Banco Central define como devem ser registrados ativos de sustentabilidade, como créditos de carbono

O regulamento, por enquanto, é válido apenas para instituições financeiras, mas influenciará todo o mercado. Antecipadamente, as novas práticas recomendadas já estão sendo implementadas na gestão contábil da Biofílica Ambipar.

 

 

Novidade importante para o mercado voluntário de carbono: foi divulgada pelo Banco Central uma nova normativa que regulamenta como devem ser contabilizados pelos bancos os ativos ambientais¹, que englobam, por exemplo, créditos de carbono.

Essa normativa traz uma definição clara para o registro contábil desses ativos, explicita que são ativos de sustentabilidade e não ativos financeiros, uma discussão que não tinha total consenso até hoje.

 

Como ativos de sustentabilidade, eles poderão ser contabilizados de duas formas: 

 

Por enquanto, a mudança atinge apenas instituições financeiras, mas indiretamente influencia todo o mercado, uma vez que traz critérios objetivos de como contabilizar os créditos de carbono no balanço.diz Leonardo Ferreira, Gerente Financeiro da Biofílica Ambipar.

 

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A medida representa mais um passo para o fortalecimento e regulamentação do mercado de carbono, uma vez que permite maior transparência e comparabilidade, melhora a qualidade de informação e contribui para o crescimento das operações de ativos de sustentabilidade. Como consequência, veremos uma busca por índices de preços e maior padronização de valores.

 

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A importância de as instituições financeiras considerarem os passivos em seu balanço está na oficialização dos compromissos ambientais em suas Demonstrações Financeiras, uma vez que antes não existia um mecanismo para oficializar os compromissos ambientais das mesmas.reforça Leonardo.

 

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Como a tendência é que as regras sejam incorporadas e expandidas para as demais organizações, a Biofílica Ambipar, antecipadamente, já está incorporando as práticas recomendadas em sua gestão contábil.

Mesmo que sejam obrigações não reguladas, já que no Brasil o mercado de carbono é voluntário, o dever das Instituições Financeiras em considerar os passivos em seu balanço terá um efeito significativo, já que muitos bancos têm começado a assessorar seus clientes na trajetória para se tornarem net zero e o modelo servirá de exemplo para ser implementado em instituições de outros nichos. 


Leonardo Ferreira
Gerente Financeiro
Biofílica Ambipar Environment

 

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¹Ativos ambientais ou de sustentabilidade: investimentos de uma empresa ou organização com o objetivo de reduzir impactos ambientais de suas operações.

Fonte: Reset

1° Treinamento do Guia de Monitoramento Programa REDD+ Vale do Jari.

No último 08/11 foi realizado o 1º treinamento sobre o Guia de Monitoramento do Programa REDD+ Vale do Jari.

O evento contou com a participação de cerca de 20 pessoas, divididas entre os colaboradores da Fundação Jari e os responsáveis pelos outros setores do Grupo Jari (Segurança Patrimonial, Qualidade, Certificação e Meio ambiente, Viveiro e Geoprocessamento), da empresa Agregue, responsável pelo manejo florestal de baixo impacto no Amapá, e Biofílica Ambipar.

O feedback dos participantes foi muito positivo, principalmente por conta da maior clareza que se deu às partes interessadas do seu papel dentro do Programa REDD+ Vale do Jari, bem como o esclarecimento das principais etapas e procedimentos que os projetos passam.

O conteúdo do Guia de Monitoramento é fruto do trabalho que vem evoluindo juntamente entre Biofílica Ambipar e Fundação Jari nos últimos anos, com o objetivo de reunir de maneira didática e objetiva os conceitos, definições, informações, responsabilidades e procedimentos relacionados aos projetos REDD+ situados no Vale do Jari, fornecendo um conhecimento acessível sobre os projetos, e buscando o aperfeiçoamento constante das melhores práticas de gestão dos projetos.

O conteúdo do material foi elaborado baseado nos PDDs validados, nos Relatórios de Monitoramento verificados e em todos os apontamentos de melhorias e lições aprendidas de auditorias que os projetos já passaram. Ainda que denso por conta da grande quantidade de informações e pela complexidade dos projetos, o conteúdo foi apresentado em um formato leve e participativo, almejando servir como uma ferramenta para estimular e fortificar o engajamento das partes interessadas para o desenvolvimento, gestão e governança dos projetos. Durante o dia inteiro foram abordados os 3 temas foco do Guia: Projetos, atividades e indicadores; Partes interessadas e sua atuação; e Monitoramento dos projetos.

O próximo passo das equipes agora é o Monitoramento da eficácia e eficiência de implantação das boas práticas apresentadas, cumprindo com as responsabilidades abordadas à todos.

Para a Biofílica Ambipar, esse primeiro case se iniciou de forma muito positiva, visto principalmente o retorno que tivemos dos participantes. Enxergamos que essa ferramenta será essencial para conseguirmos implantar, monitorar, controlar e atualizar constantemente as boas práticas em nossos projetos, podendo ser replicado em diversas realidades com os devidos ajustes.

 

 

 

 

 

Biofílica na Climate Week em NY – uma perspectiva brasileira sobre a semana mais importante para o Clima

Entenda porque o foco no Brasil é essencial para discussões a âmbito global.

