Compensação de Carbono em Grande Escala

Em entrevista, a Biofílica fala sobre Compensação de Carbono em Grande Escala, seus projetos e os benefícios para empresas que neutralizam as emissões de CO₂.

Compensação de carbono em grande escala - Biofílica

01 – Sobre a Biofílica e Compensação de Carbono em Grande Escala

Desde 2008, a Biofílica tem como missão contribuir para a construção de um sólido e confiável mercado de serviços ambientais no Brasil, por meio da geração e comercialização de créditos de carbono provenientes de Nature-Based Solutions (NBS), ou Soluções Baseadas na Natureza.

A empresa desenvolve projetos que promovem a redução e remoção de emissões de carbono por meio da conservação florestal e da restauração de áreas degradadas, valorizando florestas em pé, seus serviços ambientais e a proteção da biodiversidade.

Além disso, a Biofílica investe em pesquisa científica e no desenvolvimento socioeconômico das comunidades que vivem nessas áreas.

02 – Como é feita a geração de créditos de carbono?

Diferentes ações podem levar a uma redução ou remoção de carbono. A Biofílica implementa diferentes tipos de projetos, que geram créditos de carbono utilizando três principais abordagens:

  • REDD+: mecanismo que propõe um conjunto de ações de combate ao desmatamento por meio de atividades sociais, climáticas e de biodiversidade, resultando na
    Redução de Emissões provenientes de Desmatamento e Degradação Florestal, somada ao manejo sustentável, à conservação e ao aumento dos estoques de carbono florestal.
  • AR (Afforestation / Reforestation): abordagem baseada no armazenamento de carbono na biomassa por meio do plantio de novas árvores em áreas onde não havia floresta (afforestation) e em áreas onde houve desmatamento (reforestation), recuperando ou criando uma nova floresta.
  • ALM (Agricultural Land Management): abordagem na qual projetos de intensificação sustentável na pecuária de corte e em áreas agrícolas levam à redução de emissões de carbono.

Além disso, a equipe técnica da Biofílica está desenvolvendo projetos relacionados ao Blue Carbon, abordagem que gera créditos de carbono por meio da conservação e restauração de ecossistemas costeiros, como mangues, marismas, apicuns e seagrass — pradarias marinhas.

É importante destacar que todos os projetos da Biofílica são auditados e certificados por padrões internacionais de mercado. São utilizados os padrões VCS (Verified Carbon Standard) e CCB (Climate, Community & Biodiversity Standard) da Verra, um dos padrões de certificação mais utilizados no mercado voluntário de carbono global.

Atualmente, a Biofílica possui projetos em desenvolvimento e operação voltados à geração de créditos de carbono de alta integridade.

03 – A neutralização de emissões pela compra de créditos de carbono é uma solução internacionalmente reconhecida para empresas, pessoas e governos. Como a Biofílica oferece essa solução em grande escala?

Utilizando a abordagem REDD+, a Biofílica prospecta áreas da Amazônia que estão sob pressão por desmatamento e investe em atividades com foco na gestão e conservação de florestas, utilizando metodologias internacionalmente reconhecidas.

Uma vez estruturados, os projetos passam por processos de validação e verificação realizados por auditorias independentes, garantindo a confiabilidade das reduções de emissões e a geração dos créditos de carbono.

A Biofílica atua na comercialização dos créditos no Brasil e no exterior, desenvolvendo soluções para empresas que desejam neutralizar suas emissões.

Além disso, desenvolve parcerias nos setores público e privado para expandir projetos de carbono para diferentes biomas, utilizando as abordagens AR (Afforestation/Reforestation), ALM (Agricultural Land Management) e Blue Carbon.

A Biofílica oferece essa solução em escala por atuar há mais de uma década no desenvolvimento de projetos ambientais e possuir um portfólio robusto de soluções climáticas, incluindo projetos de conservação florestal e geração de créditos de carbono.


04 – Quais são os benefícios das empresas em neutralizar suas emissões de carbono?

A prática de neutralizar emissões por meio da compra de créditos de carbono é internacionalmente reconhecida e traz diversos benefícios para as empresas, como o reconhecimento e a gestão dos impactos ambientais relacionados às suas operações, o fortalecimento das estratégias de Meio Ambiente, Social e Governança (ESG), diferenciação da marca no mercado, engajamento de funcionários e clientes, além da atração de investidores.

Além disso, as empresas que neutralizam suas emissões com projetos da Biofílica contribuem diretamente para o enfrentamento das mudanças climáticas, a conservação da biodiversidade e o desenvolvimento socioeconômico sustentável das comunidades envolvidas, contribuindo também para diferentes Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

05 – Qual o processo para uma empresa neutralizar suas emissões de carbono?

Para uma organização neutralizar suas emissões, três etapas principais devem ser trabalhadas: mensuração das emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE), definição de uma estratégia de redução dessas emissões e, por fim, a neutralização das emissões remanescentes.

De forma mais detalhada:

1º passo – Calcular emissões

O cálculo das emissões é realizado por meio de um Inventário de Emissões de GEE, uma ferramenta utilizada para quantificar as emissões e avaliar a pegada de carbono das operações de uma empresa. Normalmente, o inventário é realizado anualmente, considerando as emissões do período anterior.

