sua vasta extensão e diversidade de solos, possui um papel estratégico na promoção de práticas agrícolas sustentáveis, aproveitando também o mercado de créditos de carbono e pagamentos por serviços ambientais para compensar os custos de conservação.

A Ambipar Environment desenvolve projetos NBS que preconizam o uso consciente desse valioso recurso através da adoção práticas de manejo sustentáveis que visam melhoria da saúde do solo, e proporcionam a geração de créditos de carbono. Para isso utilizamos as melhores metodologias e padrões de certificação disponíveis no mercado, que asseguram a geração de impactos positivos ao clima, à sociedade e ao meio ambiente. Assim, neste Dia Mundial do Solo vale a reflexão sobre o uso e a conservação dos nossos solos, e convidamos todos a valorizar e proteger este recurso vital para o nosso futuro e o do planeta.

 

Mapa impulsiona solo mais sustentável com programas para o manejo da terra
Fonte: https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/noticias/mapa-impulsiona-solo-mais-sustentavel-com-programas-para-o-manejo-da-terra

 

 


Ficou com alguma dúvida ou quer conversar mais sobre o tema?

Nosso time conta com colaboradores técnicos e institucionais com grande experiência sobre o tema e permanecemos à inteira disposição para esclarecimentos adicionais.

 


 

[1] FAO (2021). The State of the World’s Land and Water Resources for Food and Agriculture – Systems at breaking point. Synthesis report 2021. Rome. DOI: 10.4060/cb7654en.
[2] Birkeland, P.W. (1999). Soils and Geomorphology. New York: Oxford University Press. p. 430.
[3] Brady, N.C., & Weil, R.R. (2010). Elements of the Nature and Properties of Soils. Pearson. 614p.
[4] Wall, D. H., et al. [eds.] (2012). Soil Ecology and Ecosystem Services. New York: Oxford University Press, p. 424. DOI:10.1093/acprof:oso/9780199575923.001.0001.
[5] Plintossolos encontram-se em relevo plano e suave ondulado, em áreas deprimidas, planícies aluviais, situações que impliquem no escoamento lento da água do solo. Caracterizados por apresentar drenagem imperfeita e ciclos de redução e oxidação do ferro com a formação de plintita e/ou petroplintita (concreção). São solo pobres em matéria orgânica, frequentemente, ácidos e com baixa fertilidade natural.
[6] Gleissolos são encontrados em áreas que apresentam restrição de drenagem, como nas proximidades dos cursos d’água, várzeas e baixadas. São formados por material argiloso ou muito argiloso em ambiente saturado por água, mal drenados (hidromórficos).
[7] Luvissolos são encontradas no Nordeste distribuídos na zona semiárida. São solos rasos de alta fertilidade natural, e caracterizados pelo aumento significativo dos teores de argila nos horizontes subsuperficiais.
[8] Cambissolos apresentam ampla distribuição em todos os biomas. São solos considerados moderadamente desenvolvidos, pouco profundos e com ampla variação em sua composição química e granulométrica.
[9] Espodossolos são típicos de zonas costeiras, são arenosos, com depósitos em profundidade de matéria orgânica, muito ácidos e pobres em nutrientes.
[10] Planossolos possuem uma camada superficial bem desenvolvida e uma camada subsuperficial compactada e mal drenada.
[11] Vertissolos são predominantes no semiárido nordestino. São solo argilosos que apresentam grande capacidade de retenção de água, mas suscetíveis a rachaduras em períodos secos.
[12] Nitossolos são solos profundos que apresentam textura argilosa ou muito argilosa, bem drenados, moderadamente ácidos e de fertilidade natural variável.
[13] Chernossolos são muito férteis, caracterizados pela camada superficial espessa e escura com elevados teores de matéria orgânica.
[14] Organossolos são formados por elevados teores de matéria orgânica, oriunda da deposição e acúmulo de resíduos vegetais, com ou sem mistura de materiais minerais. Ocorrem de forma muito dispersa, não constituindo áreas representativas no Brasil.
[15] EMBRAPA. (2018). Sistema Brasileiro de Classificação de Solos − Brasília, DF: Embrapa, 2018. 356 p.
[16] IPCC (2019). Climate Change and Land: An IPCC Special Report on Climate Change, Desertification, Land Degradation, Sustainable Land Management, Food Security, and Greenhouse Gas Fluxes in Terrestrial Ecosystems. Intergovernmental Panel on Climate Change.
[17] Canisares, L.P., et al. (2024). Enhancing Soil Health in Brazilian Agroecosystems: Indicators and Management Practices. In: Ogwu, M.C., et al. [eds] Sustainable Soil Systems in Global South. Singapore: Springer, p. 768. DOI: 10.1007/978-981-97-5276-8_23.
[18] Siqueira-Neto M., et al. (2020). Impacts of Land Use and Cropland Management on Soil Organic Matter and Greenhouse Gas Emissions in the Brazilian Cerrado. Eur. J. Soil Sci. p. 1–16. DOI:10.1111/ejss.13059.
[19] Lal, R. (2004). Soil Carbon Sequestration Impacts on Global Climate Change and Food Security. Science, 304(5677), 1623–1627. DOI: 10.1126/science.1097396.
[20] UNEP (2019). The Global Environmental Outlook: GEO-6. Healthy Planet, Healthy People. Nairobi. DOI: 10.1017/9781108627146.