Na segunda passada, o mundo voltava a sua atenção para a abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas, no dia 19 de setembro. Assim também se deu início a Climate Week de Nova Iorque (19 – 25 de setembro), uma semana com mais de 500 eventos espalhados pela cidade voltados ao tema de combate às mudanças climáticas.

Esse ano, o slogan oficial da Semana era “Getting It Done”, ou fazendo acontecer. Todo o ano, diferentes atores do setor privado, público, sociedade civil e acadêmicos são convidados a debater como a agenda climática pode passar do planejamento para a implementação. Os eventos são organizados com o foco em um ou mais temas de uma lista de dez temas oficiais, incluindo dois específicos para Natureza e Financiamento Climático.

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Destaques da semana

Entre os destaques da Climate Week, especialmente em relação a carbono, ficaram o Brazil Climate Summit e o North America Climate Summit. Ambos tinham propostas semelhantes – entender o papel do setor privado em combater as mudanças climáticas – mas um com o foco no Brasil como hub de soluções, outro com discussões mais macros em termos de possíveis caminhos positivos a serem tomados.

Na sua primeira edição, o Brazil Climate Summit tinha como objetivo “entender o papel do Brasil como um hub de soluções para o mundo”. Foram mais de 300 pessoas participando presencialmente na Universidade de Columbia entre os dias 15 e 16 de setembro, estrategicamente antes do início oficial da Climate Week, para garantir uma maior participação. O evento foi tão procurado que a lista de espera chegou a mais de 250 pessoas e todos os eventos foram transmitidos ao vivo em formato virtual.

Annie Groth, Head de Advocacy e Policy da Biofílica Ambipar, no painel “Potencial da Economia do Crédito de carbono, durante o Brazil Climate Summit

 

Entre os pontos chaves discutidos no Brazil Climate Summit, destacaram-se: o foco nas Soluções Baseadas na Natureza como fonte de 30-50% dos tipos de créditos de carbono que poderão originar no Brasil, o Brasil como o país com maior potência para projetos de reflorestamento (quase 10% da potência global) e o foco em conter o desmatamento como prioridade para se atingir o Acordo de Paris, já que a maior parte das emissões brasileiras não são provenientes da sua matriz energética, que é o caso da maior parte de outros países. O reporte completo com outros destaques pode ser acessado aqui.

Já o North America Climate Summit (NACS), organizado pela International Emissions Trading Association (IETA), reuniu mais de 600 pessoas entre os dias 20 e 22 de setembro para “fazer um balanço do cenário Net Zero em evolução do mundo e apontar oportunidades de crescimento verde”.

Diferente do Brazil Climate Summit, os participantes da NACS representavam atores mais globais – estavam presentes desenvolvedores de projetos, traders e brokers de carbono, empresas que compensam ou investem em projetos de carbono e representantes de governos, como da Califórnia e Canada, que possuem mercados regulados. A programação do evento contou com mais de 30 painéis que cobriram assuntos como quais créditos devemos priorizar entre remoção ou redução (a resposta: ambos em estratégias complementares), a melhor maneira de tokenizar créditos, e como avançar a implementação do artigo 6 do Acordo de Paris.

A Biofílica foi a primeira empresa brasileira desenvolvedora de projetos de carbono a se afiliar a IETA. Ela participa ativamente das discussões no fórum, exatamente para contribuir com uma visão brasileira de desenvolvimento. Sua atuação principal é dentro do Grupo de Trabalho de Soluções Naturais Climáticas e como membra do Steering Committee do programa de Business for Partnership Market Implementation, um programa liderado pela IETA junto ao Banco Mundial.

Além do Brazil Climate Summit e North America Climate Summit, a Biofílica esteve presente em vários eventos importantes durante a semana, Foto: Annie Groth apresentando os projetos da Biofílica durante evento na Bolsa de Nova Iorque (New York Stock Exchange)

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Pós Climate Week – rumo à COP27

Após uma semana intensa de discussões profundas, painéis dinâmicos e novos contatos, a Climate Week também representa uma prévia para a COP27. Apesar de muito mais focada na ação de agentes privados e na sociedade civil, a Climate Week já fornece pautas importantes para serem discutidas na COP27, que acontece entre os dias 6 e 18 de novembro em Sharm El Sheikh, no Egito. A expectativa é que vários dos mesmos temas discutidos essa semana serão aprofundados em novembro.

Além de acompanhar a Climate Week, a Biofílica tem acompanhado as últimas 11 COPs e viu a última COP (COP26) como importante para reconhecer principalmente o papel do setor privado em trazer financiamento e soluções inovadoras para combater as mudanças climáticas. Na Climate Week de 2022, a discussão tomou um tom ainda mais propositivo – agora que já sabemos que o setor privado tem um papel importante na agenda climática, qual é a melhor maneira de alavancar o impacto desse setor? Como podemos destravar ainda mais a escala do mercado voluntário de carbono?

A Biofílica estará presente também no Egito para conseguir responder essas perguntas, trazendo sempre o foco de soluções brasileiras, baseadas na natureza, como ponto central de qualquer solução global.

