Agropalma e Biofílica iniciam parceria para desenvolvimento de projeto de carbono

Após atingir suas metas em sustentabilidade, a maior produtora de óleo de palma sustentável dá mais um passo em suas iniciativas ambientais

A Agropalma, maior produtora de óleo de palma sustentável da América Latina, acaba de firmar uma parceria com a Biofílica, empresa especializada na conservação de florestas e na comercialização de serviços ambientais, para dar início ao Projeto REDD+ Agropalma.

A Biofílica foi precursora no desenvolvimento de projetos de REDD+ (Redução da Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal) e hoje detém em seu portfólio de projetos a maior área sob certificação de créditos de carbono florestal na Amazônia com 1,5 milhão de hectares sob conservação.

A empresa tornou-se também referência nacional em compensação de reserva legal, oferecendo soluções em todas as modalidades e estados. Líder em projetos de conservação no Brasil, possui um banco de florestas para compensação de reserva legal de mais de 4,6 milhões de hectares em todos os biomas brasileiros.

O mecanismo REDD+ (Redução das Emissões provenientes de Desmatamento e da Degradação florestal, incluindo (+) a conservação dos estoques de carbono florestal, o manejo sustentável de florestas e o aumento dos estoques de carbono florestal) promove a redução de emissões de carbono a partir de atividades de conservação florestal.

Baseado em um modelo de desenvolvimento econômico local que valoriza a “floresta em pé”, os projetos REDD+ contam com uma combinação de atividades desde o manejo sustentável e a promoção do agroextrativismo até o monitoramento de biodiversidade, todos financiados a partir da comercialização de créditos de carbono.

 

 

 

O REDD+ é um mecanismo desenvolvido no âmbito da Convenção das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC) para recompensar financeiramente países em desenvolvimento na conservação de suas florestas. Hoje esse mecanismo é implementado por meio da utilização de padrões de certificação voltados ao mercado voluntário. O projeto desenhado com a Biofílica terá 30 anos de duração e irá viabilizar a venda de créditos de carbono pela Agropalma a partir do seu segundo ano.

Responsável por uma área de 107 mil hectares na Região Amazônica, a Agropalma preserva e zela por mais de 64 mil hectares, o que representa mais da metade de sua área. Em proporção maior que a estabelecida por lei, há 1,6 hectare de floresta protegida para cada 1 hectare de plantação. Para garantir a preservação das áreas e da biodiversidade presente no local, a empresa investe cerca de R$ 1,5 milhão por ano em seu programa de Proteção Florestal.

“A busca pelo Carbono Zero é um dos principais desafios de empresas e governos na busca pelo cumprimento das metas estabelecidas pelo Acordo de Paris. Para a Agropalma, o projeto REDD+ é um grande passo nesse sentido pois significa não apenas dizer que somos uma empresa neutra em emissões, mas que passamos também a contribuir para que outras companhias possam fazer a sua parte para combater as mudanças climáticas”, explica Tulio Dias Brito, Diretor de Sustentabilidade da Agropalma.

 

Benefícios para empresas e o meio ambiente

As empresas que neutralizam emissões com Projetos REDD+ não só contribuem para o combate direto às mudanças climáticas, como também para evitar  o desmatamento da Floresta Amazônica, preservar a biodiversidade e apoiar o desenvolvimento socioeconômico sustentável local. Além disso, a prática de neutralizar as emissões através da compra de créditos de carbono é internacionalmente reconhecida como um esforço que traz benefícios para as organizações.

“Estamos muito contentes por ter a Agropalma como nova parceira no desafio de conservação da Amazônia. Existe um grande alinhamento entre as empresas quando se trata da visão sobre desenvolvimento socioeconômico atrelado à sustentabilidade ambiental”, explica Plínio Ribeiro, cofundador e CEO da Biofílica.

 

Agropalma atinge suas metas de responsabilidade socioambiental

Em março deste ano, a Agropalma anunciou o atingimento de suas metas socioambientais. Durante o período avaliado em seu Relatório de Sustentabilidade, referente a 2018/2019, a Agropalma concluiu em 100% a rastreabilidade do óleo, desde a colheita dos frutos até suas cinco indústrias de extração e duas refinarias, ampliando a segurança e o controle de qualidade de sua cadeia produtiva. As refinarias são responsáveis por produzir uma variedade de frações e produtos de palma, totalmente segregados.

A companhia desenvolveu, ainda, o Código de Ética e Conduta para Fornecedores e Prestadores de Serviços do Grupo Agropalma, já que parte da produção conta com a participação da agricultura familiar (6%), produtores integrados (16%) e empresas parceiras (3%).

No sentido de preservação, a Agropalma trabalha diariamente pela proteção da biodiversidade e, até 2019, mais de 1.000 espécies, entre vertebrados e invertebrados, foram registradas e monitoradas nas reservas florestais. A empresa conta com uma equipe de 25 vigilantes florestais exclusivamente dedicados a fazer rondas, dois inspetores, um supervisor e um coordenador, que fazem o monitoramento de prevenção de incêndios e proteção das florestas.