 

Mecanismo REDD+: Análise sobre as críticas e perspectivas com a nova metodologia Verra

por Marcio Sales, Especialista em Geoestatística e Caio Gallego, Gerente de Inteligência Operacional na Ambipar Environment

Introdução

O alto de rigor exigido no atendimento de preceitos técnicos como a adicionalidade e a determinação da linha de base é crucial para o mercado voluntário de carbono, pois determina se os projetos certificados realmente estão contribuindo para reduzir emissões de Gases do Efeito Estufa (GEE) e se as reduções estão sendo calculadas de forma robusta, factível e conservadora.

Nos últimos anos, os projetos de Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação (REDD+), em especial os voltados para a abordagem de Desmatamento Não-planejado Evitado (AUD), têm sido alvo de críticas substanciais. A principal preocupação reside na adicionalidade e na quantificação de Emissões Reduzidas de GEE, com alegações de que as emissões no cenário de linha de base estariam, na maior parte dos projetos, superestimadas, inflando artificialmente a efetividade de suas ações de redução de desmatamento.

As críticas se intensificaram em janeiro de 2023, quando o jornal The Guardian publicou um artigo que classificava esses projetos como praticamente “inúteis” e, pior, sugeria que poderiam até mesmo proporcionar aumento nas emissões1. A repercussão da matéria foi significativa, causando desconfiança e intensificando o escrutínio público e do mercado sobre essa categoria de projetos. Como consequência, houve uma queda na demanda e nos preços dos créditos gerados, além de um impacto negativo na oferta, reduzindo a certificação de novos projetos e o fluxo de geração de créditos.

Em resposta a essas críticas, a Verra, principal organização certificadora de projetos REDD+ no mundo, iniciou uma revisão profunda da base metodológica do programa VCS (Verified Carbon Standard). A atualização de suas regras e métodos para o registro de projetos de REDD+ visa acabar com distorções metodológicas e aumentar a transparência e a credibilidade dos projetos. A nova metodologia da Verra, VM0048, aborda diretamente grande parte das críticas, prometendo maior precisão e alinhamento na contabilidade de Emissões Reduzidas.

Neste artigo, exploraremos detalhadamente as duras críticas feitas aos projetos REDD+ AUD, examinando os erros e acertos sobre argumentos apresentados e a relevância das preocupações levantadas. Além disso, analisaremos as mudanças propostas pela nova metodologia da Verra e como propõem-se a lidar com os problemas apontados.

 

 

As metodologias em vigor

Grosso modo, os créditos de um projeto REDD+ são determinados por meio da comparação entre as emissões resultantes do desmatamento observado nas áreas dos projetos e uma estimativa do que seria desmatado, caso o projeto não tivesse sido implementado. Essa estimativa hipotética do que seria desmatado representa, portanto, a linha de base do projeto.

A Verra, por meio de seu padrão VCS, possui diferentes metodologias para aplicação do REDD+, que por sua vez estabelecem diretrizes para determinação das linhas de base. Embora apresentem diferenças, estas metodologias assemelham-se quanto à determinação da linha de base. O desmatamento futuro no cenário sem projeto é estimado usando dados históricos, assumindo que as taxas de desmatamento anuais futuras oscilarão na média histórica ou, quando aplicável, na tendência (de crescimento ou queda) observada nos últimos 10 anos, numa região de referência que engloba o projeto.