 

Biofílica Ambipar recebe pela 5ª vez o Prêmio Environmental Finance com o Projeto AR Corredores de Vida em parceria com o IPÊ

Biofílica Ambipar recebe pela 5ª vez o Prêmio Environmental Finance com o Projeto AR Corredores de Vida em parceria com o IPÊ.

Pela primeira vez a empresa é premiada na categoria “Best Individual Offsetting Project”

São Paulo, 26 de setembro de 2022 – A Biofílica Ambipar Environment, empresa da Ambipar Group, venceu pela quinta vez o Prêmio Environmental Finance. Nesta edição, a companhia foi premiada pela primeira vez na categoria “Best Individual Offsetting Project” com o Projeto AR Corredores de Vida, desenvolvido em parceria com o IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas, organização socioambiental brasileira, que desenvolve projetos para conservação da Mata Atlântica desde 1992. Em quatro edições anteriores a Biofílica Ambipar recebeu prêmios na categoria “Best Project Developer, Forest and Land use”, nos anos de 2015, 2018, 2019 e 2020 e em 2022, ficou com a segunda colocação.

O projeto vencedor é parte de uma nova fase do Projeto Corredores de Vida, criado e implementado pelo IPÊ desde 2002 no Pontal do Paranapanema, extremo oeste do estado de São Paulo, no bioma Mata Atlântica. O trabalho do Instituto é uma iniciativa suportada em três pilares: clima, comunidade e biodiversidade, com reconhecimento nacional e internacional. Este trabalho de restauração florestal tem como ponto de partida o Mapa dos Sonhos do Pontal do Paranapanema, criado por meio de pesquisas do IPÊ, que definiu as áreas prioritárias para reflorestamento no Oeste Paulista inicialmente em sete municípios.

“É com grande alegria que mais uma vez recebemos o Prêmio Environmental Finance. Conquistamos outras quatro premiações e, desta vez, ganhamos com um de nossos importantes projetos, o “AR Corredores de Vida”. Este programa, além do componente climático e de biodiversidade, promove diversos benefícios à comunidade, principalmente por meio de atividades de educação ambiental, promoção de cursos e incentivos à implantação de viveiros de mudas florestais, o que nos deixa muito orgulhosos do trabalho realizado junto com nossos parceiros”, comemora Plínio Ribeiro, CEO da Biofílica Ambipar.

“Ficamos muito felizes com o prêmio dedicado ao projeto. A parceria com a Biofílica Ambipar é bastante relevante para darmos escala às nossas ações de mitigação de carbono e geração de impacto socioambiental no Pontal do Paranapanema. Só neste ano, a restauração florestal garantiu 250 postos de trabalho na região. Muitas pessoas encontram nessa atividade uma chance de geração de renda para suas famílias – desde aquelas que trabalham nos viveiros do IPÊ até as empresas que executam os plantios acompanhadas da nossa equipe técnica. Um prêmio é sempre um ótimo reconhecimento, mas também uma grande responsabilidade de fazer mais e melhor pela biodiversidade da Mata Atlântica e brasileira, que é a missão do IPÊ”, afirma Dr. Laury Cullen Jr, coordenador do projeto Corredores de Vida no Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ).

 

A parceria com a Biofílica Ambipar a partir de 2021

Em 2021, o IPÊ expandiu as ações de reflorestamento através da parceria com a Biofílica Ambipar Environment, criando em conjunto o Projeto AR Corredores de Vida e direcionando esforços para a geração de créditos de carbono a serem certificados pelo Verified Carbon Standard (VCS) e Climate, Community and Biodiversity (CCB) – do padrão Verra. A partir da restauração florestal da Mata Atlântica na região no Pontal do Paranapanema – por meio do plantio de mudas, enriquecimento ou condução da regeneração – o projeto contribuirá com a conversão de 75 mil hectares de áreas de passivos ambientais de propriedades privadas em áreas restauradas com cerca de 150 milhões de novas mudas de árvores.

Com a adesão do componente carbono, as áreas prioritárias do Mapa dos Sonhos foram ampliadas de 7 para 30 municípios. O Projeto AR Corredores de Vida já restaurou 500 hectares desde dezembro de 2021, o que equivale a aproximadamente 1 milhão de mudas de árvores da Mata Atlântica, e implementará mais 1.250 hectares até final de 2023, totalizando 1.750 em dois anos de operação. A expectativa é atrair empresas interessadas na compra dos créditos de carbono de remoção.

Dr. Laury Cullen destaca: “O trabalho de restauração florestal que o IPÊ realiza em conjunto com parceiros tem como tripé o CCB – Clima, Comunidade e Biodiversidade. Enfatizo que na esfera Clima, as florestas removem carbono, o que contribui para mitigar os efeitos das mudanças climáticas. Em relação à Comunidade, é notável a geração de emprego nas comunidades locais com aumento da renda. Quanto à Biodiversidade, restauração florestal e gestão de paisagem contribuem com a conservação da flora e da fauna, e assim com toda a biodiversidade”. O mico-leão-preto (Leontopithecus chrysopygus) espécie ameaçada de extinção e foco de projeto do IPÊ também está entre as espécies beneficiadas pelas ações de restauração.

