REDD+ Manoa: 1º da América Latina com VCS, CCB e SD VISta

Projeto REDD+ Manoa emite mais de 2 milhões de novos créditos de carbono e torna-se o primeiro da América Latina certificado pelos padrões VCS, CCB e SD VISta

A aprovação das safras de 2023 e 2024 garante a emissão de mais de 2 milhões de novos créditos de carbono ao Projeto REDD+ Manoa, que passa oficialmente a ser o primeiro da América Latina certificado simultaneamente pelos padrões VCS, CCB e SD VISta.

Projeto REDD+ Manoa - 1º da América Latina com VCS, CCB e SD VISta

O Projeto REDD+ Manoa (Verra ID 1571) acaba de alcançar um marco inédito para o mercado voluntário de carbono. Nesta sexta-feira, 3 de julho de 2026, o projeto tornou-se oficialmente o primeiro da América Latina certificado simultaneamente pelos padrões VCS (Verified Carbon Standard), CCB (Climate, Community & Biodiversity Standards) e SD VISta (Sustainable Development Verified Impact Standard).

A conquista é acompanhada pela aprovação das safras de 2023 e 2024, que resultaram na emissão de mais de 2 milhões de novos créditos de carbono certificados, consolidando o Projeto REDD+ Manoa entre as principais referências globais em integridade climática, conservação da biodiversidade e geração de impactos socioambientais positivos.

Desenvolvido pela Biofílica em parceria com a Manoa Florestal, o projeto amplia agora sua relevância internacional ao demonstrar, por meio de auditorias independentes, que é possível aliar geração de créditos de carbono de alta integridade à proteção da Amazônia, ao fortalecimento das comunidades locais e à promoção do desenvolvimento sustentável.


Um marco para o mercado voluntário de carbono

A certificação SD VISta reconhece projetos que demonstram, por meio de critérios rigorosos e auditorias independentes, contribuições mensuráveis para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas.

O Projeto REDD+ Manoa foi o primeiro projeto do Brasil a atender aos requisitos desse padrão, comprovando contribuições verificadas para sete Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Agora, ao combinar essa certificação com os padrões VCS e CCB, torna-se também o primeiro projeto da América Latina a reunir os três principais referenciais internacionais para geração de créditos de carbono com alta integridade climática, ambiental e social.

Mais do que reconhecer a redução de emissões de gases de efeito estufa, a certificação SD VISta evidencia que o projeto gera benefícios concretos para as pessoas, para a biodiversidade e para o desenvolvimento sustentável da região onde atua.

Projeto REDD+ Manoa certificado pelos padrões VCS, CCB e SD VISta

Ao integrar três dos mais reconhecidos padrões internacionais de certificação, o Projeto REDD+ Manoa fortalece sua posição como uma referência em soluções baseadas na natureza, oferecendo ao mercado créditos de carbono associados não apenas à mitigação das mudanças climáticas, mas também à conservação da biodiversidade e à geração de benefícios sociais mensuráveis.


Contribuições verificadas para sete Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

A certificação SD VISta reconheceu contribuições verificadas do Projeto REDD+ Manoa para sete Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), reforçando que seus impactos vão além da conservação florestal e da mitigação das mudanças climáticas.

Projeto REDD+ Manoa - 1º da América Latina com VCS, CCB e SD VISta


ODS 4 – Educação de Qualidade

O Projeto REDD+ Manoa amplia o acesso ao conhecimento por meio de palestras, treinamentos em técnicas de manejo florestal de baixo impacto e ações de educação ambiental.

Em parceria com a Universidade Federal de Rondônia (UNIR), apoia pesquisas científicas com suporte logístico, fortalecendo a produção de conhecimento sobre a Amazônia.

Além disso, com recursos do projeto, foi iniciada a construção da Creche Manoa, ampliando o acesso à educação infantil de qualidade e contribuindo diretamente para o desenvolvimento das crianças do município de Cujubim.


ODS 6 – Água Potável e Saneamento

As atividades de manejo florestal protegem integralmente as Áreas de Preservação Permanente (APPs), evitando intervenções e garantindo a conservação de aproximadamente 5.119 hectares, contribuindo para a manutenção dos recursos hídricos e dos serviços ecossistêmicos.


ODS 8 – Trabalho Decente e Crescimento Econômico

O projeto promove a geração de empregos formais e de qualidade, priorizando mão de obra local do município de Cujubim e região, sempre em conformidade com a legislação trabalhista e as normas de saúde e segurança.


ODS 12 – Consumo e Produção Responsáveis

O manejo florestal sustentável fortalece cadeias produtivas responsáveis, apoiando 26 indústrias locais e promovendo o uso de matéria-prima de origem sustentável.

As certificações FSC® e PFSC reforçam a rastreabilidade da produção e o compromisso com a responsabilidade ambiental.


ODS 13 – Ação Contra a Mudança Global do Clima

A conservação da floresta amazônica permite ao projeto contribuir diretamente para a mitigação das mudanças climáticas, com expectativa de evitar a emissão de aproximadamente 6.374.227 toneladas de CO₂ equivalente ao final do segundo período de linha de base (2023–2028).