A principal fragilidade neste processo reside no fato de que tais metodologias determinam que os Proponentes construam suas próprias linhas de base. São fornecidos critérios para que este processo seja feito, que posteriormente devem ser auditados por uma terceira parte. No entanto, mais recentemente começaram a surgir questionamentos em relação às variações, e em alguns casos, superestimações apresentadas entre as linhas de base de diferentes projetos devido à flexibilidade oferecida pelas metodologias. Tais fragilidades metodológicas, segundo estudos, afetam a adicionalidade e a qualidade da quantificação de emissões reduzidas dos projetos.


 

Adicionalidade frágil

A matéria do The Guardian de 2023 foi baseada nas conclusões de dois estudos científicos independentes, um deles publicado no “Proceedings of the National Academy of Sciences”, e outro publicado no jornal “Conservation Biology”, por pesquisadores da Universidade de Cambridge, no Reino Unido. O primeiro estudo2 analisou 12 projetos validados pela Verra na Amazônia Brasileira, comparando suas reduções de emissões calculadas usando metodologias VCS aprovadas pela Verra, com uma estimativa baseada num método alternativo, chamado “método da unidade de controle sintética”. Neste método3, completamente diferente das metodologias da Verra, as reduções são estimadas comparando as emissões de um projeto com uma métrica contrafactual artificial, obtida de dados de áreas com varáveis semelhantes à do projeto analisado (Figura 1).

 

 

 

Figura 1: Esquema de estimativa de redução de emissões a partir do método da unidade de controle sintética.
As regiões A e B representam o período histórico e o período pós-início do projeto. * UCS: Unidade de controle sintética

 

 

Em resumo, o método almeja criar uma espécie de réplica (Unidade de Controle Sintética – UCS) da área do projeto, mas sem atividades de redução de emissões, para representar o cenário de linha de base. O método pressupõe que as taxas de desmatamento da unidade sintética construída representam as taxas do projeto após seu início.

No estudo citado, as unidades de controle escolhidas apresentaram desmatamento abaixo dos valores de linha de base reportado pelos projetos, levando os autores à concluir que quase todos os projetos não entregaram as reduções de emissões declaradas (Figura 2). Na época, este estudo recebeu diversas críticas, principalmente de desenvolvedoras de projetos, sobre falhas na metodologia aplicada. Entre as principais falhas apontadas estariam a seleção de áreas que compunham a unidade sintética, a representatividade do universo de projetos alvos, entre outros4 5 6 7 8.

 

Figura 2: Resultado do estudo de West, e al. Os pontos em azul marcam reduções/acréscimos de emissões estimadas em áreas
sem projeto (placebo/sintético), em comparação com o observado nos projetos (linha vermelha), usando o mesmo método.

 

Já outro estudo, de Cambridge9, utilizou uma seleção mais representativa dos projetos registrados na Verra, mas também encontrou uma menor redução de emissões em comparação com os valores reportados. O estudo mostrou, no entanto, que os projetos apresentaram adicionalidade positiva, ao contrário do primeiro estudo. Os autores empregaram o método chamado “matching” ou “pareamento estatístico”, que é outro método de avaliação de impacto de intervenções, a exemplo do método da unidade de controle sintética.

A diferença entre os dois métodos é que, enquanto o último avalia cada projeto individualmente, o matching pode ser aplicado a um grupo de projetos, o que permite uma avaliação mais abrangente do efeito da intervenção. O método seleciona, para cada projeto incluído no grupo com intervenção, uma ou mais áreas sem intervenção com características semelhantes, formando dois grupos “pareados”. O efeito dos projetos sobre as emissões de CO2 é calculado pela diferença entre as médias das emissões nos dois grupos para cada período após o início de cada projeto. Este segundo estudo indicou que os projetos analisados tiveram adicionalidade de cerca de 47%, divergindo parcialmente do primeiro estudo, mas ainda assim abaixo dos valores registrados. Assim como no caso das UCS, matching compartilha do mesmo pressuposto de que as áreas no grupo de controle continuam a representar as características do projeto após seu início.

Por fim, cabe pontuar que, diferente das metodologias VCS, as reduções de emissões calculadas pelos métodos de UCS ou matching são calculadas apenas ex-post. Isso significa que estes procedimentos não permitem, ao menos diretamente, prever antecipadamente a redução de emissões do projeto (ex-ante) e consequentemente seu potencial de geração de créditos. As metodologias da Verra, por outro lado, fazem projeções baseadas nos padrões de desmatamento observados no passado recente. Isso permite que a análises de viabilidade sejam realizadas antes da implementação dos projetos, o que é crucial para qualquer empreendimento que demanda planejamento e investimentos preliminares. Apesar das diferenças e limitações dos dois estudos, ambos apontaram para uma eventual distorção, que precisava ser analisada mais profundamente, e resolvida, caso confirmada.