 

Sobre a Biofílica Ambipar Environment

Fundada em 2008, a Biofílica Ambipar Environment tem como missão a criação de um sólido e confiável mercado de serviços ambientais no Brasil, através da geração e comercialização de créditos de carbono de Nature-Based Solutions (NBS), ou Soluções Baseadas na Natureza. A companhia desenvolve projetos que promovem a redução e o sequestro de emissões de carbono por meio da conservação florestal e do reflorestamento, valorizando florestas em pé e seus serviços ambientais e protegendo a biodiversidade. Além disso, investe em pesquisa científica e no desenvolvimento socioeconômico das comunidades que vivem nessas áreas. É referência nacional em compensação de reserva legal, oferecendo soluções em todas as modalidades, estados e biomas.

 

Sobre o IPÊ

O IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas é uma organização brasileira sem fins lucrativos que trabalha pela conservação da biodiversidade do país, por meio de ciência, educação e negócios sustentáveis. Fundado em 1992, tem sede em Nazaré Paulista (São Paulo), onde também fica o seu centro de educação, a ESCAS – Escola Superior de Conservação Ambiental e Sustentabilidade.

Presente nos biomas Mata Atlântica, Amazônia, Pantanal e Cerrado, o Instituto realiza cerca de 30 projetos ao ano, aplicando o Modelo IPÊ de Conservação, que envolve pesquisa científica de espécies, educação ambiental, envolvimento e mobilização comunitária, conservação de habitats e da paisagem e apoio à construção de políticas públicas. Além de projetos locais, o Instituto também implementa trabalhos em diversas regiões, seguindo os temas Áreas Protegidas, Áreas Urbanas e Pesquisa & Desenvolvimento (Capital Natural e Biodiversidade).

www.ipe.org.br

 

Sobre a Ambipar

Com escritório administrativo em São Paulo e matriz em Nova Odessa – SP, a Ambipar é uma multinacional brasileira, com presença em 16 países da América do Sul, Europa, África, América do Norte e Antártida.  Formada pela Ambipar Environment e Ambipar Response, dois segmentos de referência no mercado de gestão ambiental, tem em seu DNA o comprometimento com as questões sustentáveis, trabalhando os Pilares ESG dentro de seus negócios e apoiando seus clientes.

 

 

Novo marco histórico: Mercado voluntário de carbono chega próximo à marca de dois bilhões de dólares em 2021

O valor das transações do mercado voluntário de carbono em 2021 chegou à marca histórica próxima a US$ 2 bilhões, impulsionado por aumentos significativos de preço e de volume, conforme mostra o relatório divulgado pela Ecosystem Marketplace (EM) na última terça-feira.

 

O relatório apresenta os números definitivos para o ano de 2021 e excede com folga as expectativas e números divulgados anteriormente: o último levantamento feito pela EM apontava para um valor de US$ 748 milhões até agosto de 2021, com 239 milhões de créditos transacionados a um preço médio de US$ 3,13 a tonelada.

Segundo o relatório, o valor anual das transações em 2021 quase quadruplicou em comparação com o ano anterior. Cerca de 495 milhões de créditos de carbono foram negociados ao preço médio de US$ 4,00 a unidade, o que representa um aumento de cerca de 60% do preço médio de 2020.

Os quase US$ 2 bilhões foram de longe o maior valor anual de transações no Mercado Voluntário de Carbono, desde que a EM começou a manter registros em 2005. Já o preço de US$ 4,00 foi o mais alto desde 2013, quando atingiu US$ 4,93.

 

Relevância de projetos florestais e os com benefícios adicionais

O maior volume dos créditos transacionados pertence à categoria de “floresta e uso da terra”, consolidando o protagonismo que as Soluções Baseadas na Natureza vêm ganhando nos últimos anos.

Essa categoria foi responsável por 46% do total transacionado, o que representa 227 milhões de créditos – cerca de quatro vezes mais que no ano anterior. Também foi uma das categorias que apresentou os maiores preços: a média foi de US$ 5,80 em 2021, crescendo 7,4% com relação à 2020.

 

Dentro da categoria florestal, predominam os projetos de conservação, ou REDD+ (Redução das Emissões por Desmatamento e Degradação florestal). Esse tipo de projeto respondeu por 65% do volume negociado da categoria em 2021, em comparação com 62% no ano anterior.

A EM também destacou que créditos de projetos com benefícios ambientais e sociais, que vão além do carbono, obtiveram um claro premium sobre o preço médio de 2021. As transações de créditos com a certificação adicional CCB (Climate, Community and Biodiversity) – a principal certificação de co-benefícios do Verra – tiveram preço médio de US$ 5,25 e aumentaram 277% em volume com relação ao ano anterior, chegando ao volume de 65,9 milhões de unidades.

O relatório completo pode ser baixado nesta página. Olhando para o futuro, a EM comunicou que apresentará novos dados e um relatório mais aprofundado de 2021 em setembro, durante a Climate Week de Nova Iorque. A Biofílica reporta suas informações ao relatório e se tornou um strategic supporter da Ecosystem Marketplace ano passado, firmando ainda mais nosso compromisso com a organização e a transparência de mercado.