Nesse período, estima-se a redução do desmatamento em cerca de 16.206 hectares, evitando, em média, 1.062.371 tCO₂e por ano, contribuindo significativamente para a preservação do clima regional e para o cumprimento das metas climáticas globais.


ODS 15 – Vida Terrestre

O projeto conserva mais de 72 mil hectares de floresta amazônica, protege Áreas de Alto Valor de Conservação (AAVCs) e mantém monitoramento contínuo da fauna e da flora.

Os estudos realizados já registraram mais de 410 espécies, incluindo espécies ameaçadas de extinção, reforçando a importância da área para a conservação da biodiversidade amazônica.


ODS 17 – Parcerias e Meios de Implementação

O Projeto REDD+ Manoa fortalece parcerias com universidades, órgãos públicos e instituições locais, promovendo pesquisas científicas, capacitações, educação ambiental e iniciativas voltadas ao desenvolvimento regional.

Ao integrar impactos climáticos, sociais e ambientais verificados, o projeto reforça o papel das Soluções Baseadas na Natureza como ferramentas essenciais para acelerar a transição para uma economia de baixo carbono.


Uma trajetória construída com consistência

A conquista de 2026 é resultado de mais de uma década de trabalho contínuo, pautado pelo rigor técnico, pela transparência e pela consistência na entrega de resultados.

Com a aprovação das safras de 2023 e 2024, o Projeto REDD+ Manoa passa a disponibilizar ao mercado mais de 2 milhões de novos créditos de carbono certificados, ampliando sua contribuição para empresas comprometidas com estratégias climáticas de alta integridade.

Essa nova emissão se soma a uma trajetória sólida construída ao longo dos anos:

  • Dez safras consecutivas creditadas (2013–2022), sem interrupções;
  • Certificações VCS, CCB, SD VISta e manejo florestal certificado FSC® e PFSC, auditadas por organismos independentes;
  • Mais de 90 documentos públicos disponíveis no Verra Registry, garantindo total transparência;
  • Contribuições verificadas para sete Objetivos de Desenvolvimento Sustentável;
  • Período de crédito vigente até 2052.

Esses elementos consolidam o Projeto REDD+ Manoa como uma das iniciativas mais robustas e transparentes do mercado voluntário de carbono na América Latina.


Um refúgio para a biodiversidade amazônica

Localizado em Rondônia, o Projeto REDD+ Manoa protege mais de 72 mil hectares de floresta amazônica, desempenhando papel estratégico na formação de corredores ecológicos conectados às Unidades de Conservação da região.

Em um contexto de forte pressão causada pelo avanço do desmatamento e da expansão agropecuária, a área do projeto se destaca por manter sua cobertura florestal praticamente intacta ao longo dos anos, contribuindo para a conservação da Amazônia e para a estabilidade climática regional.

Essa conservação contínua transformou a região em um importante refúgio para a biodiversidade amazônica. Estudos de campo já registraram mais de 410 espécies da fauna, incluindo espécies ameaçadas de extinção, além de diversos Atributos de Alto Valor de Conservação (AAVCs) e ecossistemas raros essenciais para o equilíbrio ambiental.

Além dos benefícios ambientais, o projeto também gera impactos positivos para o município de Cujubim, promovendo empregos, fortalecendo a economia local e incentivando cadeias produtivas sustentáveis.

Projeto REDD+ Manoa protege mais de 72 mil hectares da Amazônia


Uma conquista construída por muitas pessoas

A certificação SD VISta e a aprovação das safras de 2023 e 2024 refletem um intenso trabalho técnico conduzido ao longo de meses por diferentes equipes da Biofílica.

O processo envolveu revisões documentais extensas, análises técnicas detalhadas, auditorias independentes e alinhamentos contínuos para assegurar conformidade com os mais elevados padrões internacionais de qualidade, transparência e integridade.

Cada etapa exigiu precisão, colaboração e comprometimento com a excelência técnica. O resultado alcançado é reflexo direto da dedicação de profissionais que atuam diariamente no desenvolvimento de Soluções Baseadas na Natureza capazes de gerar impactos climáticos, ambientais e sociais reais, mensuráveis e verificáveis.


Um novo capítulo para o Projeto REDD+ Manoa

Ao se tornar o primeiro projeto da América Latina certificado simultaneamente pelos padrões VCS, CCB e SD VISta, o Projeto REDD+ Manoa estabelece um novo patamar para iniciativas REDD+ de alta integridade na região.

Mais do que um marco técnico, essa conquista demonstra que conservação florestal, geração de créditos de carbono, proteção da biodiversidade e desenvolvimento sustentável podem caminhar juntos com transparência, rigor científico e resultados comprovados por auditorias independentes.

Para a Biofílica, esse resultado reafirma sua missão de desenvolver Soluções Baseadas na Natureza que unem ciência, inovação, tecnologia e excelência técnica para gerar valor para o clima, a biodiversidade e as pessoas.

Hoje celebramos não apenas a emissão de mais de 2 milhões de novos créditos de carbono certificados ou uma certificação inédita na América Latina, mas a consolidação de um projeto que demonstra, na prática, que manter a floresta em pé é uma das estratégias mais eficazes para enfrentar a crise climática e promover o desenvolvimento sustentável.