2º passo – Reduzir o que puder

Com os dados do inventário em mãos, é possível identificar os principais focos de emissão e definir estratégias de redução. Entre as iniciativas mais utilizadas estão a diminuição do uso de combustíveis fósseis, substituição por fontes renováveis, aumento da eficiência energética nos processos e modernização de equipamentos.

3º passo – Neutralizar as emissões remanescentes

A redução das emissões faz parte da jornada climática das empresas. Para as emissões que ainda não podem ser eliminadas, a compra de créditos de carbono de alta integridade permite compensar essas emissões e avançar rumo a uma operação carbono neutro.

06 – Como são precificados os créditos de carbono?

Diversos fatores influenciam o preço dos créditos de carbono. Entre os principais aspectos estão:

Fator 1) Localização do projeto

A Floresta Amazônica Brasileira, por exemplo, é a maior floresta tropical do mundo e um dos principais reservatórios de carbono do planeta. Sua importância para o equilíbrio climático e para a biodiversidade contribui para a valorização dos créditos provenientes de projetos desenvolvidos nessa região.

O mesmo princípio se aplica a outros biomas e florestas tropicais, que possuem papel estratégico na conservação ambiental e no armazenamento de carbono.

Fator 2) Tipo de projeto

Os benefícios associados aos projetos também influenciam a precificação dos créditos de carbono.

Projetos que promovem ações sociais com comunidades locais, conservação da biodiversidade e geração de impactos positivos adicionais possuem maior complexidade de implementação e demandam investimentos específicos, fatores que podem refletir no valor dos créditos.

Esses benefícios são encontrados com frequência em projetos florestais, especialmente aqueles baseados em Soluções Baseadas na Natureza (SbN).

Fator 3) Idade do crédito de carbono – a chamada “safra” dos créditos

A safra representa o ano em que ocorreram as atividades responsáveis pela redução ou remoção das emissões de carbono.

O mercado comprador costuma avaliar a atualidade dos créditos e a continuidade da operação dos projetos, valorizando créditos provenientes de períodos mais recentes. Entretanto, créditos de safras anteriores permanecem válidos e podem continuar sendo utilizados para neutralização de emissões.

Fator 4) Faixa de volume

O volume adquirido também influencia a precificação. Compras de grandes volumes podem apresentar condições diferenciadas, dependendo da estratégia comercial e das características de cada projeto.


07 – Como esse tipo de projeto pode garantir transparência na sua implementação a fim de evitar “greenwashing”?

Os projetos de carbono da Biofílica são certificados e utilizam rigorosas ferramentas de Monitoramento, Reporte e Verificação (MRV), que asseguram a qualidade, rastreabilidade e transparência dos processos de gestão estabelecidos pelos projetos, sempre seguindo normas e padrões internacionais de certificação.

Além disso, os desenvolvedores de projetos devem disponibilizar informações técnicas e relatórios de atividades, permitindo que compradores acompanhem a implementação das iniciativas nas quais adquiriram créditos de carbono.

08 – Como os projetos garantem a permanência das reduções de emissões verificadas e evitam reversões?

Os padrões internacionais de certificação exigem que projetos de carbono realizem análises de risco relacionadas à permanência das reduções de emissões.

Essa análise e o risco quantificado são avaliados por auditorias independentes. O risco estimado é considerado no cálculo final das reduções e remoções de emissões geradas, definindo a quantidade de créditos de carbono disponibilizados para comercialização.

Além disso, os projetos da Biofílica possuem ciclos de longo prazo, permitindo a implementação de ações contínuas de conservação florestal, monitoramento territorial e gestão sustentável das áreas envolvidas.



Compense as emissões da sua empresa com Créditos de Carbono da Biofílica.


Sobre a Biofílica

Fundada em 2008, a Biofílica desenvolve Soluções Baseadas na Natureza para apoiar empresas em suas jornadas de descarbonização. A empresa atua com projetos de carbono, restauração florestal, inventários de emissões de gases de efeito estufa e estratégias de redução e compensação, integrando ciência, tecnologia, inteligência territorial e sistemas próprios para gerar impacto positivo para o clima, a biodiversidade e a sociedade.

Dia Mundial das Zonas Úmidas 2022: conservação e Blue Carbon

Dia Mundial das Zonas Úmidas reforça relevância de ecossistemas como manguezais, áreas alagadas do rio Amazonas e pantanal para a manutenção da vida e regulação climática.

Dia Mundial das Zonas Úmidas - Blue Carbon Biofílica

Hoje se comemora o Dia Mundial das Zonas Úmidas (World Wetlands Day), marco da assinatura da Convenção de Ramsar sobre Zonas Úmidas (1971). No dia 02 de fevereiro, é importante se conscientizar sobre o valor destas áreas para a manutenção da vida em todo o planeta, além de promover a sua conservação e uso sustentável.

Algo já importante de se entender sobre as zonas úmidas é que elas são diversas, abrangendo vários ecossistemas. Áreas costeiras, como os manguezais, passando pelas continentais, como o pantanal (a maior área úmida continental do planeta) e áreas alagadas do rio Amazonas, até as áreas criadas artificialmente, como as barragens e plantações de arroz são todas zonas úmidas.