 

Sobre a Ecosystem Marketplace

A Ecosystem Marketplace (EM) é uma iniciativa da ONG Forest Trends. A EM é referência no fornecimento de informações acessíveis e confiáveis sobre o mercado voluntário de carbono, promovendo integridade e confiança através da transparência de dados. A organização publica relatórios de mercado a partir de pesquisas realizadas com centenas de players e possui um Painel de Inteligência e Análise de Dados onde podem ser consultados o histórico e dados atualizados do mercado.

 

Corredores de Vida: grande sucesso e referência para as iniciativas globais de restauração florestal

Vox destaca iniciativa desenvolvida pelo IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas como um dos cases de sucesso de restauração florestal em larga escala.

 

Campanhas de plantio de árvores em massa ganharam popularidade como uma solução para a crise climática que estamos enfrentando. Mas, sem um planejamento adequado, frequentes falhas fazem com que grande parte deste trabalho seja perdido.

 

Qual o melhor caminho, então, para que esse plantio seja bem-sucedido? 

A Vox, importante veículo online, publicou uma matéria onde apresentou algumas iniciativas de plantio de árvores que falharam. Em contrapartida, destacou o projeto Corredores de Vida, desenvolvido pelo IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas, como uma case que tem funcionado.

O Projeto visa formar corredores ecológicos a partir da restauração da vegetação natural da Mata Atlântica brasileira e promover a conectividade entre os fragmentos florestais remanescentes na Região do Paranapanema, no Oeste Paulista. 

Nos últimos 35 anos, o instituto trabalhou em sinergia com comunidades locais para viabilizar o plantio de cerca de 2,7 milhões de árvores nativas que são úteis para os moradores da região — como árvores frutíferas e madeireiras, que fornecem matéria-prima para construção. Dessa forma, criam um novo fluxo de receita ao mesmo tempo que formam uma rede de corredores florestais que ajudam espécies de fauna a se recuperarem. 

Ainda, para que o processo seja bem-sucedido, planejamento e preparo do solo são primordiais. Antes do plantio são estudados os mapas de áreas prioritárias para restauração, levando em consideração o potencial hídrico da região e o período do ano em que as árvores serão plantadas.  

Além disso, é importante compreender que mesmo espécies de árvores que possuem crescimento rápido levam pelo menos três anos para amadurecer, e que esse tempo pode chegar a 8 anos ou mais. Por isso, o plantio exige um compromisso e recursos a longo prazo e muitos anos de monitoramento — o que também foi previsto pelo IPÊ para este projeto. 

 

 

Projeto AR¹ Corredores de Vida – Créditos de Carbono de remoção.

A restauração florestal na região do Pontal do Paranapanema está em acelerada expansão com a parceria estabelecida entre o IPÊ e a Biofílica Ambipar Environment para o desenvolvimento de um projeto de carbono, intitulado Projeto AR Corredores de Vida.

Com a experiência do IPÊ em restauração ecológica e atuação socioambiental na região e da Biofílica no desenvolvimento, gestão e comercialização de créditos de carbono, o Projeto AR Corredores de Vida visa restaurar 75mil hectares de áreas de passivos ambientais no Pontal do Paranapanema em 50 anos de projeto.

Já está em andamento o plantio de 1 milhão de árvores em 500 hectares de áreas degradadas e a Biofílica Ambipar Environment planeja captar recursos para restaurar outros 1.000 hectares ainda em 2022 com a venda antecipada de aproximadamente 300 mil créditos de carbono de remoção florestal.

 

A Biofílica Ambipar Environment

Fundada em 2008, a Biofílica Ambipar Environment tem como missão a criação de um sólido e confiável mercado de serviços ambientais no Brasil, através da geração e comercialização de créditos de carbono de Nature-Based Solutions (NBS), ou Soluções Baseadas na Natureza.

Desenvolvemos projetos que promovem a redução e o sequestro de emissões de carbono por meio da conservação florestal e do reflorestamento, valorizando florestas em pé e seus serviços ambientais e protegendo a biodiversidade. Além disso, investimos em pesquisa científica e no desenvolvimento socioeconômico das comunidades que vivem nessas áreas. Somos referência nacional em compensação de reserva legal, oferecendo soluções em todas as modalidades, estados e biomas.

 

O IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas

O IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas é uma organização brasileira sem fins lucrativos que trabalha pela conservação da biodiversidade do país, por meio de ciência, educação e negócios sustentáveis. Fundado em 1992, tem sede em Nazaré Paulista (São Paulo), onde também fica o seu centro de educação, a ESCAS – Escola Superior de Conservação Ambiental e Sustentabilidade.

Presente nos biomas Mata Atlântica, Amazônia, Pantanal e Cerrado, o Instituto realiza cerca de 30 projetos ao ano, aplicando o Modelo IPÊ de Conservação, que envolve pesquisa científica de espécies, educação ambiental, envolvimento e mobilização comunitária, conservação de habitats e da paisagem e apoio à construção de políticas públicas. Além de projetos locais, o Instituto também implementa trabalhos em diversas regiões, seguindo os temas Áreas Protegidas, Áreas Urbanas e Pesquisa & Desenvolvimento (Capital Natural e Biodiversidade).

O IPÊ é responsável pelo plantio de 6 milhões de árvores na Mata Atlântica, contribui diretamente para a conservação de seis espécies de fauna, realiza educação ambiental e capacitação para 12 mil pessoas por ano, em média. Os projetos beneficiam 200 famílias com ações sustentáveis e conhecimento sobre conservação ambiental.