Sobre a Biofílica

Fundada em 2008, a Biofílica desenvolve Soluções Baseadas na Natureza para apoiar empresas em suas jornadas de descarbonização. A empresa atua com projetos de carbono, restauração florestal, inventários de emissões de gases de efeito estufa e estratégias de redução e compensação, integrando ciência, tecnologia, inteligência territorial e sistemas próprios para gerar impacto positivo para o clima, a biodiversidade e a sociedade.

Biofílica no Natural Resources & ESG Summit 2026

Biofílica apresenta soluções de geotecnologia e inteligência territorial no Natural Resources & ESG Summit 2026

Tecnologias geoespaciais, monitoramento inteligente e sistemas proprietários foram destaque na participação da Biofílica no evento promovido pela Imagem Geosistemas, distribuidora oficial da Esri no Brasil.

Biofílica no Natural Resources & ESG Summit 2026

A transformação digital tem redefinido a forma como empresas monitoram territórios, gerenciam ativos ambientais e conduzem projetos voltados à sustentabilidade. Nesse cenário, a integração entre GIS (Geographic Information System), inteligência territorial e análise de dados geoespaciais tornou-se um dos principais diferenciais para organizações que atuam com recursos naturais e Soluções Baseadas na Natureza (Nature-based Solutions – NbS).

Foi com esse olhar que a Biofílica participou do Natural Resources & ESG Summit 2026, realizado no Rio de Janeiro. Promovido pela Imagem Geosistemas, distribuidora oficial da Esri no Brasil, o encontro reuniu especialistas para compartilhar experiências sobre a aplicação de tecnologias geoespaciais, inteligência artificial e análise territorial em projetos ambientais, operações e estratégias ESG.

Representando a Biofílica, Nayra Nicolau, Quality and Intelligence Coordinator in NbS Projects, e Felipe Negrelli, Tech Lead | Especialista em GIS, apresentaram como a empresa utiliza inteligência territorial para impulsionar projetos de carbono, otimizar processos e desenvolver soluções tecnológicas próprias para gestão ambiental.


Inteligência territorial aplicada aos projetos de carbono

Durante sua apresentação, Nayra Nicolau destacou como a Biofílica integra tecnologias geoespaciais aos seus projetos de carbono baseados na natureza, fortalecendo atividades de planejamento, monitoramento, rastreabilidade e análise territorial.

O uso de dados geográficos permite acompanhar continuamente áreas monitoradas, identificar riscos ambientais e apoiar decisões com maior precisão, contribuindo para a integridade e a eficiência dos projetos de carbono.

Entre os destaques esteve o Sistema de Alertas e Focos de Calor, solução desenvolvida pela Biofílica para monitorar ameaças em áreas de projeto.

A plataforma utiliza informações geoespaciais para detectar focos de calor e outros eventos que possam representar riscos às áreas monitoradas. A partir dessas análises, o sistema envia alertas automáticos por e-mail e WhatsApp aos parceiros envolvidos, permitindo respostas rápidas e contribuindo para a proteção dos territórios.

Essa integração entre tecnologia, monitoramento contínuo e comunicação automatizada amplia a capacidade de gestão dos projetos e reforça a segurança das áreas conservadas.

Tecnologias GEO utilizadas pela Biofílica


Sistemas próprios para uma gestão ambiental mais inteligente

Na sequência, Felipe Negrelli apresentou soluções tecnológicas desenvolvidas internamente pela Biofílica para apoiar operações que dependem da organização e interpretação de informações territoriais.

Entre elas está o SGA (Sistema de Gestão Ambiental), plataforma criada para integrar informações ambientais, otimizar processos e facilitar a gestão de dados ao longo das diferentes etapas dos projetos.

Também foi apresentado o SIGT, sistema voltado à gestão territorial e ao controle de propriedades rurais, com aplicações em projetos ambientais e em operações dos setores de energia, infraestrutura e petróleo e gás.

As plataformas demonstram como o desenvolvimento de soluções próprias permite integrar dados geográficos, informações ambientais e processos operacionais em um único ambiente, tornando a gestão mais eficiente, segura e orientada por dados.

Sistemas desenvolvidos pela Biofílica


Tecnologia e inovação para acelerar a descarbonização

A participação da Biofílica no Natural Resources & ESG Summit 2026 reforça como a geotecnologia e a inteligência territorial vêm ampliando a capacidade das organizações de monitorar áreas, antecipar riscos e tomar decisões estratégicas para a conservação ambiental e o mercado de carbono.

Ao investir continuamente em inovação, desenvolvimento de sistemas próprios e tecnologias geoespaciais, a Biofílica fortalece sua atuação na criação de soluções que conectam território, dados e sustentabilidade, contribuindo para uma gestão ambiental mais eficiente, transparente e preparada para os desafios da transição climática.

Tecnologias GEO utilizadas pela Biofílica


Sobre a Biofílica

Fundada em 2008, a Biofílica desenvolve Soluções Baseadas na Natureza para apoiar empresas em suas jornadas de descarbonização. A empresa atua com projetos de carbono, restauração florestal, inventários de emissões de gases de efeito estufa e estratégias de redução e compensação, integrando ciência, tecnologia, inteligência territorial e sistemas próprios para gerar impacto positivo para o clima, a biodiversidade e a sociedade.