 

 


 

Buscando a causa raiz

Com relação às metodologias de REDD+ do VCS disponibilizadas pela Verra, cabe ressaltar um aspecto fundamental para essa discussão. É sabido para quem atua no desenvolvimento de projetos que, antes da consolidação, diferentes metodologias poderiam ser aplicadas ao mesmo projeto. Deste modo, as estimativas de linhas de base apresentavam alta sensibilidade a depender da metodologia escolhida e dos parâmetros e procedimentos permitidos por cada metodologia.

Em 2024, um estudo intitulado “Methodological issues with deforestation baselines compromise the integrity of carbon offsets from REDD+”10, os autores chegaram até a causa raiz das distorções e ilustra os problemas de forma mais assertiva. Embora a representatividade deste recente estudo seja insuficiente para generalizar os resultados, é suficiente para demonstrar que a flexibilidade permitida na escolha da metodologia e seus parâmetros produz grande variação nas estimativas de redução de emissões resultantes. Sendo que o critério para escolha da metodologia, assim como a aplicação dos seus parâmetros, sempre esteve nas mãos do desenvolvedor do projeto. Assim, esta flexibilidade facilitaria (intencionalmente ou não) a produção de superestimativas das linhas de base pelos projetos. Como as distorções de linhas de base derivadas da variedade e flexibilidade das regras não necessariamente violavam as regras metodológicas, a auditoria e o padrão de certificação não poderiam desaprovar. Essa incoerência metodológica possibilitou por muito tempo a geração de distorções como projetos semelhantes em uma mesma região com linhas de base muito diferentes.

 

 


 

 

A nova metodologia REDD+ da Verra

Como vimos, a publicação da matéria do The Guardian e os resultados dos estudos descritos no tópico anterior impactaram significativamente mercado de créditos de carbono, levantando grande preocupação quanto à integridade dos créditos gerados. Em resposta, a Verra iniciou em 2023 uma detalhada revisão na sua base metodológica. Todas as metodologias anteriores estão sendo substituídas por uma nova metodologia integrada, a VM0048, que valerá para todas as abordagens de REDD+.

Espera-se que essa nova metodologia assegure maior integridade dos créditos gerados por projetos REDD+ e restabeleça a confiança no mercado. A adoção de uma abordagem mais robusta e transparente visa garantir que os créditos de carbono reflitam de maneira mais precisa os benefícios climáticos gerados, promovendo maior credibilidade e confiança entre os stakeholders.

A nova metodologia não segue os métodos propostos pelos estudos críticos, que possuem fraquezas conforme exposto. Contudo, ela apresenta avanços importantes conforme listado a seguir (Figura 3):

 

Figura 3: Principais mudanças com a metodologia VM0048

 

Essas mudanças resolvem em grande parte os problemas apontados anteriormente. Principalmente, elas eliminam a flexibilidade permitida pelas metodologias anteriores, já que os dados de atividade serão gerados previamente e alocados aos projetos diretamente pela Verra, como um novo serviço realizado pelo Padrão. Com isso, as estimativas serão calculadas a partir de um único método, garantindo a consistência da contabilização de redução de emissões e a geração dos créditos de carbono ao nível jurisdicional, independentemente das quantidades alocadas aos projetos.

Outro avanço é o uso de estimativas da taxa histórica de desmatamento baseadas em métodos estatísticos. As metodologias anteriores permitiam o uso direto de dados de classificações da cobertura do solo para o cálculo de área desmatada durante o período histórico, procedimento que gera estimativas sabidamente enviesadas11. Felizmente, este erro pode ser reduzido usando-se as probabilidades originais12, ou por estimativas feitas por amostragem probabilística13, que é a solução empregada na nova metodologia.

O novo método também visa aumentar o conservadorismo das projeções de emissões futuras, limitando-as a médias de desmatamento históricas dos últimos 10 anos em cada jurisdição (Figura 4). Algumas das metodologias anteriores permitiam projeções baseadas na tendência observada de aumento ou redução das taxas de desmatamento. No entanto, isso poderia superestimar o desmatamento futuro caso, por exemplo, uma tendência crescente observada no passado não continuasse no futuro (Figura 4). Esta medida é fortalecida pela redução do período de validade da linha de base, de 10 para 6 anos, exigindo reajuste mais frequente nos dados de atividade para que os projetos continuem a receber créditos. Isto ajuda a evitar superestimativas (ou subestimativas) na escala jurisdicional devido a mudanças no padrão de desmatamento entre períodos de validação.