Para o desenvolvimento dos projetos socioambientais, a organização conta com parceiros de todos os setores e trabalha como articulador em frentes que promovem o engajamento e o fortalecimento mútuo entre organizações socioambientais, iniciativa privada e instituições governamentais. www.ipe.org.br

 

 

 

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Fale com o nosso time e saiba como sua empresa pode
apoiar este projeto e compensar suas emissões de carbono. 

 

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¹AR (Afforestation/Reforestation) — abordagem baseada no incremento de carbono na biomassa florestal ao implantar, aumentar ou restaurar a cobertura vegetal (florestal ou não florestal) através do plantio, semeadura ou regeneração natural assistida pelo homem da vegetação lenhosa.

 

Conheça o novo Projeto REDD+ Juruá, mais uma área da Amazônia protegida

A região do Rio Juruá, no estado do Acre, agora será protegida pelo Projeto REDD+ Juruá, uma parceria entre a Biofílica Ambipar Environment e Amazônia Agroindústria. Com as atividades do projeto, a previsão é a redução de 1.937.742, tCO2 em 20 anos. 

 

Está nascendo mais um Projeto REDD+ em uma parceria da Biofílica Ambipar Environment e da Amazônia Agroindústria. 

O Projeto está localizado na região do Alto Juruá – especificamente no Seringal Valparaíso –, na qual é reconhecida por sua biodiversidade e importância ecológica, mas também pela alta ameaça de desmatamento.  

 Para reverter esse cenário, as atividades do Projeto foram definidas com o objetivo de promover o uso sustentável dos recursos florestais, conservação florestal, redução do desmatamento e emissão de Gases de Efeito Estufa (GEE) relacionados com a proteção da biodiversidade e dos recursos hídricos. 

 

A região do Juruá 

  • Possui uma riquíssima diversidade vegetal, concentrando um dos maiores números de espécies endêmicas do planeta;
  • Foi reconhecida em 2018 como um dos Sítios Ramsar do Brasil – áreas naturais selecionadas com base na significância internacional em termos de ecologia, botânica, zoologia, limnologia e hidrologia;
  • Está inserida como novas áreas identificadas de extrema importância para a conservação biológica por sua alta diversidade de fauna e flora;
  • Seu nome em tupi-guarani significa “boca aberta” ou “foz larga”;

Biofílica Ambipar Environment + Amazônia Agroindústria no Juruá 

O objetivo do projeto é contribuir com a redução anual de 96.887 tCO2 e ao longo de 20 anos do projeto, alcançando até 2040 uma redução total de 1.937.742 tCO2.  

Para isso, o projeto está sendo estruturado a partir da metodologia VCS¹, reconhecida internacionalmente, e vai gerar reduções de emissões de GEE a partir da conservação florestal, vinculada ao manejo de Produtos Florestais Não Madeireiros (PFNM). 

O manejo de PFNM consiste em um dos principais caminhos para alcançar um desenvolvimento com bases realmente sustentáveis, tornando a floresta rentável sem mudar sua estrutura e a biodiversidade nela contida. 

O PFNM de destaque abrangido pelo projeto consiste na unha de gato: um cipó com propriedades medicinais utilizado por populações tradicionais e que possui efeitos imunoestimulantes, anti-inflamatórios e até de inibição ao crescimento de células cancerígenas.

As atividades do projeto serão implementadas após minucioso e robusto estudo da área, para assim contribuir com a redução do desmatamento na região, que serão sinérgicos e associados ao aumento da vigilância na área e incremento do valor econômico dos recursos florestais – sempre levando em consideração, além das questões ambientais, a vida e funcionamento das comunidades que ali vivem e dependem da floresta para subsistência. 

Em breve, a venda de créditos de carbono provenientes deste projeto estará disponível para compra por empresas que buscam as melhores práticas de ESG e desejarem compensar suas emissões de carbono que não podem ser evitadas.

 

¹VCS: Padrão que qualifica projetos para transformar suas reduções de emissões de gases de efeito estufa em créditos de carbono negociáveis.  

 

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Se quiser saber mais sobre o projeto e como comprar créditos de carbono,
converse com o nosso time.

 

 

Why is Biofílica the best developer of forest carbon projects?

We are competing for our 5th Annual EF Voluntary Carbon Market Rankings in the categories of Best Forest Carbon Project Developer in the Voluntary Market and Best Individual Offsetting Project with the AR Life Corridors Project. See why we deserve your vote once again. 

Voting began for the EF Annual Voluntary Carbon Market Rankings, an Environmental Finance award that lists developers of globally outstanding projects in the voluntary carbon market. 

We are in search of our fifth award and have highlighted some key points to explain why we deserve your vote for the categories of ‘Best Developer of Forestry Carbon Projects’ and Best Individual Offsetting Project, by the AR Life Corridors Project. 

 

 

Projects in several NBS (Nature-based Solutions) categories

We work with conservation projects in the Amazon, reforestation and restoration of degraded forests, and sustainable agricultural management.