Confira os principais momentos da participação da Biofílica no Natural Resources & ESG Summit 2026, promovido pela Imagem Geosistemas, distribuidora oficial da Esri no Brasil.


CDP 2026: transforme o reporte em estratégia

CDP 2026: por que sua empresa deve tratar o reporte climático como uma estratégia de negócios

O CDP deixou de ser apenas um reporte ambiental e tornou-se uma ferramenta estratégica para fortalecer a governança, a gestão climática e a competitividade das empresas.

Empresas que ainda enxergam o CDP apenas como uma obrigação de reporte podem estar deixando passar uma importante oportunidade estratégica.

Nos últimos anos, o CDP consolidou-se como uma das principais referências globais em transparência climática e ambiental. Investidores, clientes, instituições financeiras e grandes cadeias de valor utilizam as respostas da plataforma como parâmetro para avaliar maturidade ESG, gestão de riscos climáticos e comprometimento corporativo com sustentabilidade.

Nesse contexto, responder ao CDP deixou de ser apenas um exercício de compliance. Hoje, o processo pode gerar ganhos relevantes para a gestão interna, a governança corporativa e o posicionamento estratégico das empresas.


O que é o CDP?

O CDP é uma organização internacional sem fins lucrativos que administra um dos maiores sistemas globais de divulgação de informações ambientais.

Por meio de questionários padronizados, empresas reportam informações relacionadas às mudanças climáticas, segurança hídrica e florestas. As respostas são utilizadas por investidores, instituições financeiras, clientes e demais stakeholders para avaliar riscos, oportunidades e desempenho ambiental.


Por que o CDP se tornou estratégico?

Empresas que apresentam respostas estruturadas, consistentes e baseadas em evidências conseguem gerar benefícios que vão muito além da divulgação de informações.

Entre as principais vantagens estão:

  • Maior transparência perante investidores;
  • Fortalecimento da reputação ESG;
  • Melhoria dos processos internos de gestão climática;
  • Identificação de riscos e oportunidades relacionados ao clima;
  • Aumento da competitividade em cadeias globais de fornecimento;
  • Preparação para futuras exigências regulatórias.

Além disso, o próprio processo de elaboração das respostas costuma revelar oportunidades de evolução em governança, gestão de dados e definição de metas climáticas.


Os principais desafios das empresas

Apesar da crescente importância do CDP, muitas organizações ainda enfrentam dificuldades durante o processo de resposta.

Entre os desafios mais comuns estão:

  • Descentralização das informações;
  • Falta de indicadores consolidados;
  • Baixa integração entre áreas;
  • Ausência de uma governança climática estruturada;
  • Dificuldade na interpretação técnica dos questionários.

Nesses casos, o apoio especializado contribui para tornar o processo mais eficiente, consistente e alinhado às melhores práticas internacionais.


Como a Biofílica apoia empresas nas respostas ao CDP

A Biofílica oferece assessoria técnica e estratégica para empresas em diferentes níveis de maturidade climática, transformando o processo de resposta ao CDP em uma ferramenta de gestão e evolução corporativa.

O trabalho contempla:

  • Diagnóstico inicial da organização;
  • Estruturação e consolidação das informações;
  • Construção colaborativa das respostas;
  • Apoio metodológico durante todo o processo;
  • Gap analysis;
  • Recomendações para evolução da maturidade climática.

Mais do que apoiar o preenchimento do questionário, a proposta é fortalecer a gestão climática, a governança ESG e a capacidade da empresa de responder às demandas crescentes do mercado por transparência e desempenho ambiental.


CDP 2026: o momento de começar é agora

A preparação antecipada é um dos fatores mais importantes para garantir qualidade, consistência e alinhamento estratégico das respostas.

Com prazos cada vez mais desafiadores e uma pressão crescente do mercado por transparência climática, empresas que iniciam esse processo com antecedência conseguem organizar seus dados, envolver as áreas estratégicas e desenvolver uma resposta mais robusta e consistente.

Se sua empresa deseja transformar o CDP em uma oportunidade para fortalecer sua estratégia ESG, aprimorar sua gestão climática e gerar valor para investidores e stakeholders, este é o momento ideal para começar.

Consulta Pública do Projeto ARR Corredores de Vida

Consulta Pública do Projeto ARR Corredores de Vida é aberta pela Verra durante auditoria VCS + CCB

Projeto de restauração florestal na Mata Atlântica avança em sua primeira auditoria de verificação nos padrões internacionais VCS e CCB, reforçando transparência, integridade e participação dos stakeholders.

O Projeto ARR Corredores de Vida, desenvolvido pela Biofílica em parceria com o IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas, iniciou oficialmente seu processo de consulta pública junto à Verra como parte da primeira auditoria de verificação nos padrões VCS (Verified Carbon Standard) e CCB (Climate, Community & Biodiversity Standards).

A consulta pública permanecerá aberta até 27 de junho de 2026 e representa uma etapa importante do processo de certificação, permitindo que stakeholders, especialistas, comunidades locais e demais interessados analisem os documentos do projeto e apresentem comentários, sugestões ou manifestações.