Mas a sua importância vai muito além de sua extensão. As zonas úmidas são lar de diversas espécies ameaçadas de extinção, proveem matéria prima (como o tanino dos mangues utilizado largamente como tintura) e auxiliam a regulação climática. São exatamente nessas áreas que encontramos os maiores potenciais de estoque de carbono do mundo quando comparadas a áreas equivalentes. Sua vegetação e solo estocam grandes quantidades de carbono e inclusive protegem contra outros fatores climáticos, como fortes tempestades.

Além do seu papel na proteção ambiental, as zonas úmidas são áreas de alto valor social. Elas estão intimamente ligadas ao modo de vida de vários povos tradicionais. E, quem já passou algum tempo nessas áreas, sabe o que significa passar momentos integrados à natureza e apreciando a vida presente.

Buscando ressaltar essa importância, o tema do World Wetlands Day 2022 evidencia que agir pelas zonas úmidas é agir pela humanidade e pela natureza. Ou seja, proteger e restaurar as zonas úmidas são ações fundamentais para regulação climática e, consequentemente, para a manutenção da vida.


Como posso ajudar a conservar e restaurar esses ecossistemas tão importantes?

Para a Biofílica, a importância desses ecossistemas sempre foi clara, e por isso o último ano foi um marco para os estudos sobre o Blue Carbon, abordagem que gera créditos de carbono por meio da conservação e restauração dos ecossistemas como mangues, marismas, apicuns e seagrass — pradarias marinhas.

Após muita dedicação da equipe, estamos estruturando os primeiros projetos de conservação e restauração dos ecossistemas costeiros e marinhos, ou Blue Carbon, da Biofílica. Em breve iniciaremos esse novo modelo como opção para neutralizar emissões de carbono.

Ou seja, você vai poder ir além da conscientização e começar a agir diretamente na conservação e restauração das áreas úmidas.


Sobre a Biofílica

Fundada em 2008, a Biofílica desenvolve Soluções Baseadas na Natureza para apoiar empresas em suas jornadas de descarbonização. A empresa atua com projetos de carbono, restauração florestal, inventários de emissões de gases de efeito estufa e estratégias de redução e compensação, integrando ciência, tecnologia, inteligência territorial e sistemas próprios para gerar impacto positivo para o clima, a biodiversidade e a sociedade.

Projeto REDD+ RESEX Jacundá promove atendimento pediátrico para crianças da Reserva

Ação desenvolvida pelo CES Rioterra leva atendimento pediátrico para crianças de 0 a 12 anos que vivem na RESEX Rio Preto-Jacundá

Mais uma iniciativa viabilizada pelo Projeto REDD+ RESEX Jacundá, desenvolvido pela Biofílica em parceria com a Associação dos Moradores da Reserva Extrativista Rio Preto Jacundá (ASMOREX) e o CES Rioterra, promoveu melhorias na qualidade de vida das famílias da Reserva por meio da ampliação do acesso à saúde infantil.

Localizada nos municípios de Machadinho D’Oeste e Cujubim, em Rondônia, a Reserva Extrativista Rio Preto-Jacundá ocupa uma área de aproximadamente 95 mil hectares. Implementado em 2012, o projeto tem como objetivo conservar a biodiversidade, evitar emissões de gases de efeito estufa e contribuir para o desenvolvimento sustentável das comunidades locais.

A necessidade de ampliar o acesso aos serviços de saúde para as crianças da Reserva foi identificada pelas lideranças comunitárias e incorporada ao Plano de Ação de 2021. Entre as prioridades definidas estava a realização de atendimentos pediátricos periódicos para crianças de 0 a 12 anos, promovendo o acompanhamento do crescimento, o diagnóstico precoce e a prevenção de doenças.

Atendimento pediátrico na RESEX Rio Preto Jacundá


A importância do acesso à saúde em comunidades tradicionais

O acesso a serviços de saúde ainda representa um desafio para muitas comunidades tradicionais e populações rurais. As grandes distâncias entre as comunidades e os centros urbanos, somadas à escassez de profissionais de saúde em áreas remotas, dificultam o acompanhamento médico regular.

Essa realidade contribui para diversos problemas relacionados à primeira infância, incluindo maiores índices de mortalidade infantil e incidência de doenças evitáveis. Além disso, desigualdades sociais e econômicas exercem influência direta sobre as condições de saúde e bem-estar dessas populações.

Segundo dados do IBGE, as taxas de mortalidade infantil e na primeira infância apresentam índices mais elevados em áreas rurais quando comparadas às áreas urbanas, especialmente na Região Norte, onde as distâncias e as dificuldades de acesso aos serviços públicos são mais significativas.

“Essa ação é muito importante, pois está proporcionando melhoria à saúde das crianças.”

Denise Viana, presidente da ASMOREX

Segundo Denise Viana, antes da implementação da iniciativa as crianças da Reserva não tinham acesso regular ao acompanhamento pediátrico e procuravam atendimento médico apenas quando apresentavam problemas de saúde, geralmente por meio de consultas com clínicos gerais nos municípios da região.