Our solutions meet the concept defined by the International Union for Conservation of Nature (IUCN), and are actions to protect, manage and restore natural ecosystems in a sustainable, effective way, considering different complexities and overall human well-being and biodiversity protection. 

 

The positive impact of our projects

To accelerate our growth and expand our portfolio of environmental services, we merged in July 2021 with the Ambipar Group, a leader in environmental management.

 

We signed agreements with strategic players in the energy and agro-industrial sectors to start our operations in the markets of Peru, Paraguay, Argentina, Colombia, and Uruguay.  This expansion will include REDD+ projects for the conservation of native forests, sustainable intensification projects in beef cattle and agricultural areas, and restoration of degraded landscapes.

 

In partnership with the Institute for Ecological Research (IPÊ www.ipe.org.br), we began a part of the AR Project Corridors for Life, a reference project of large-scale reforestation, where ecological corridors are formed from the restoration of the natural vegetation of the Brazilian Atlantic Forest. The project aims to promote connectivity between forest fragments remaining in the Paranapanema Region in western São Paulo and generate reforestation carbon credits verified by VERRA.

 

The Voluntary Carbon Markets Rankings is organized by the Environmental Finance magazine, one of the most important communication vehicles with an emphasis on environmental asset markets. The award lists the best developers of globally outstanding carbon projects in the voluntary market and is holding its 13th awards round.  

By voting, you contribute to the recognition of excellence of important organizations and carbon projects. 

 

This year, we are competing in two categories: “Best Project Developer, Forestry and Land Use” and “Best Individual Offsetting Project” 

Enter Biofílica in the field “Best Project Developer, Forestry and Land Use” on the first page Click on Next>> 


Insert: Corridors for Life AR Projecton the fieldBest Individual Offsetting Project” Click on Next>> to validate your response.

 

You have until July 29 to participate.
Vote and share with colleagues!

Por que a Biofílica é a melhor desenvolvedora de projetos de carbono florestal?

Estamos concorrendo ao nosso 5º prêmio EF Annual Voluntary Carbon Market Rankings nas categorias Melhor Desenvolvedora de Projetos de Carbono Florestal no Mercado Voluntário e Melhor Projeto de Carbono com o Projeto AR Corredores de Vida. Veja porque merecemos o seu voto novamente.

Começou a votação para o EF Annual Voluntary Carbon Market Rankings, prêmio da Environmental Finance que lista os desenvolvedores de projetos de destaque global no mercado voluntário de carbono. 

Estamos em busca do nosso penta e separamos alguns motivos para explicar porque merecemos o seu voto para as categorias ‘Melhor Desenvolvedora de Projetos de Carbono Florestal’ e ‘Melhor Projeto de Carbono’, pelo Projeto AR Corredores de Vida.

 

Projetos em diversas categorias de NBS (Nature Based Solutions)

Atuamos com projetos de conservação na Amazônia, reflorestamento e restauração de matas nativas, e manejo agropecuário sustentável.

As nossas soluções atendem o conceito definido pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), sendo ações para proteger, gerenciar e restaurar ecossistemas naturais de forma sustentável, eficaz e levando em consideração as complexidades e bem-estar humano e da biodiversidade.

 

O impacto positivo dos projetos

Com o objetivo de acelerar nosso crescimento e ampliar o portfólio de serviços ambientais do grupo, celebramos em julho do ano passado a fusão com o Grupo Ambipar, líder em gestão ambiental.

 

 

Firmamos acordos com players estratégicos do setor energético e agroindustrial, para assim dar início a nossa atuação nos mercados do Peru, Paraguai, Argentina, Colômbia e Uruguai. Essa ampliação incluirá projetos REDD+ de conservação de florestas nativas, projetos de intensificação sustentável na pecuária de corte e em áreas agrícolas, e restauração de paisagens.

 

Em parceria com o IPÊ (Instituto de Pesquisas Ecológicas – www.ipe.org.br), desenvolvemos o parte do Projeto AR Corredores de Vida do IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas, um projeto referência de reflorestamento em grande escala, onde são formados corredores ecológicos a partir da restauração da vegetação natural da Mata Atlântica brasileira, promovendo e promover  a conectividade entre os fragmentos florestais remanescentes na Região do Paranapanema no Oeste Paulista e gerando créditos de carbono de reflorestamento certificados pelo VERRA. 

 

O “Voluntary Carbon Markets Rankings” é organizado pela revista  Environmental Finance, um dos mais importantes veículos de comunicação com ênfase em mercados de ativos ambientais. A premiação lista os melhores desenvolvedores de projetos de carbono de destaque global do mercado voluntário e está sendo realizada pela 13ª vez este ano.

Ao votar, você contribui com a nomeação das organizações e projetos de carbono de excelência.

 

Este ano, estamos concorrendo em duas categorias: “Best Project Developer, Forestry and Land Use” e “Best Individual Offsetting Project”

Insira “Biofílica” no campo “Best Project Developer, Forestry and Land Use”  na primeira página, clicando em Next>> para validar

Insira: Corridors for Life AR Project no campo Best Individual Offsetting Project”clicando em Next>> para validar

 

Você tem até o dia 29 de julho para participar. 
Vote e compartilhe com parceiros! 