Resultado da parceria entre a Biofílica e o IPÊ, o projeto combina restauração florestal, conservação da biodiversidade e geração de créditos de carbono de alta integridade. A iniciativa tem como objetivo restaurar áreas degradadas da Mata Atlântica no oeste do estado de São Paulo, promovendo benefícios mensuráveis para o clima, as comunidades locais e a biodiversidade.


Impacto climático com remoção de carbono

Baseado em atividades de Afforestation, Reforestation and Revegetation (ARR), o projeto possui potencial estimado para remover mais de 20 milhões de toneladas de CO₂ equivalente ao longo de seu ciclo de desenvolvimento.

A iniciativa integra estratégias de restauração florestal em áreas prioritárias do Pontal do Paranapanema, contribuindo para a mitigação das mudanças climáticas e para a geração de créditos de carbono de alta integridade.

Até o momento, mais de 8 milhões de árvores foram plantadas com recursos provenientes dos créditos de carbono, acelerando a recuperação de áreas degradadas e ampliando a conectividade da paisagem na região.


Impacto climático e remoção de carbono


Benefícios para comunidades locais

Alinhado aos princípios do padrão CCB, o projeto também gera benefícios socioeconômicos relevantes para as comunidades da região.

Atualmente, a iniciativa gera 364 empregos diretos, envolvendo equipes técnicas, viveiros comunitários e empresas florestais responsáveis pelas atividades de produção de mudas, plantio e manutenção das áreas restauradas.

O fortalecimento da cadeia da restauração florestal contribui para a geração de renda, o empreendedorismo local e o desenvolvimento sustentável dos municípios participantes.


Benefícios para comunidades locais


Conservação da biodiversidade da Mata Atlântica

Os resultados do projeto também contribuem diretamente para a conservação da biodiversidade. A restauração promove a conexão entre fragmentos florestais e unidades de conservação, criando corredores ecológicos fundamentais para a fauna da região.

Entre os principais beneficiados está o mico-leão-preto (Leontopithecus chrysopygus), espécie ameaçada de extinção e símbolo do Pontal do Paranapanema. Os corredores florestais restaurados ampliam a conectividade entre habitats e favorecem o deslocamento de diversas espécies da fauna nativa.

O monitoramento realizado nas áreas restauradas e nas unidades de conservação conectadas pelo projeto já registrou 174 espécies de aves e 29 espécies de mamíferos, incluindo cinco espécies ameaçadas de extinção, evidenciando os benefícios da restauração para a biodiversidade regional.


Conservação da biodiversidade e mico-leão-preto


Participe da Consulta Pública

A consulta pública da Verra é uma oportunidade para ampliar a transparência e fortalecer a participação dos stakeholders no acompanhamento dos resultados e impactos do Projeto ARR Corredores de Vida.

Os documentos do projeto estão disponíveis para consulta na plataforma da Verra até 27 de junho de 2026.

Convidamos todos os interessados a conhecer a iniciativa, analisar a documentação disponibilizada e contribuir para o aprimoramento contínuo de um projeto que gera benefícios concretos para o clima, a biodiversidade e as comunidades locais.


Participe da consulta pública do Projeto ARR Corredores de Vida

PARTICIPE DA CONSULTA PÚBLICA

A consulta pública permanecerá aberta até 27 de junho de 2026

Guia de Monitoramento – Projeto REDD+ Jutaituba

O Guia de Monitoramento do Projeto REDD+ Jutaituba é uma ferramenta estratégica que consolida conceitos, processos e responsabilidades essenciais para a governança e gestão eficaz do projeto. O documento foi elaborado para incentivar o envolvimento ativo e a colaboração das partes interessadas, promovendo um monitoramento contínuo e eficiente das atividades e indicadores estabelecidos.

 

 

 

Localizado no estado do Pará, o Projeto REDD+ Jutaituba faz parte do portfólio de projetos REDD+ da Biofílica, pioneira no Brasil em soluções baseadas na natureza (Nature-based Solutions – NbS). A iniciativa promove a conservação florestal em uma região reconhecida internacionalmente por sua biodiversidade e por abrigar populações significativas de aves e espécies ameaçadas.

Além de proteger a fauna e flora amazônica, o projeto contribui diretamente para o fortalecimento das comunidades quilombolas da região do Baixo Tocantins, que há gerações desenvolvem práticas tradicionais como a produção de farinha de mandioca, pimenta-do-reino e o extrativismo florestal não madeireiro. A abordagem do Projeto REDD+ Jutaituba incentiva que essas atividades sejam realizadas de forma sustentável, garantindo benefícios socioeconômicos e ambientais duradouros.

O guia do projeto detalha procedimentos de governança e indicadores de desempenho que permitem monitorar sua evolução e assegurar impactos positivos no combate às mudanças climáticas. Além disso, o documento será periodicamente revisado de forma colaborativa, promovendo atualizações constantes para garantir sua relevância e eficácia a longo prazo.

Por meio desse esforço contínuo, a Biofílica reafirma seu compromisso com a conservação florestal, o desenvolvimento sustentável e o envolvimento comunitário, alinhando-se às melhores práticas internacionais.