Infraestrutura construída com recursos do projeto

Como parte dos investimentos realizados pelo Projeto REDD+ RESEX Jacundá, foi construído um ambulatório médico dentro da Unidade de Conservação para melhorar as condições de atendimento à comunidade.

Localizado no Complexo Comunitário da comunidade Jatuarana, o espaço conta com sala de atendimento e instalações sanitárias adequadas, atendendo as famílias da Reserva desde sua inauguração, em maio de 2020.

A infraestrutura foi financiada com recursos provenientes da comercialização dos créditos de carbono gerados pelo projeto, demonstrando como os benefícios do mercado de carbono podem ser revertidos diretamente para melhorias sociais nas comunidades envolvidas.


Atendimento pediátrico e prevenção de doenças

Os atendimentos pediátricos passaram a ser realizados na estrutura do ambulatório comunitário. A primeira etapa ocorreu em maio de 2021, quando 20 crianças entre 0 e 5 anos receberam acompanhamento médico especializado.

Posteriormente, nos dias 27 e 28 de setembro do mesmo ano, foi realizada uma nova rodada de consultas conduzida pela pediatra Helena Cristina dos Santos, beneficiando cerca de 30 crianças de 0 a 12 anos.

Durante os atendimentos, foram identificadas situações relacionadas a problemas de pele, alimentação inadequada, higiene bucal e alguns casos que passaram a ser acompanhados para investigação de possíveis cardiopatias.

De acordo com a médica responsável, ações de conscientização sobre hábitos saudáveis, higiene doméstica, tratamento da água para consumo e incentivo à produção de hortas familiares são fundamentais para melhorar a qualidade de vida e prevenir doenças nas comunidades.


Saúde, conservação e desenvolvimento sustentável

A iniciativa demonstra como projetos de conservação florestal podem gerar benefícios que vão além da proteção da biodiversidade e da mitigação das mudanças climáticas.

Ao investir em infraestrutura, educação, saúde e fortalecimento comunitário, o Projeto REDD+ RESEX Jacundá contribui diretamente para a melhoria da qualidade de vida dos moradores da Reserva, fortalecendo o desenvolvimento sustentável e a permanência das famílias em seus territórios.


Sobre a Biofílica

Fundada em 2008, a Biofílica tem a missão de desenvolver soluções que conciliem conservação florestal, geração de créditos de carbono e desenvolvimento sustentável. A empresa é referência no mercado brasileiro de ativos ambientais e atua na estruturação de projetos de conservação e restauração florestal que geram benefícios para o clima, a biodiversidade e as comunidades locais.

Presidente do BNDES visita o Projeto REDD+ RESEX Jacundá desenvolvido pela Biofílica em Rondônia

O Projeto REDD+ RESEX Jacundá já verificou e comercializou mais de 1,2 milhão de créditos de carbono, consolidando-se como um dos principais exemplos de conservação florestal aliada ao desenvolvimento comunitário na Amazônia.

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Gustavo Montezano, e um grupo de diretores da instituição estiveram em Rondônia para conhecer o potencial do setor florestal e da bioeconomia na região. Durante a agenda, visitaram o Projeto REDD+ RESEX Jacundá, desenvolvido pela Biofílica em parceria com a Associação dos Moradores da Reserva Extrativista Rio Preto-Jacundá (ASMOREX), além de outras iniciativas apoiadas na área.

Visita ao Projeto REDD+ RESEX Jacundá

A visita começou na Reserva Extrativista Rio Preto-Jacundá, onde a comitiva conheceu áreas de recuperação florestal em regiões anteriormente desmatadas, resultado de iniciativas conduzidas pelo Centro de Estudos Rioterra com apoio do Projeto REDD+.

Durante o encontro, os moradores compartilharam a trajetória de construção do projeto desde seu início, em 2012, destacando como funciona o processo transparente e equitativo de distribuição dos benefícios gerados para a comunidade.

A programação também incluiu discussões com a equipe do Centro de Estudos Rioterra sobre a relação entre bioeconomia, restauração florestal, conservação da biodiversidade e os serviços ecossistêmicos proporcionados pela manutenção das florestas, incluindo a captura e o armazenamento de carbono.


Presidente do BNDES visita o Projeto REDD+ RESEX Jacundá

Presidente do BNDES visita Rondônia para conhecer o Projeto REDD+ RESEX Jacundá desenvolvido pela Biofílica.


Conheça mais sobre o Projeto REDD+ Jacundá

A Reserva Extrativista Rio Preto-Jacundá é uma Unidade de Conservação criada na década de 1990 para populações tradicionais de origem seringueira. O Projeto REDD+ RESEX Jacundá investe na melhoria da qualidade de vida das comunidades por meio de iniciativas de bioeconomia, monitoramento da cobertura florestal e conservação da biodiversidade, contribuindo para a redução dos impactos sociais e ambientais na região.

Localizada em uma área sob intensa pressão de desmatamento e exploração predatória dos recursos naturais, a RESEX enfrenta desafios relacionados à oferta de serviços públicos básicos. Nesse contexto, a comercialização de serviços ambientais tornou-se uma alternativa para promover o desenvolvimento sustentável da comunidade e fortalecer a conservação do território.