 

Figura 4: Exemplo ilustrando caso em que um modelo linear ajustado sobre dados históricos superestimaria o desmatamento
futuro devido à quebra da tendência passada. Dados (pontos) correspondem a estimativas da taxa de desmatamento anual do PRODES para o Estado do Acre.
Períodos histórico (azul) e de previsão (laranja) selecionados arbitrariamente para ilustrar o exemplo.

 

 

 

Outro acerto da nova metodologia é com relação às linhas de base jurisdicionais, produzidas pela Verra e definidas com base nas médias de desmatamento históricas para cada jurisdição e posteriormente alocada para cada projeto com base em um modelo de alocação. Apesar deste modelo fundamental utilizar apenas uma variável, distância para bordas de florestas, ele tem acurácia aceitável pois esta é uma das variáveis mais correlacionadas com o risco de desmatamento . Mas ele deve ser com o tempo substituído por modelos de alocação mais complexos e acurados. O mais importante é que este modelo inicial reduz a chance de superestimativas das linhas de base para a jurisdição como um todo.

 


 

Desafios remanescentes

Como visto acima, as mudanças propostas pela nova metodologia devem reduzir significativamente as distorções de linhas de base por projetos, permitindo melhor avaliação de sua adicionalidade e alinhando a contabilidade ao nível jurisdicional. Mas apesar de garantir consistência na escala jurisdicional, o modelo de alocação simplificado atual pode levar a vieses na escala local, ora subestimando a adicionalidade de projetos com alto risco de desmatamento, e, em outras instâncias, superestimando a de projetos em regiões de baixo risco. Além disso, como projetos REDD+ AUD são viáveis apenas em regiões com maior pressão por desmatamento, este efeito pode impedir a implementação de projetos em certas regiões, reduzindo o potencial de conservação do mecanismo.

Esse problema será atenuado ao passo que modelos mais sofisticados sejam adotados pela metodologia. Além disso, os módulos da metodologia que tratam da ocorrência de degradação não-planejada, e Desmatamento Planejado Evitado (APD) ainda precisam ser mais bem definidos.

 


 

Perspectivas futuras

Apesar dos desafios remanescentes e dos ajustes necessários à nova metodologia, ela representa um enorme passo adiante no caminho para solução dos problemas. Os projetos de REDD+ são certamente muito úteis para reduzir as emissões de GEE, e o aprimoramento novas metodologias deve reforçar sua eficácia com medidas mais precisas de sua adicionalidade. Com isso, a perspectiva é de recuperação da confiança sobre os projetos desta categoria e o restabelecimento do mercado.

Vale lembrar que os créditos de projetos de Soluções Baseadas na Natureza (SBN) ainda são os mais procurados pelo mercado, tendo por exemplo, o maior volume de transações e de taxa de aposentadoria em 2022 e 202315. Além disso, projetos REDD+ AUD correspondem a aproximadamente 50% dos projetos REDD+ registrados e representam a maior parte dos créditos gerados.

A preferência por projetos desta categoria pode ser explicada pelos benefícios para além das reduções de emissões proporcionando a manutenção da biodiversidade e desenvolvimento socioeconômico de comunidades locais. Os projetos REDD+ desenvolvidos pela Ambipar Enviroment contribuem com a conservação de 2,5 milhões de hectares de florestas, que abrigam dezenas de espécies ameaçadas de fauna e flora e impactam mais de 130 comunidades locais.

É grande perspectiva para o restabelecimento do mercado de REDD+, dada a sua importância crucial para mitigação das mudanças climáticas e na preservação da biodiversidade. Esses projetos, quando bem executados, não apenas contribuem para a redução das emissões de GEE, mas também promovem o desenvolvimento sustentável das comunidades locais e a conservação dos ecossistemas. Com a evolução contínua das metodologias de contabilização e o crescente reconhecimento global da necessidade urgente de ações climáticas eficazes, espera-se que o mercado de carbono derivado de atividades de conservação florestal continue a se expandir, atraindo investimentos e contribuindo para o alcance das metas climáticas globais.

 

 

 

 

 


Ficou com alguma dúvida ou quer conversar mais sobre o tema?

Nosso time conta com colaboradores técnicos e institucionais com grande experiência sobre o tema e permanecemos à inteira disposição para esclarecimentos adicionais.