 

 


ou entre em contato com o nosso time de especialistas.

 

Você sabe qual é a diferença entre os projetos REDD+ e os de Restauração Florestal?

Essa distinção é essencial para garantir a integridade e competitividade do mercado de carbono no Brasil.

A Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura publicou uma nota técnica que aborda justamente esse tema, explicando o papel de cada tipo de projeto no combate às mudanças climáticas.

O documento destaca como os projetos REDD+ (Redução de Emissões provenientes de Desmatamento e Degradação Florestal) ajudam a evitar emissões por meio da conservação de florestas ameaçadas, enquanto os projetos ARR (Afforestation, Reforestation and Revegetation) de Restauração Florestal têm como foco a remoção de carbono da atmosfera por meio da recuperação de áreas degradadas.

Ambos os tipos de projetos são fundamentais para a mitigação das mudanças climáticas, mas possuem características, metodologias e contribuições específicas dentro das estratégias climáticas globais.


A Biofílica colaborou na elaboração desse material, contribuindo com a revisão técnica do conteúdo e com a criação do infográfico ilustrativo disponível no

Site da Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura
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Quer saber mais?

Acesse o posicionamento completo e entenda como projetos REDD+ e ARR contribuem para a sustentabilidade e para o futuro do mercado de carbono no Brasil.


Sobre a Biofílica

Fundada em 2008, a Biofílica desenvolve Soluções Baseadas na Natureza para apoiar empresas em suas jornadas de descarbonização. A empresa atua com projetos de carbono, restauração florestal, inventários de emissões de gases de efeito estufa e estratégias de redução e compensação, integrando ciência, tecnologia, inteligência territorial e sistemas próprios para gerar impacto positivo para o clima, a biodiversidade e a sociedade.

🌿 Capacitação Parte 2: Curso de Identificação e Monitoramento Botânico na RESEX Rio Preto-Jacundá

Na prática, os membros da comunidade da RESEX Rio Preto-Jacundá já começaram a utilizar os conhecimentos adquiridos no Curso de Identificação Botânica para monitorar espécies da flora e reduzir o impacto florestal. O curso também reforça a importância da informação para o desenvolvimento comunitário e a redução do desmatamento na área do Projeto REDD+ RESEX Jacundá.

Curso de Identificação Botânica na RESEX Rio Preto-Jacundá

Em nosso último post, contamos sobre o Curso de Identificação Botânica oferecido aos moradores da ASMOREX (Associação dos Moradores da Reserva Extrativista Rio Preto-Jacundá), área onde atua o Projeto REDD+ RESEX Jacundá. A atividade foi realizada a partir da necessidade identificada pelos próprios moradores envolvidos no manejo sustentável da região e os conhecimentos adquiridos já começaram a ser aplicados.


“Esse curso é muito importante, principalmente para a comunidade. Nós, que trabalhamos com o manejo e recuperação de áreas degradadas, temos dificuldade com a identificação botânica, principalmente em uma área onde temos tanta diversidade. O valor agregado para mim do curso, como estudante de pós-graduação, é saber identificar espécies para ter dados válidos e concretos que representam a nossa Amazônia Ocidental, que é foco dos meus estudos.”

Ariane Cristina, Engenheira Florestal.

O colaborador do Jardim Botânico de Nova York, Erisson Medeiros, explica que o objetivo do curso era que todos os alunos saíssem dali com os recursos necessários para realizar uma coleta e identificação de uma planta ou, caso não tivessem condições de realizar a identificação correta e com total confiabilidade, contassem com recursos e contatos para obter essa identificação.

“Antes a gente reconhecia as plantas de vista, principalmente pela casca. Hoje já conseguimos identificar pela flor ou pela folha também. Vai fazer diferença para mim porque ano passado comecei a trabalhar com botânica e não conhecia muito. Agora com esse curso estamos pegando conhecimento.”

Ludbre de Oliveira, morador da ASMOREX.


Assista ao vídeo e veja os depoimentos de alguns membros da Associação sobre a ação


O Projeto REDD+ RESEX Jacundá é o primeiro projeto REDD+ desenvolvido em uma unidade de conservação estadual, em Rondônia, e o único em funcionamento com validação e verificação nos padrões VCS e CCB da Verra com esse perfil. Além disso, o projeto é viabilizado por meio de uma parceria entre a Biofílica e a Associação dos Moradores da Reserva Extrativista Rio Preto-Jacundá (ASMOREX).

Desde o início dessa parceria, a ASMOREX pratica, em paralelo às atividades do Projeto REDD+, o manejo florestal de baixo impacto e demonstra como é possível promover o desenvolvimento da comunidade de forma responsável dentro da floresta, por meio de diferentes serviços ambientais.

O projeto tornou-se um modelo para outras comunidades ao demonstrar que a conservação florestal vai além das questões ambientais e fortalece também os pilares social e econômico, consolidando o tripé da sustentabilidade que orienta os projetos REDD+.

Quando os moradores encontram na floresta oportunidades para gerar renda e melhorar sua qualidade de vida, passam a reconhecer ainda mais o valor dos recursos naturais, fortalecendo a conservação e contribuindo para a redução do desmatamento.