Iniciado em outubro de 2012, o projeto realiza o monitoramento de aproximadamente 95.300 hectares, contribuindo para a conservação de 273 espécies de flora e 195 espécies de fauna. Desde sua implantação, já verificou e comercializou mais de 1,2 milhão de créditos de carbono, alcançando uma redução média superior a 414 mil toneladas de CO₂e por ano.

O projeto possui reconhecimento CCBS Gold Level para Comunidade e Biodiversidade e é desenvolvido em parceria com a ASMOREX, o Governo do Estado de Rondônia e o Centro de Estudos Rioterra.


Sobre a Biofílica

Fundada em 2008, a Biofílica desenvolve Soluções Baseadas na Natureza para apoiar empresas em suas jornadas de descarbonização. A empresa atua com projetos de carbono, restauração florestal, inventários de emissões de gases de efeito estufa e estratégias de redução e compensação, integrando ciência, tecnologia, inteligência territorial e sistemas próprios para gerar impacto positivo para o clima, a biodiversidade e a sociedade.

Projeto REDD+ Jacundá: ASMOREX sob nova direção, Denise Viana Borges é a nova presidente da associação.

Nova liderança feminina reflete aumento no envolvimento dos jovens da comunidade na Associação dos Moradores da Reserva Extrativista Rio Preto-Jacundá (ASMOREX), além de representar avanço na busca pela igualdade de gênero.

Nova diretoria ASMOREX

Em janeiro, a Associação dos Moradores da Reserva Extrativista Rio Preto-Jacundá (ASMOREX) se reuniu para uma importante assembleia. Nela, foram aprovadas a prestação de contas do ano de 2020, o plano de trabalho — que define o destino dos investimentos daqui para frente — e a nova gestão da associação.

Como todas as decisões das 30 famílias que vivem na região e fazem parte da ASMOREX devem ser tomadas coletivamente, a eleição da diretoria foi unânime. O resultado reforça a fase de pleno engajamento, harmonia e união vivenciada pela comunidade.

A gestão, antes liderada por José Pinheiro, foi passada para Denise Viana Borges, de 25 anos, representante da nova geração de moradores membros da associação, que já participava das atividades como coordenadora do curso de informática.


Além de Denise, a presidente, confira quem compõe a direção da nova gestão:

  • Roseni Matos Dias – Vice-presidente
  • Maria Rosalina de Oliveira Carril Borges – Tesoureira
  • Jorgelino Mota Evangelista – Secretário
  • Renato Bona Marques – Presidente do Conselho Fiscal
  • Mário Sérgio Pinheiro Borges – Suplente do Conselho Fiscal
  • Lucirley Alves de Oliveira – Suplente do Conselho Fiscal

Quando o Projeto REDD+ Jacundá foi iniciado como um investimento na melhoria da qualidade de vida dessas comunidades, em meados de 2012, Denise era uma adolescente que acompanhava seus pais engajados e esperançosos com as mudanças que o projeto poderia proporcionar.

Hoje, ela traz para a liderança o olhar de quem cresceu nesse cenário e deseja contribuir para novas conquistas da comunidade.

“Apesar de ser uma grande responsabilidade em minhas mãos e dos que estão ao meu lado na gestão, me sinto privilegiada não apenas por ser a mais jovem presidente, mas também pelo fato de ser mulher em um cargo de liderança de nossa associação, pois nossa sociedade ainda é bastante machista.

Graças a Deus temos tido oportunidade de mostrar nosso trabalho e, com fé em Deus, vamos poder juntamente com nossos parceiros comemorar grandes vitórias e trazer muito mais benefícios para nossa comunidade e organização.”

Denise Viana Borges

Denise Viana Borges
Presidente
ASMOREX


Desde o início da atuação do projeto, um dos compromissos assumidos foi envolver, capacitar, dar oportunidade e voz aos jovens e às mulheres da ASMOREX. Além de representar um importante avanço na busca pela igualdade de gênero, um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, a nova liderança também reflete esse crescente engajamento da comunidade, motivo de grande orgulho para todos os envolvidos.

Objetivos de Desenvolvimento Sustentável


ASMOREX

A Associação dos Moradores da Reserva Extrativista Rio Preto-Jacundá (ASMOREX) é composta por 30 famílias que vivem na região e exerce papel protagonista na tomada de decisões e na definição das ações voltadas à melhoria da qualidade de vida da comunidade.

Essas iniciativas são viabilizadas por meio de investimentos socioambientais provenientes da comercialização de créditos de carbono REDD+ junto a clientes brasileiros e internacionais desde 2012.

Comunidade da RESEX Rio Preto-Jacundá


Projeto REDD+ Jacundá

A Reserva Extrativista Rio Preto-Jacundá é uma Unidade de Conservação criada na década de 1990 para populações tradicionais de origem seringueira.

O Projeto REDD+ Jacundá tem como foco investir na melhoria da qualidade de vida das comunidades, além de promover o monitoramento da cobertura florestal e da biodiversidade, contribuindo para a redução dos impactos sociais e ambientais na região.