 


[1] Jornal “The Guardian”. “Revealed: more than 90% of rainforest carbon offsets by biggest certifier are worthless, analysis shows.”. Available at: https://www.theguardian.com/environment/2023/jan/18/revealed-forest-carbon-offsets-biggest-provider-worthless-verra-aoe
[2] West, Thales A. P., Jan Börner, Erin O. Sills, e Andreas Kontoleon. 2020. “Overstated Carbon Emission Reductions from Voluntary REDD+ Projects in the Brazilian Amazon”. Proceedings of the National Academy of Sciences 117 (39): 24188–94. https://doi.org/10.1073/pnas.2004334117.
[3] Abadie, Alberto. 2021. “Using Synthetic Controls: Feasibility, Data Requirements, and Methodological Aspects”. Journal of Economic Literature 59 (2): 391–425.
[4] Malan, M., Carmenta, R., Gsottbauer, E., Hofman, P., Kontoleon, A., Swinfield, T., & Voors, M. (2024). Evaluating the impacts of a large-scale voluntary REDD+ project in Sierra Leone. Nature Sustainability7(2), 120-129.
[5] Study analysis of “West et al. (2020): Overstated carbon emission reductions from voluntary REDD+ projects in the Brazilian Amazon” available at: https://www.climatepartner.com/en/knowledge/insights/study-analysis-of-west-et-al-2020.
[6] Our analysis of The Guardian’s criticism of Verra. Systemicka Team. Available at: https://systemica.digital/en/nossa-analise-sobre-critica-do-the-guardian-a-verra/
[7] Technical Review of West et al. 2020 and 2023, Guizar-Coutiño 2022, and Coverage in Britain’s Guardian. Verra. Available at: https://verra.org/technical-review-of-west-et-al-2020-and-2023-guizar-coutino-2022-and-coverage-in-britains-guardian/
[8] Carbonext-Response to West at al’s (2020) Study. Available at: https://www.documentcloud.org/documents/20475770-response-to-west-et-al-from-carbonext_8-technical-audience
[9] Guizar-Coutiño, Alejandro, Julia P. G. Jones, Andrew Balmford, Rachel Carmenta, e David A. Coomes. 2022. “A Global Evaluation of the Effectiveness of Voluntary REDD+ Projects at Reducing Deforestation and Degradation in the Moist Tropics”. Conservation Biology 36 (6): e13970.
[10] Stuart, Elizabeth A. 2010. “Matching methods for causal inference: A review and a look forward”. Statistical science : a review journal of the Institute of Mathematical Statistics 25 (1): 1–21. https://doi.org/10.1214/09-STS313.
[11] West, Thales A.P., Barbara Bomfim, e Barbara K. Haya. 2024. “Methodological Issues with Deforestation Baselines Compromise the Integrity of Carbon Offsets from REDD+”. Global Environmental Change 87 (julho):102863. Disponível em https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0959378024000670
[12] Sales, Marcio H. R., Sytze de Bruin, Carlos Souza, e Martin Herold. 2021. “Land Use and Land Cover Area Estimates From Class Membership Probability of a Random Forest Classification”. IEEE Transactions on Geoscience and Remote Sensing, 1–11. https://doi.org/10.1109/TGRS.2021.3080083.
[13] Sales, Marcio H. R., Sytze de Bruin, Carlos Souza, e Martin Herold. 2021. “Land Use and Land Cover Area Estimates From Class Membership Probability of a Random Forest Classification”. IEEE Transactions on Geoscience and Remote Sensing, 1–11.
[14] Olofsson, Pontus, Giles M. Foody, Martin Herold, Stephen V. Stehman, Curtis E. Woodcock, e Michael A. Wulder. 2014. “Good Practices for Estimating Area and Assessing Accuracy of Land Change”. Remote Sensing of Environment 148 (maio):42–57.
[15] Jaffé, Rodolfo, Samia Nunes, Jorge Filipe Dos Santos, Markus Gastauer, Tereza C. Giannini, Wilson Nascimento Jr, Marcio Sales, Carlos M. Souza, Pedro W. Souza-Filho, e Robert J. Fletcher. 2021. “Forecasting Deforestation in the Brazilian Amazon to Prioritize Conservation Efforts”. Environmental Research Letters 16 (8): 084034. https://doi.org/10.1088/1748-9326/ac146a.
[16] Forest Trends’ Ecosystem Marketplace. 2024. “State of the Voluntary Carbon Market 2024”. Washington DC: Forest Trends Association.

 

🌎 Ambipar celebra aprovação do mercado regulado de carbono no Brasil 🌱

Após implementação, Brasil terá o maior mercado de carbono da América Latina.