A Biofílica agradece aos parceiros que contribuíram para a realização do curso: ASMOREX, Centro de Estudos Rioterra, UNIR (Fundação Universidade Federal de Rondônia) e Jardim Botânico de Nova York.



Conheça o Projeto REDD+ RESEX Jacundá e descubra como a conservação da floresta gera créditos de carbono e promove o desenvolvimento das comunidades tradicionais da Amazônia.


Conheça o Projeto REDD+ RESEX Jacundá

Projeto REDD+ RESEX Jacundá: comunidade recebe visita de pediatra.

Em trabalho inédito, a médica atendeu crianças de 0 a 5 anos. A necessidade foi identificada pelos líderes da Associação e prevista no planejamento anual do projeto, reforçando a preocupação com o bem-estar e a qualidade de vida da comunidade.

Projeto REDD+ RESEX Jacundá: comunidade recebe visita de pediatra

Foi tema de destaque na COP27, mas o financiamento de iniciativas voltadas às comunidades vulneráveis como estratégia para combater o desmatamento já faz parte da realidade do Projeto REDD+ RESEX Jacundá.

Um dos pilares que sustentam o sucesso desse projeto de conservação florestal é o investimento contínuo no bem-estar e na qualidade de vida da população da Reserva Extrativista (RESEX) Rio Preto-Jacundá, onde o acesso a serviços públicos básicos ainda é limitado.

Atuando na Reserva desde 2012, o projeto busca fortalecer a cultura extrativista e o associativismo, reduzindo o êxodo das famílias da floresta. Entre as iniciativas desenvolvidas está o Plano de Vida, que reúne ações voltadas ao desenvolvimento social, econômico e pessoal da comunidade.

A partir das demandas apresentadas pelos líderes da ASMOREX (Associação dos Moradores da Reserva Extrativista Rio Preto-Jacundá), foi identificada a necessidade de oferecer atendimento pediátrico às crianças da comunidade. A ação foi incorporada ao planejamento anual de 2022 e concretizada com a visita da Dra. Helena, responsável pelo atendimento de crianças de 0 a 5 anos.


“É um trabalho inédito aqui na RESEX. Colocamos em nosso planejamento anual, e hoje estamos contando com a presença da Dra. Helena atendendo as crianças da comunidade.”

José Pinheiro Borges, presidente da ASMOREX.

O atendimento marcou o início de um acompanhamento mais próximo do desenvolvimento infantil na comunidade. Durante as consultas, foram avaliados aspectos como crescimento, desenvolvimento e possíveis sinais precoces de enfermidades, permitindo que, quando necessário, as crianças sejam encaminhadas para centros especializados.

A iniciativa amplia o acesso à saúde preventiva e representa mais um investimento em qualidade de vida para as famílias da Reserva, fortalecendo o compromisso do Projeto REDD+ RESEX Jacundá com o desenvolvimento sustentável das comunidades tradicionais.


Assista ao vídeo e veja os depoimentos de alguns membros da Associação sobre a ação


Essa foi mais uma das iniciativas que demonstram como o Projeto REDD+ RESEX Jacundá transforma recursos provenientes do mercado de carbono em benefícios concretos para as comunidades tradicionais, conciliando desenvolvimento social, qualidade de vida e conservação das florestas.



Conheça o Projeto REDD+ RESEX Jacundá e descubra como sua empresa pode apoiar a conservação da Amazônia enquanto contribui para o desenvolvimento das comunidades tradicionais.


Conheça o Projeto REDD+ RESEX Jacundá

Projeto REDD+ RESEX Jacundá concluiu 2ª verificação de créditos de carbono

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O Projeto REDD+ RESEX Jacundá concluiu a verificação VCS e CCBS referente ao período 2015–2020 e gerou mais de 151 mil créditos de carbono premium com certificação Ouro para Comunidade e Biodiversidade.

Projeto REDD+ RESEX Jacundá

Para reduzir os impactos sociais e ambientais nos municípios de Machadinho d’Oeste e Cujubim, em Rondônia, o Projeto REDD+ RESEX Jacundá tem como foco o fortalecimento das comunidades locais, a conservação da floresta e o monitoramento contínuo da biodiversidade.

O trabalho desenvolvido junto à comunidade sempre foi um dos grandes diferenciais da iniciativa. Construído em parceria com a ASMOREX – Associação dos Moradores da Reserva Extrativista Rio Preto Jacundá, o projeto conquistou reconhecimento internacional por seus benefícios sociais e ambientais, recebendo o selo Climate, Community & Biodiversity Standards (CCBS).


Resultados gerados ao longo de 10 anos de atuação

Educação e capacitação comunitária

Ao longo de uma década de implementação, o projeto contribuiu para a geração de benefícios concretos para a comunidade da Reserva Extrativista Rio Preto Jacundá.

  • Incentivo à educação por meio da realização de cursos técnicos e profissionalizantes voltados à gestão financeira, administração e organização social;
  • Implantação de um centro educacional para jovens e adultos, ampliando o acesso à capacitação profissional, geração de renda e novas oportunidades de trabalho.