Projeto REDD+ Jacundá



Quer saber mais sobre o Projeto REDD+ Rio Preto-Jacundá, que além de promover a redução do desmatamento e a mitigação de impactos ambientais, contribui para o desenvolvimento sustentável da comunidade da Reserva Extrativista?


Conheça o Projeto REDD+ RESEX Jacundá

ASMOREX tem papel fundamental para que comunidade supere a pandemia

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ASMOREX estabelece medidas para evitar o contágio e controlar a crise causada pela pandemia. Conscientização e informação são os principais recursos para que a comunidade seja parte da solução.

Comissão ASMOREX

Diante da crise causada pela pandemia de COVID-19 e em resposta ao aumento de casos na região de Machadinho D’Oeste (Rondônia), a diretoria da ASMOREX (Associação dos Moradores da RESEX Rio Preto-Jacundá), proponente do Projeto REDD+ de mesmo nome, estabeleceu medidas para evitar o contágio da comunidade extrativista.

Para proteger a população local, a primeira e mais importante providência foi orientar os moradores a não receberem visitas externas em qualquer circunstância que não envolvesse serviços essenciais. Além disso, seguindo as recomendações de distanciamento social, o transporte comunitário para a cidade foi suspenso, permanecendo restrito apenas ao deslocamento para abastecimento de alimentos, suprimentos e situações de emergência em saúde.

Mesmo diante do cenário enfrentado em Rondônia naquele período, nenhum dos moradores da Reserva havia apresentado sintomas ou suspeita de contaminação pelo vírus, e as atividades extrativistas continuavam sem impactos diretos. Esse resultado refletia o trabalho preventivo desenvolvido pela associação. Ainda assim, o aumento constante de casos no município seguia gerando preocupação entre as lideranças locais.


José Pinheiro Borges

“Temos uma preocupação porque o número é muito crescente aqui no município e isso pode resultar em um lockdown.”

José Pinheiro Borges, Presidente da ASMOREX


Comunidades engajadas como parte da solução

Diante desse cenário, a conscientização da população tornou-se o principal recurso para evitar medidas mais restritivas e minimizar impactos adicionais sobre a economia local.

Em regiões isoladas, especialmente durante períodos de crise sanitária, o engajamento das comunidades é fundamental para que elas se tornem parte ativa da solução. Nesse contexto, os projetos REDD+ desempenham um papel importante ao apoiar as populações locais e fortalecer sua capacidade de resposta diante de desafios socioambientais.

O apoio de organizações comunitárias, como a ASMOREX, é essencial para garantir que informações confiáveis cheguem aos moradores e que ações preventivas sejam implementadas de forma coordenada, contribuindo para a proteção das famílias e para a manutenção da qualidade de vida na Reserva.



Quer saber mais sobre o Projeto REDD+ Rio Preto-Jacundá, que além de promover o monitoramento florestal e da biodiversidade, contribui para o desenvolvimento sustentável das comunidades da Reserva Extrativista?


Conheça o Projeto REDD+ Rio Preto-Jacundá

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Afinal, o que é REDD+?

Um guia para entender o que é REDD+ e como esse investimento agrega valor ao seu negócio enquanto contribui para a conservação das florestas.

O aumento do desmatamento e da degradação das florestas nas últimas décadas é motivo de preocupação, considerando que essas atividades representam uma parcela significativa das emissões de gases de efeito estufa (GEE) no Brasil e no mundo.

Diante da necessidade de reduzir essas emissões e mitigar os efeitos das mudanças climáticas, foi criado, a partir de um esforço internacional de pesquisadores e com apoio das Nações Unidas, o mecanismo REDD+.

O que é REDD+


A importância das florestas

O desmatamento, a degradação florestal e as mudanças no uso do solo, incluindo atividades como a agropecuária, contribuem com aproximadamente 23% das emissões antropogênicas acumuladas de Gases de Efeito Estufa (GEE) no mundo desde 19611.

No Brasil, essas atividades representaram cerca de 69% das emissões nacionais em 20182.

Nesse contexto, a conservação das florestas contribui não apenas para a redução das emissões de gases de efeito estufa, mas também para a proteção de bacias hidrográficas, a estabilidade do regime de chuvas e a manutenção da biodiversidade.

Além disso, as florestas geram benefícios sociais e econômicos para comunidades que dependem de seus recursos, criando oportunidades para geração de emprego e renda por meio do uso sustentável da biodiversidade.

Dados sobre REDD+

Fontes:


E o que é REDD+?

REDD+ é um mecanismo que tem como objetivo evitar as emissões de gases de efeito estufa associadas ao desmatamento e à degradação das florestas, permitindo a remuneração de iniciativas que mantêm as florestas em pé.

Ao evitar que áreas florestais sob ameaça sejam convertidas para outros usos da terra, é possível gerar créditos de carbono que, quando comercializados, tornam a conservação florestal economicamente mais atrativa.

Esse mecanismo fecha seu ciclo quando os recursos provenientes dos créditos de carbono são direcionados para a manutenção da floresta, ações de conservação e o desenvolvimento sustentável dos territórios.