Após anos de discussão, está próximo de se tornar real no Brasil o mercado regulado de carbono, um passo decisivo para o desenvolvimento sustentável do País. A Ambipar (AMBP3), líder global em soluções ambientais, comemora a aprovação do Congresso Nacional deste projeto de lei, que irá incentivar empresas e setores a reduzirem suas emissões, contribuindo ativamente para a preservação do meio ambiente e trazendo regras para aprimorar a integridade e o impacto socioambiental dos créditos de carbono do Mercado Voluntário.

Para Plínio Ribeiro, Head of Carbon Solutions, da Ambipar Environment, a aprovação do Projeto de Lei nº 182/2024 demonstra a união dos nossos governantes para criar um ambiente regulatório propício.


 

“Esse projeto representa um avanço importante para que o País alcance as metas determinadas pelo Acordo de Paris. Ao mesmo tempo, a interoperabilidade entre o Mercado Regulado, voltado às iniciativas do poder público, e o Mercado Voluntário, direcionado à iniciativa privada, prevista no texto, é a solução para endereçar o principal fator de emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) no Brasil: o desmatamento ilegal”, afirma o executivo.

 


 

Segundo a regulação proposta, empresas que emitem mais de 10 mil toneladas de dióxido de carbono equivalente – CO2E1 por ano serão instadas a estabelecer um plano de monitoramento de suas emissões, desenvolvendo um relato periódico, enquanto empresas acima de 25 mil toneladas de CO2E por ano precisarão, além do relato e monitoramento, conciliar suas emissões por meio de licenças de emissões distribuídas gratuitamente ou onerosamente pelo governo. Calcula-se que há cerca de 5 mil empresas no Brasil que emitem mais de 25 mil toneladas de CO2E. Assim, o Mercado Regulado Brasileiro, quando implantado, será o maior mercado de carbono da América Latina.

Outro aspecto importante que integra o projeto está o limite, que será estabelecido, para a emissão dos setores regulados.

 


 

“Um dos pontos mais relevantes do documento é estabelecer os limites setoriais. O regulador, no geral, começa pelos setores mais intensivos de emissão. Esse é o grande desafio da política pública, em que você estabelece esse limite (cap). A sociedade civil tem que ficar muito atenta para que esses números sejam factíveis, mas também não fiquem muito elevados para não impactar a competitividade dos setores”, diz.

 


 

O marco regulatório também estabelece pontos fundamentais para a segurança jurídica e o aumento da integridade do Mercado Voluntário de Carbono no Brasil. Ele define regras claras sobre a titularidade e tributação dos créditos, evitando a dupla contagem e assegurando direitos de comunidades tradicionais, proprietários rurais e povos indígenas. Prevê ainda um registro público de projetos e a liberdade para Estados criarem programas próprios, ao mesmo tempo em que resguarda o direito de exclusão de áreas privadas da contabilidade pública. Por fim, alinha a legislação brasileira para potencial comercialização de créditos no mercado global.

O marco regulatório também estabelece pontos fundamentais para a segurança jurídica e o aumento da integridade do Mercado Voluntário de Carbono no Brasil. Ele define regras claras sobre a titularidade e tributação dos créditos, evitando a dupla contagem e assegurando direitos de comunidades tradicionais, proprietários rurais e povos indígenas. Prevê ainda um registro público de projetos e a liberdade para Estados criarem programas próprios, ao mesmo tempo em que resguarda o direito de exclusão de áreas privadas da contabilidade pública. Por fim, alinha a legislação brasileira para potencial comercialização de créditos no mercado global.

Desde o início do debate sobre a criação de um mercado regulado de carbono no Brasil, a Ambipar esteve ativamente envolvida, prestando o trabalho de interesse público de compartilhamento de sua expertise técnica com o Parlamento, o Governo Federal, Estados e a sociedade civil.

 

 


 

“Continuaremos atuando para fortalecer esse mercado no Brasil e garantir que a regulamentação atenda às necessidades previstas. Até 2030, algo entre 35% e 50%2 das reduções de emissões deverão vir única e exclusivamente das Soluções Baseadas na Natureza. Por isso, desenvolvemos projetos que promovem a redução de emissões por meio da conservação florestal e do sequestro de emissões pelo reflorestamento, e estamos prontos para abastecer o novo Mercado Regulado Brasileiro com créditos de carbono de alta integridade socioambiental”, completa.

 


 

Plínio Ribeiro
Head of Carbon Solutions
Ambipar Environment

 

 


 

Ficou com alguma dúvida ou quer conversar mais sobre o tema?