Infraestrutura comunitária

  • Melhoria da infraestrutura local por meio da construção e implementação do centro educacional, centro comunitário e ambulatório;
  • Ampliação do acesso à tecnologia e à informação através da aquisição de equipamentos de informática e da instalação de infraestrutura para acesso à internet.

Participação comunitária

Todas as atividades promovidas pelo projeto são abertas à participação dos moradores da Reserva, com atenção especial ao engajamento de mulheres e jovens, fortalecendo a inclusão social e a construção coletiva das decisões.


Certificação internacional e geração de créditos de carbono

O sucesso dessa parceria foi reconhecido durante a segunda verificação do projeto nos padrões Verified Carbon Standard (VCS) e Climate, Community & Biodiversity Standards (CCBS), conduzida pela Verra para o período de monitoramento entre 2015 e 2020.

Como resultado desse processo, o Projeto REDD+ RESEX Jacundá gerou mais de 151 mil créditos de carbono premium, certificados com o selo CCBS Gold Level para os critérios de Comunidade e Biodiversidade.

Essa certificação reconhece iniciativas que, além de contribuírem para a mitigação das mudanças climáticas, promovem impactos positivos mensuráveis para as comunidades locais e para a conservação da biodiversidade.

Os créditos de carbono gerados pelo projeto encontram-se disponíveis para comercialização e podem ser utilizados por empresas e organizações que desejam compensar suas emissões de gases de efeito estufa com segurança, rastreabilidade e benefícios socioambientais comprovados.


Certificações VCS e CCBS

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Conhecer para saber cuidar: a importância da Xiloteca do Grupo Jari

Conheça mais sobre uma das maiores xilotecas do mundo – a parte do Museu do Jari que reúne espécies arbóreas localizadas e catalogadas da região.

 

Você sabe qual a importância de registrar e catalogar espécies? 

Muito mais que saber a quantidade de espécies que pertencem àquele ecossistema, o conhecimento possibilita que sejam identificadas as necessidades daquela área, além de quais espécies estão em extinção para tentar salvá-las.

Pensando nisso, em 1968, Nilo Thomas da Silva criou a Xiloteca do Jari, parte do Museu Jari, com o objetivo de preservar e aumentar o conhecimento sobre o patrimônio da Floresta Amazônica. Desde o início, a iniciativa contou também com o apoio dos técnicos do Museu Paraense Emílio Goeldi e da Embrapa Amazônia Oriental (projeto Dendrogene).

Quando o Programa REDD+ Vale do Jari chegou na região, em 2014, o levantamento apontou a existência de 620 amostras de madeira, um herbário com 3.513 amostras botânicas e uma coleção de insetos com 2.322 amostras, o que faz a Xiloteca do Jari ser uma das maiores do mundo 

Desde então, o Grupo Jari vem prestando uma grande contribuição para o conhecimento científico da biodiversidade da região, gerando oportunidades de consolidação de trabalhos que reúnam todas as informações disponíveis sobre a biodiversidade e disponibilizá-los para a sociedade. 

 

Manutenção da Xiloteca

Um dos papéis do projeto é apoiar a manutenção da Xiloteca do Grupo Jari ao longo do tempo. Isso é feito estimulando e promovendo a conscientização da importância dessas coleções para preservação da floresta e suas espécies.  

Desde o início do projeto foram realizadas visitas de moradores locais, turistas, escolas da região, universidades e institutos de pesquisa, mostrando que a Xiloteca vem cumprindo seu objetivo inicial de preservar e aumentar o conhecimento sobre o patrimônio da Floresta Amazônica, tanto para fins científicos quanto para educação ambiental. 

Na prática, o trabalho também vem sendo contínuo, com o registro e contagem anual de novas amostras incluídas na coleção. O último monitoramento realizado mostrou que de 2014 a 2020 houve aumento do número de amostras, fruto do recebimento de um inventário de Itapeva, no interior de São Paulo, em 2018.

Não vamos parar por aqui. Em busca de mais ações que contribuam para a manutenção da Xiloteca, desde o final de 2021 a Fundação Jari vem caminhando com um acordo de parceria com o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amapá (IFAP), com o objetivo de aprimorar ainda mais o acervo. 

A parceria possibilitará também a realização de capacitações de instituições públicas e privadas, moradores das comunidades da região e de projetos de pesquisas de extensão junto ao Instituto.

Dentre as principais ações, teremos: 

– A reabertura do museu para visitação da sociedade em geral; 

– Digitalizar, criar, indexar o herbário, xiloteca e insetário Jari, com intuito de divulgar o museu para toda comunidade em geral, via online; 

– Envolver os alunos e comunidade em geral nas atividades de reconhecimento, identificação, coleta e depósito de material botânico no herbário Jari das espécies florestais da região. 

O apoio a Xiloteca é uma das ações do Programa REDD+ Vale do Jari, que tem como objetivo evitar o desmatamento e minimizar impactos socioambientais, promovendo benefícios para o clima, biodiversidade e comunidades da região do município de Almeirim. Em 30 anos, serão 61.550 hectares de desmatamento evitados.

 


 

Sua empresa pode contribuir para o desenvolvimento
socioeconômico e cultural da Amazônia enquanto neutraliza
emissões por meio dos créditos de carbono.