Definição REDD+

Funcionamento do mecanismo REDD+


Na prática, como isso funciona?

Inicialmente, são realizados estudos para avaliar a viabilidade de implantação de um projeto REDD+ em determinada área.

Nesse processo são analisados fatores como:

  • Área de floresta conservada;
  • Risco de desmatamento considerando o contexto regional;
  • Principais vetores de pressão sobre a floresta;
  • Estratégias necessárias para conservação da área.

A partir dessa análise, são definidas estratégias fundamentadas em:

  • Incentivos financeiros para reduzir o desmatamento, especialmente em áreas sob pressão de conversão do uso do solo;
  • Redução da degradação florestal em áreas que perderam parte de sua qualidade ecológica;
  • Promoção do desenvolvimento sustentável, gerando benefícios ambientais, sociais e econômicos.

Após o monitoramento e a avaliação da efetividade das estratégias implementadas, são calculadas as emissões de CO₂ evitadas e, posteriormente, são gerados os créditos de carbono.

Créditos de carbono REDD+


Os projetos REDD+ são confiáveis?

Projetos REDD+ seguem metodologias e diretrizes desenvolvidas por organizações independentes de certificação, responsáveis por estabelecer critérios para implementação, monitoramento e verificação das iniciativas.

Esses padrões garantem maior rigor técnico, transparência e acompanhamento dos benefícios ambientais e sociais associados aos projetos, incluindo o envolvimento de comunidades locais e demais partes interessadas.

Uma das principais referências do mercado voluntário de carbono é a Verra, organização internacional responsável por padrões reconhecidos globalmente, como o Verified Carbon Standard (VCS) e o Climate, Community & Biodiversity Standards (CCB).

A Verra é reconhecida por sua atuação no desenvolvimento de metodologias e certificação de projetos voltados à redução de emissões de gases de efeito estufa (GEE), além da geração de benefícios sociais, ambientais e econômicos.

Antes de investir em um projeto REDD+, é fundamental verificar se a iniciativa possui certificação independente e segue padrões reconhecidos internacionalmente.


Projeto REDD+ Rio Preto-Jacundá ganha espaço no site da Verra


REDD+ está dando resultado?

Sim. Projetos REDD+ têm demonstrado resultados positivos na redução do desmatamento e na conservação de áreas florestais.

Nas áreas onde atuavam os projetos REDD+ da Biofílica, a taxa de desmatamento foi reduzida em 75% entre 2015 e 2018, enquanto a taxa de desmatamento na Amazônia brasileira cresceu 7% no mesmo período.

Até o final de 2019, os projetos contribuíram para a conservação de aproximadamente 1,2 milhão de hectares de florestas, áreas que abrigavam pelo menos 340 espécies de flora, 1.200 espécies de animais e impactavam cerca de 1.500 pessoas.

Esses resultados demonstram como projetos REDD+ podem combinar impacto climático, conservação da biodiversidade e desenvolvimento sustentável dos territórios.


A importância da gestão e conservação de florestas refletida em nosso crescimento


Quem pode investir em projetos REDD+?

Atualmente, empresas, instituições e organizações que buscam compensar suas emissões de gases de efeito estufa (GEE) e contribuir para a conservação das florestas podem investir em projetos REDD+ por meio da aquisição de créditos de carbono.

Além do mercado voluntário, iniciativas de conservação florestal também podem receber investimentos de governos e programas internacionais voltados à proteção ambiental e ao enfrentamento das mudanças climáticas.


Por que líderes com visão de futuro estão investindo em projetos REDD+?

Em um cenário empresarial cada vez mais competitivo, organizações de diferentes setores enfrentam o desafio de se diferenciar no mercado e, ao mesmo tempo, assumir responsabilidade pelos impactos ambientais associados às suas atividades.


Investir em projetos REDD+ por meio da aquisição de créditos de carbono é uma estratégia que conecta descarbonização, conservação ambiental e geração de valor para empresas.

Entre os principais benefícios estão:

  • Reconhecimento e gestão dos impactos ambientais associados às operações;
  • Engajamento de colaboradores, clientes e demais stakeholders;
  • Fortalecimento dos indicadores ambientais, sociais e de governança (ESG);
  • Diferenciação competitiva no mercado;
  • Fortalecimento da reputação e da imagem da marca;
  • Atração de investidores e parceiros estratégicos.


Comece agora a fazer a diferença para o planeta e para sua empresa.

Descubra como projetos REDD+ podem apoiar sua estratégia de descarbonização e contribuir para a conservação das florestas.


Quero investir em projetos REDD+


Sobre a Biofílica

Fundada em 2008, a Biofílica desenvolve Soluções Baseadas na Natureza para apoiar empresas em suas jornadas de descarbonização. A empresa atua com projetos de carbono, restauração florestal, inventários de emissões de gases de efeito estufa e estratégias de redução e compensação, integrando ciência, tecnologia, inteligência territorial e sistemas próprios para gerar impacto positivo para o clima, a biodiversidade e a sociedade.

Inclusão digital:
projeto ensina informática à comunidade da RESEX

Projeto da ASMOREX, em parceria com a Biofílica e o Centro de Estudos Rioterra, busca ampliar a capacitação profissional dos moradores da Reserva Extrativista Rio Preto-Jacundá.