 

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Sobre a Agropalma

A Agropalma é a maior produtora de óleo de palma sustentável da América Latina e sua atuação perfaz toda a cadeia produtiva, da produção de mudas ao óleo refinado e gorduras especiais. Sua trajetória começou em 1982, no município de Tailândia, no Pará. Atualmente, a empresa conta com seis indústrias de extração de óleo bruto, um terminal de exportação e uma refinaria de óleo de palma, e emprega cerca de 4.500 colaboradores. O compromisso da Agropalma com o meio ambiente é um de seus valores, o que é representado, na prática, por certificações ambientais, abrangendo insumos, matérias-primas e 100% de sua produção.

 

Sobre a Biofílica

Fundada em 2008, a Biofílica Ambipar Environment tem a missão de criar mecanismos que estejam totalmente de acordo com a conservação das florestas nativas, gerando e desenvolvendo um mercado sólido e confiável de créditos de carbono florestal. A empresa tornou-se referência nacional em compensação de reserva legal, oferecendo soluções em todas as modalidades, estados e biomas.

 

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Atendimento à imprensa:

Agropalma

agropalma@rpmacomunicacao.com.br

Edvaldo Chequetti – (11) 99686-7410
Ingrid Nielsen – (11) 996533391
RPMA Comunicação
Tel.: 11 5501-4673
www.rpmacomunicacao.com.br

 

Biofílica Ambipar Environment

comunicacao@site-ambipar-carbon-solutions-wordpress.jdhu0j.easypanel.host

Ricardo Cordeiro – (11) 97428-0539
biofílica.com.br

Presidente do BNDES visita o Projeto REDD+ RESEX Jacundá desenvolvido pela Biofílica em Rondônia

O Projeto REDD+ RESEX Jacundá já verificou e comercializou mais de 1,2 milhão de créditos de carbono, consolidando-se como um dos principais exemplos de conservação florestal aliada ao desenvolvimento comunitário na Amazônia.

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Gustavo Montezano, e um grupo de diretores da instituição estiveram em Rondônia para conhecer o potencial do setor florestal e da bioeconomia na região. Durante a agenda, visitaram o Projeto REDD+ RESEX Jacundá, desenvolvido pela Biofílica em parceria com a Associação dos Moradores da Reserva Extrativista Rio Preto-Jacundá (ASMOREX), além de outras iniciativas apoiadas na área.

Visita ao Projeto REDD+ RESEX Jacundá

A visita começou na Reserva Extrativista Rio Preto-Jacundá, onde a comitiva conheceu áreas de recuperação florestal em regiões anteriormente desmatadas, resultado de iniciativas conduzidas pelo Centro de Estudos Rioterra com apoio do Projeto REDD+.

Durante o encontro, os moradores compartilharam a trajetória de construção do projeto desde seu início, em 2012, destacando como funciona o processo transparente e equitativo de distribuição dos benefícios gerados para a comunidade.

A programação também incluiu discussões com a equipe do Centro de Estudos Rioterra sobre a relação entre bioeconomia, restauração florestal, conservação da biodiversidade e os serviços ecossistêmicos proporcionados pela manutenção das florestas, incluindo a captura e o armazenamento de carbono.


Presidente do BNDES visita o Projeto REDD+ RESEX Jacundá

Presidente do BNDES visita Rondônia para conhecer o Projeto REDD+ RESEX Jacundá desenvolvido pela Biofílica.


Conheça mais sobre o Projeto REDD+ Jacundá

A Reserva Extrativista Rio Preto-Jacundá é uma Unidade de Conservação criada na década de 1990 para populações tradicionais de origem seringueira. O Projeto REDD+ RESEX Jacundá investe na melhoria da qualidade de vida das comunidades por meio de iniciativas de bioeconomia, monitoramento da cobertura florestal e conservação da biodiversidade, contribuindo para a redução dos impactos sociais e ambientais na região.

Localizada em uma área sob intensa pressão de desmatamento e exploração predatória dos recursos naturais, a RESEX enfrenta desafios relacionados à oferta de serviços públicos básicos. Nesse contexto, a comercialização de serviços ambientais tornou-se uma alternativa para promover o desenvolvimento sustentável da comunidade e fortalecer a conservação do território.

Iniciado em outubro de 2012, o projeto realiza o monitoramento de aproximadamente 95.300 hectares, contribuindo para a conservação de 273 espécies de flora e 195 espécies de fauna. Desde sua implantação, já verificou e comercializou mais de 1,2 milhão de créditos de carbono, alcançando uma redução média superior a 414 mil toneladas de CO₂e por ano.

O projeto possui reconhecimento CCBS Gold Level para Comunidade e Biodiversidade e é desenvolvido em parceria com a ASMOREX, o Governo do Estado de Rondônia e o Centro de Estudos Rioterra.


Sobre a Biofílica

Fundada em 2008, a Biofílica desenvolve Soluções Baseadas na Natureza para apoiar empresas em suas jornadas de descarbonização. A empresa atua com projetos de carbono, restauração florestal, inventários de emissões de gases de efeito estufa e estratégias de redução e compensação, integrando ciência, tecnologia, inteligência territorial e sistemas próprios para gerar impacto positivo para o clima, a biodiversidade e a sociedade.