Brazil and the carbon markets

A new Federal decree puts Brazil on route to capture an important share of the voluntary carbon market that is expected to grow at least tenfold by 2030¹ and helps to understand the executive branch’s strategy of what may turn out to be a Brazilian ETS².

 

In a pompous event held at the Botanical Garden in Rio de Janeiro and attended by the President, his Ministers of Economy, Environment, Foreign Affairs, Mines and Energy, with the presidents of the Central Bank, Bank of Brazil, Petrobrás, as well as dozens of CEOs and entrepreneurs of companies linked to the energy sectors, agriculture and environmental markets, the Federal Government announced a series of measures to increase Brazilian competitiveness in businesses related to decarbonization and so-called Green Investments. Undoubtedly, the most important was Decree 11,075, which established procedures for sectoral agreements for greenhouse gas (GHG) mitigation, in addition to establishing the National System for Reducing Greenhouse Gas Emissions, entitled SINARE.

 

A 13-year long journey

The legal basis of the decree dates back to 2009, when the National Climate Change Policy (PNMC, in Portuguese) was established by law. It is in the PNMC that the idea of sectoral agreements for GHG mitigation originates, targeting, for example, the energy, agriculture and transport sectors; it also introduced the concept of the Brazilian Market for Emission Reduction, a green and yellow ETS.

Unfortunately, after 13 years of the PNMC, we have not yet established sectoral plans and it was only until recently that we begun to see significant advances in the business environment for the development of voluntary carbon markets in Brazil, with the establishment of the Forest + Carbon Program (2020), and the National Payment Policy for Environmental Services (law 14,119) of 2021.

This pro-market direction is essential for Brazil to capture a share consistent with our competitive advantages, bringing here, via carbon markets, a necessary financing for a decarbonization route, especially in activities related to land use such as within agriculture and forest management.

This decree is only the long-awaited kick-start, as there is still a long regulatory path to address complex technical issues and legal gaps that still need to be clarified, such as the legal nature of the carbon credits, and adopted, such as the Socio-Environmental Safeguards for registration in the SINARE. Some market analysts and lawyers linked to the topic suggest that some of these gaps should be filled in the form of law, currently debated in Congress under law proposal 528/21³. Such complementary initiatives should be followed in parallel with other pricing mechanisms established by law, a fact widely recognized in Article 6 the Paris Agreement.

In any case, it is evident that the political signal of the path chosen by Brazil in relation to the financing of activities related to decarbonization, is one of more markets and less taxes. This approach is also in line with the recently published World Bank carbon pricing report, which shows that worldwide in 2021, the collected total via a carbon market was around US$ 56 billion, while in tax regimes the amount stood at US$ 28 billion. Emphasizing that in the case of markets, this is only the value of primary transactions (purchase of allowances4 + first sale in the voluntary market), that is, it does not include the secondary market that is estimated to be in the magnitude of US$ 754 billion.

 

What does the voluntary market have to do with all this?

The voluntary carbon market serves to increase the climate ambition of various actors, such as companies committed to Net Zero paths, while financing activities that are not yet financially viable, such as forest restoration and conservation. Numerous market analyses and reports5 indicate a growth between 15 and 20 times in the next 10 years. McKinsey estimates a market value of around $50 billion by 2030. Last year alone, more than 110 GHG sequestration and reduction initiatives funded by this market were launched only in  Verra’s Verified Carbon Standard (VCS).

Seeking a slice of this global funding cake is the obligation of any government that is seriously committed to sustainable development in Brazil. In this sense, instituting SINARE, observed by the need to define Social and Environmental Safeguards, represents a major advance and deserves to be celebrated. This mechanism has been a longstanding demand by project developers, including Biofílica. The expectation is that this central and digital registry will serve as a kind of “filter”, allowing only the registration of high integrity, socio-environmentally sound programs and projects, with real climatic benefits. This only strengthens the quality of “Made in Brazil” credits and makes us even more competitive to receive financing via carbon markets. Export.

It is also possible to imagine that within a five-year horizon, credits registered within the SINARE can access demand from regulated companies in Brazil that will need to achieve their sectoral goals. Domestic sale.

Biofílica Ambipar Environment is a pioneer in the voluntary market in Brazil and is currently preparing its international expansion. We have been closely following regulatory and methodological developments, both nationally and internationally, in carbon financing initiatives. It is part of our purpose to find nature-based solutions that can help different actors achieve their mitigation goals. Whether through sectoral agreements or internal goals, Biofílica remains available to advance the climate agenda together.

 

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1According to McKinsey data (2021)

2Emissions Trading System. This carbon market model is the so-called regulated market, where credits are transacted only between regulated entities to comply with legislation.

3The law proposal 528/21 wants to establish a Brazilian Regulated Emissions Market (MRBE) that would effectively establish a cap-and-trade mechanism in Brazil. Currently, the rapporteur of the proposal, Carla Zambelli (PL /SP), has been working for the assessment in plenary of the proposal, which is awaiting a vote on its latest report presented on May 19, 2022.

4Also known as emission allowances, these are equivalent to a certificate provided to a regulated entity that allows them to emit 1 ton of carbon dioxide equivalent. Such assets are the ones traded in regulated carbon markets.

5See, for example, the market analyses of EY (2022) and Trove Research (2021)

 

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