Curso de informática na RESEX Rio Preto-Jacundá

Moradores da Reserva Extrativista Rio Preto-Jacundá (RESEX), onde a Biofílica desenvolve um dos seus projetos REDD+ em parceria com o Centro de Estudos Rioterra e a Associação dos Moradores da RESEX (ASMOREX), passaram a contar com aulas gratuitas de informática realizadas no telecentro do complexo comunitário.

O curso foi criado para atender pessoas a partir de 8 anos de idade que já saibam ler e escrever. A iniciativa surgiu da percepção da associação sobre a importância de oferecer qualificação profissional aos moradores, ampliando as oportunidades para atuação em funções administrativas, tanto na cidade quanto na própria comunidade.


“Nós precisamos de pessoas qualificadas. Há anos as pessoas da gestão da ASMOREX têm sido as mesmas por falta de qualificação. Muitos não sabem mexer no computador ou usar o teclado para fazer um documento.”

Denise Vieira Borges, coordenadora do curso e das atividades.

Curso de informática promovido pela ASMOREX

Com aulas semanais de quatro horas, os participantes têm acesso a vídeos interativos e conteúdos que vão desde os fundamentos da informática até softwares mais avançados voltados ao desenvolvimento web e criação digital, organizados em módulos básico e avançado.

“O curso vai acrescentar muito no currículo dessas pessoas. Independentemente se for aqui ou na cidade, o básico é ter um curso de informática.”

“Agora eles não precisam se deslocar para a cidade ou pagar para fazer o curso. Fazem aqui mesmo, recebem o certificado e podem exercer suas funções de acordo com os conhecimentos adquiridos.”

Denise Vieira Borges.


Complexo comunitário amplia oportunidades

Inaugurado em abril de 2019, o Complexo Comunitário da ASMOREX reúne oito residências, escritório comunitário com sala de informática, refeitório, auditório e um barracão destinado ao armazenamento de máquinas e equipamentos utilizados pelos extrativistas da Reserva.

A nova estrutura ampliou significativamente o acesso da comunidade à internet e à energia elétrica, criando melhores condições para atividades educacionais, administrativas e de geração de renda. O telecentro tornou-se um espaço estratégico para promover inclusão digital e fortalecer a autonomia dos moradores.



Conheça o Projeto REDD+ RESEX Jacundá e veja como investimentos em educação e infraestrutura fortalecem as comunidades tradicionais e contribuem para a conservação da Amazônia.


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Projetos REDD+ no Brasil

Diretrizes garantem maior segurança para os compradores de créditos florestais

Diretrizes para projetos REDD+ e créditos de carbono florestal

Recentes decisões do governo brasileiro oferecem mais garantias às empresas que optam por neutralizar emissões por meio de projetos de carbono privados de conservação florestal na Amazônia.

Entre as medidas, em 28 de novembro de 2019 foi publicado o Decreto nº 10.144, que instituiu novas diretrizes para a Comissão Nacional para Redução das Emissões de Gases de Efeito Estufa Provenientes do Desmatamento e da Degradação Florestal, Conservação dos Estoques de Carbono Florestal, Manejo Sustentável de Florestas e Aumento de Estoques de Carbono Florestal (CONAREDD+), responsável por coordenar, acompanhar e monitorar a implementação da Estratégia Nacional para REDD+.

O novo decreto é de grande importância para os projetos de conservação, em especial os privados, uma vez que a Comissão propõe a criação de uma Secretaria-Executiva responsável por manter um registro de emissões reduzidas e das respectivas captações de recursos, com o objetivo de evitar a dupla contabilidade.

Isso significa que os créditos de carbono gerados em projetos privados REDD+ e comercializados no mercado voluntário para outros agentes privados não deverão ser contabilizados para as metas de redução de emissões do Brasil no âmbito do Acordo de Paris — um risco que algumas empresas questionavam no momento de decidir qual projeto apoiar.

O mercado de carbono está em pleno crescimento desde 2018, impulsionado pela demanda de novas empresas e pelo aumento da ambição de compradores que buscam soluções capazes de compensar emissões de carbono e contribuir para o enfrentamento das mudanças climáticas.


Projetos REDD+ e conservação da Amazônia

Assim, esse avanço legal reforça a confiança no mercado de carbono, já que projetos REDD+ reconhecidos pelos impactos positivos ambientais, sociais e econômicos passam a contar também com maior respaldo institucional.

Dessa forma, empresas interessadas em neutralizar suas emissões de carbono encontram mais segurança para investir em iniciativas que contribuem para a conservação da Amazônia brasileira e para a geração de benefícios climáticos de longo prazo.


Sobre a Biofílica

Fundada em 2008, a Biofílica desenvolve Soluções Baseadas na Natureza para apoiar empresas em suas jornadas de descarbonização. A empresa atua com projetos de carbono, restauração florestal, inventários de emissões de gases de efeito estufa e estratégias de redução e compensação, integrando ciência, tecnologia, inteligência territorial e sistemas próprios para gerar impacto positivo para o clima, a biodiversidade e a sociedade.