Nosso time conta com colaboradores técnicos e institucionais com grande experiência sobre o tema e permanecemos à inteira disposição para esclarecimentos adicionais.

 


 

1) O dióxido de carbono equivalente é uma medida métrica utilizada para comparar as emissões de vários gases de efeito estufa baseado no potencial de aquecimento global em relação ao dióxido de carbono (CO2). Por exemplo, o potencial de aquecimento global do gás metano é 21 vezes maior do que o potencial do gás carbônico (CO2). Então, dizemos que o CO2 equivalente do metano é igual a 21.

2) Griscom et al (2017), BCG analysis

 

 

🌱⚖️ STF garante segurança jurídica para a Compensação de Reserva Legal 🌳

Em uma decisão histórica, o Supremo Tribunal Federal (STF) reafirmou, por unanimidade, a constitucionalidade do critério de Bioma para a Compensação de Reserva Legal (CRL) entre propriedades rurais. Essa conquista, após 11 anos de debate, traz segurança jurídica para contratos de CRL e representa um marco no avanço da proteção ambiental no Brasil.

A Ambipar Environment teve um papel decisivo nesta vitória, apresentando análises e estudos que comprovaram a importância do critério de Bioma como uma solução estratégica para a conservação ambiental. Além de preservar os biomas, essa decisão fortalece o Código Florestal e promove um setor agropecuário cada vez mais sustentável.

 


 

“Essa decisão fortalece a aplicação do Código Florestal, a proteção dos nossos Biomas e a promoção de um setor agropecuário cada vez mais sustentável”, comentou Plinio Ribeiro, Head of Carbon Solutions da Ambipar Environment.

 


 

Após o início de julgamento no Plenário Virtual em 2023, onde a maioria dos ministros apoiava o critério de “identidade ecológica”, conceito que virtualmente impediria a existência da CRL. Especialistas e instituições, incluindo a Ambipar Environment, se mobilizaram para esclarecer aos Ministros do STF a importância da Compensação de Reserva Legal para o aumento das áreas ambientais protegidas no país, bem como a redução do passivo de Reserva Legal, que soma mais de 16 milhões de hectares.

 

Após ouvir os especialistas, os ministros da corte solicitaram a realização de um novo julgamento, agora no Plenário Físico, onde puderam manifestar seus votos novamente e de forma mais completa. A decisão foi unânime: 11 votos a favor da constitucionalidade do critério de Bioma para a realização de contratos de CRL.

 

Desde a aprovação do novo Código Florestal, a Ambipar Environment se tornou referência nacional no mercado de Compensação de Reserva Legal, tendo realizado mais de 66 mil hectares em transações de compensação de Reserva Legal além de possuir um banco de dados com mais de 500 mil hectares diligenciados para que produtores rurais possam compensar seus déficits de Reserva Legal (RL), com soluções em todas as modalidades, estados e Biomas.

 

 


 

Assista agora ao vídeo sobre nosso caso de sucesso em Compensação de Reserva Legal no Jornal da Globo!

 

Possui déficit de Reserva Legal e quer regularizar
sua propriedade rural? Fale com nossa especialista.

 

 

Aliança Brasil NbS lança Nota Técnica sobre APD

Redigida por Caio Gallego, nosso Gerente de Inteligência NbS e Líder do Grupo de Trabalho sobre Metodologias da Aliança Brasil NbS, a Nota Técnica sobre projetos REDD+ oferece uma análise completa dos desafios e oportunidades no mercado de créditos de carbono, com ênfase no papel da abordagem APD na conservação de florestas privadas.

 

 

Em contraste com o desmatamento não planejado evitado (AUD), que visa impedir práticas ilegais, o APD se aplica a áreas onde a supressão de vegetação é permitida legalmente, oferecendo uma alternativa financeira para a preservação de florestas sob pressão de atividades econômicas.
O documento destaca a importância do desenvolvimento de critérios claros e adaptados à realidade local para assegurar a integridade dos créditos gerados e evitar que projetos sejam questionados quanto à sua eficácia e contribuição real para a redução de emissões de gases de efeito estufa.

Além disso, aborda como a estratégia APD pode se alinhar ao combate do desmatamento, buscando tornar o mecanismo REDD+ mais robusto e íntegro.

Para aprofundar-se nas abordagens, impactos e soluções para fortalecer o mercado de carbono, acesse a Nota Técnica na íntegra e descubra como os projetos APD podem impulsionar a conservação florestal no Brasil.

 

 

ou entre em contato com o nosso time de especialistas.